Como criar uma secretária de missão

COMO CRIAR UMA SECRETARIA DE MISSÕES

Uma Secretaria Local de Missões bem estruturada e que consiga desempenhar bem as atribuições a ela conferidas é essencial para que a Igreja Local esteja bem informada e envolvida na obra missionária.

Em se tratando de missões, é bem verdade que quem precisa estimular e desenvolver esta visão na igreja é o pastor, que é a autoridade mais expressiva na Igreja Local. Se este principio não partir dele, ou se ele não lhe der pelo menos apoio ou concordância, fique orando por ele e esperando que ele seja despertado pelo Espírito Santo. Qualquer iniciativa sem a autorização e apoio do líder, estará totalmente fora da vontade de Deus (leia Romanos 13.1-2). Se seu líder não tem a visão missionária, ore, contribua financeiramente com algum projeto ou agência missionária, se informe sobre o assunto e espere. Se há alguém que será cobrado por Deus por uma igreja não se envolver com a obra missionária, será sempre seu líder, pois foi ele quem recebeu a autoridade delegada de Deus, e por isso, deve ter comunhão suficiente com Deus para conhecer a sua vontade e obedecê-la e fazer seus liderados também obedecerem. Agora, se o seu pastor tem a visão missionária, não perca tempo, se coloque ao lado dele e se ofereça para ajudá-lo a organizar uma Secretaria Local de Missões. Mesmo que o pastor tenha esta visão, se não tiver uma equipe que o assessore e apóie neste assunto, tão complexo e urgente, será muito difícil para ele sozinho, conseguir resultados concretos e duradouros.

Em missões, não pode haver cacique ou super crente que queira fazer tudo sozinho ou estrelas que queiram brilhar mais do que as outras. Não espere ganhar fama ou notoriedade por se envolver com missões. Se este é o seu objetivo, desista. Se o que comove o seu coração é algo mais do que o desejo de estar envolvido num assunto que está na moda; se for um profundo amor, e mais ainda – uma enorme paixão pelas almas que perecem, não perca tempo! Reúna uma equipe com os mesmos sentimentos e mãos à obra.

Já esta secretaria ou departamento de missões, poderá ser basicamente composto por um secretário local, que terá a função de coordenar e orientar todas as atividades relativas a missões e evangelismo local, um secretário adjunto que cuidará principalmente da área organizacional de secretaria, tais como: organização de arquivos com informações missionárias, biblioteca missionária, cadastro de missionários e correspondências em geral, um tesoureiro que recolherá todas as contribuições, as organizará contabilmente e as repassará aos missionários ou agências. Outros membros ainda poderão compor a Secretaria de Missões, tais como: secretário correspondente, membros de intercessão, colaboradores de Informativo Missionário e muitos outros.

Assim sendo, a Igreja Local que não tem uma Secretaria ou Departamento de Missões operante, precisa vencer este desafio e implantar este braço da Igreja Local, tão importante para o envolvimento e desenvolvimento missionário. A Secretaria Local de Missões é responsável juntamente com o Pastor Local, por colocar constantemente os gravetinhos na fogueira de missões da Igreja Local, mantendo assim, sempre acesa a chama missionária.

Se você é uma pessoa que ama missões e seu Pastor e sua igreja ainda não tem a visão missionária comece orando e pedindo a Deus que desperte seu Pastor isso e aguarde o que Deus fará!

 

Bíblia – O Código de Ética Divino

 

Bíblia – O Código de Ética Divino  

 

PRINCÍPIOS DA ÉTICA BÍBLICA

O modo de pensar e de agir, com base na ética cristã, tem amplo respaldo na Bíblia Sagrada. E dá lugar à definição de alguns princípios ou parâmetros éticos, que são bem claros e objetivos. Estes são diferentes dos princípios da sociedade sem Deus, os quais são inconsistentes, variáveis, mutantes, e acima de tudo relativistas. Até mesmo as leis, que deveriam servir de fundamento para a conduta do indivíduo, elas variam conforme o tempo, a época, os costumes, as inovações, e tudo o que mudar no meio social.

1. O PRINCÍPIO DA FÉ 

S. Paulo, o apóstolo dos gentios, dizia: “Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.22,23).

Neste texto, vê-se a ênfase na fé ou na convicção do crente diante de Deus, quanto ao que ele faz ou deixa de fazer. Ele não precisa recorrer a paradigmas humanos ou lógicos para posicionar-se quanto a atos ou palavras. Se tem dúvida, não deve fazer, pois “tudo o que não é de fé é pecado”. E se não tem dúvida, pode fazer tudo o que aprova? Depende. Não é só uma questão de aprovar ou não aprovar. Alguém pode aprovar algo, e fazer, por entender que é de fé. A fornicação está liberada na sociedade. O governo aprova. Os professores materialistas a aprovam; grande parte dos pais aprova o sexo antes do casamento; aliás, muitos nem aprovam o casamento. Mas a ética bíblica diz que é pecado. Seria por fé que um jovem cristão se entregaria à fornicação? Certamente, não. A Bíblia diz: “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22; Sl 119.9; Ec 12.1,2).

2. O PRINCÍPIO DA LICITUDE E DA CONVENIÊNCIA

Na primeira carta aos coríntios, vemos Paulo ensinar: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Co 6.12). Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm” (1 Co 10.23a). 

Esse critério orienta o cristão a que não faça as coisas apenas por que são lícitas, mas porque são lícitas e convêm, à luz do referencial ético que é a Palavra de Deus. Há quem entenda esse princípio, argumentando que se podemos fazer algo, é porque isso é lícito. À luz da ética cristã, não é bem assim que se deve argumentar. Primeiro, diante de uma atitude ou decisão a tomar, é preciso indagar, se tal comportamento está de acordo com a Palavra de Deus, se tem apoio nas Escrituras. Há crentes que têm o costume de tomar vinho em suas casas; há outros que tomam cerveja de vez em quando; há os que tomam champanhe nas festas de casamento. É lícito? Há quem responda que sim. Mas, à luz da Bíblia, não convêm. Por quê? Por que, tomando bebida alcoólica, o crente está contribuindo para a indústria da bebida alcoólica, que é uma das maiores responsáveis pelos acidentes no trânsito e mortes por homicídio, em todo o mundo. Essa é apenas uma das razões, mas existem muitas outras. 

3. O PRINCÍPIO DA LICITUDE E DA EDIFICAÇÃO 

Diz a Bíblia: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (1 Co 10.23b). 

Com base neste texto, não basta que alguma conduta ou proceder seja lícito, mas é preciso que contribua para a edificação do cristão. É um princípio irmão gêmeo do anterior. A ênfase aqui é na edificação espiritual de quem deve posicionar-se ante o fazer ou não fazer algo.3

Infelizmente, entre as pessoas que mais dão audiência para programas perniciosos, estão muitos crentes, de todas as igrejas evangélicas. No horário noturno, muitas irmãs, e até seus esposos; muitos jovens, ao invés de ir aos templos, cultuar a Deus, estão diante do televisor, assistindo novelas indecentes, recheadas de satanismo e de prostituição; milhares de crentes postam-se diante da TV, para assistir ao famigerado programa, em que pessoas são confinadas numa casa, para serem acompanhadas em suas reações carnais. 

O índice de audiência é espantoso. As pessoas votam para ver quem vai ser despedido da “experiência” do reality show. Cada ligação telefônica engorda a renda da emissora de TV. É lícito? Para o cristão, cremos que não. Edifica? Muito menos. Pelo contrário. Tal tipo de programação contribui para a destruição dos valores morais, da família e da fé. Diz o salmista: “Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Sl 101.2,3). 

4. O PRINCÍPIO DA GLORIFICAÇÃO A DEUS

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31).

Aqui, temos um princípio ético abrangente, que inclui não só o comer ou o beber, mas “qualquer coisa”, que demande um posicionamento cristão. 

Esse princípio da glorificação a Deus é fundamental em momentos cruciais do comportamento cristão. Tenho orientado a juventude quanto ao comportamento a ser seguido pelo jovem cristão, por exemplo, no namoro. É grande a pressão do Diabo e da carne, para a prática do sexo antes do casamento. E há muitas pessoas, inclusive pastores, que preferem fechar os olhos, e deixar que os jovens pequem, alegando que os costumes mudaram, que não se pode fazer nada, etc. Ensino que, havendo uma pressão para a fornicação, basta o jovem ou a jovem indagar: “Posso fazer isso para a glória de Deus?”A resposta, obviamente, será não, se o jovem tiver um mínimo de temor a Deus, e respeito à sua palavra.

Diz Paulo: “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22). 

Assim, qualquer atitude ou decisão a tomar, em termos morais, financeiros, negócios, transações, etc., tudo pode passar pelo crivo do princípio da glorificação a Deus, e o crente fiel, na direção do Espírito Santo, saberá responder sem maiores dificuldades.5

5. O PRINCÍPIO DA AÇÃO EM NOME DE JESUS

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17).

A condição do crente para realizar ou deixar de realizar algo decorre da autoridade que lhe foi conferida pelo Nome de Jesus. Assim, quando o cristão se vê na contingência de tomar uma decisão, de ordem espiritual, ou humana, pode muito bem concluir pela ação ou não, se puder realizá-la no nome de Jesus, conforme orienta o apóstolo Paulo aos irmãos colossenses.6

Suponhamos que um irmão é tentado a adulterar com uma mulher, amiga sua. Se ele se descuidar, não vigiando e orando, poderá cair. Mas, se diante da proposta diabólica, indagar: “Posso fazer isso ‘Em nome do Senhor Jesus?’” É lógico que, se ele tiver um pouco de temor a Deus, jamais irá fazer algo pernicioso em nome de Jesus. 

6. O PRINCÍPIO DO FAZER PARA O SENHOR.

“E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23). 

Na vida cristã, surgem verdadeiras armadilhas, como testes para a fé e a convicção do servo de Deus. Um exemplo marcante do desrespeito aos princípios éticos, tem sido anotado, com relação à conduta de certos políticos evangélicos, em câmaras municipais, em assembléias legislativas e até no Congresso Nacional. Em momentos críticos, em que a nação exigia um posicionamento sério, ante as injustiças e a corrupção, houve casos em que certos políticos crentes ficaram ao lado daqueles que não atendiam aos legítimos interesses do povo, e muito menos do povo evangélico. Em troca de favores, de emissoras de rádio, de verbas públicas, de cargos públicos, houve casos em que cristãos agiram para agradar aos homens e não ao Senhor. Isso é antiético e anticristão.

Esses homens esquecem-se do que fez Daniel, na Babilônia, quando manteve sua fé e conduta, diante de Deus, permanecendo em oração, mesmo sob a ameaça de uma lei injusta, elaborada pelos homens ímpios e invejosos. Preferiu ir para a cova dos leões, confiando no Deus Todo-poderoso, do que se encurvar à vontade de homens maus. Todos sabemos a história desse homem de Deus, que foi um modelo de integridade moral e espiritual, ao lado dos três jovens Hananias, Misael e Asarias. Estes, preferiram ser lançados na fornalha de fogo ardente, aquecida sete vezes mais, a se encurvarem diante dos ídolos e dos homens.7 

 

7. O PRINCÍPIO DO RESPEITO AO IRMÃO MAIS FRACO

“Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. Pelo que, se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” (1 Co 8.9-13).

No texto bíblico acima, vemos que o apóstolo ensinava sobre os que comiam coisas sacrificadas aos ídolos. S. Paulo diz que os mesmos tinham “fraca consciência” e que os que têm ciência, sentando-se à mesa no templo dos ídolos, podem induzir o que é fraco a pecar. “E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu… ferindo a sua fraca consciência, e pecando contra Cristo” (ênfases minhas). Desse texto, podemos tirar várias lições para a vida do cristão em relação aos outros irmãos mais novos na fé, ou mesmo antigos, que têm consciência fraca. O apóstolo chega ao extremo de dizer que se pelo manjar que come, um irmão se escandaliza, nunca mais haveria de comê-lo.

Na classe de novos convertidos, tenho visto irmãos, bem novos na fé, escandalizados com crentes antigos, que praticam coisas que não agradam a Deus. Com certa dificuldade, procuro mostrar-lhes que, no meio da igreja local, há o “trigo”, que são os crentes fiéis, santos e cumpridores da Palavra. E há o “joio”, que são os crentes desobedientes, que não têm compromisso com Deus. Ver Romanos 8.13-20.

8. O PRINCÍPIO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS.

“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos ide comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.10-12).

Jesus, em seu ministério terreno, chamou a atenção para a prestação de contas, por ocasião de sua vinda em glória: “Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras” (Mt 16.27). Obras falam de atitudes, de comportamento, de ação. Em termos da ética cristã, não há dúvida de que cada pessoa prestará contas a Deus, no seu tribunal divino, do que fizer ou deixar de fazer. Isso em relação à prestação de contas futura, em termos escatológicos. Entretanto, aqui mesmo, nesta vida, há muitos de quem Deus tem cobrado a prestação de contas antecipadamente por causa de seus atos pecaminosos, e há, também, aqueles a quem o Senhor tem galardoado pelas suas boas obras ou atitudes.

Diz a Bíblia: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos ide fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.7-10).9 

9. O PRINCÍPIO DO EVITAR A APARÊNCIA DO MAL

“Abstende-vos de toda aparência do mal” (1 Ts 5.22).

A aparência do mal pode prejudicar a reputação de um servo de Deus. 

A Bíblia, em sua sublime sabedoria, adverte o cristão para que tome cuidado não só com o mal, mas com sua aparência.

O perigo em desrespeitar esse princípio reside no fato de se correr o risco de que alguém, imprudentemente, possa confundir a atitude de um servo ou serva de Deus, espalhando boatos inverídicos. Quando isso acontece, mesmo que haja um esclarecimento posterior, a pessoa torna-se alvo de críticas e insinuações malévolas que, uma vez espalhadas, são como penas que se soltam ao vento. Fáceis de se espalhar; difíceis de serem recolhidas.

 

Transcrito do comentário de Elinaldo Renovato de Lima por Pr. Luiz Antonio.

 

 

Além do Pátio dos Gentios

 

Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela.

Estrategicamente Jerusalém está no centro da Terra, e por conseqüência também o templo de Deus em Jerusalém está. Havia nesse templo um local chamado pátio dos gentios que era a parte mais exterior do templo. Você pode imaginar o templo dividido em três partes como os nossos templos modernos: o altar, a nave do templo e a parte depois dos muros.  Esta parte depois dos muros era o Pátio dos Gentios a única parte do templo onde era permitida a entrada de pessoas comuns, gentios que criam em Deus.

Fora reservado pelo Senhor exclusivamente para os gentios. A obra missionária sempre esteve no coração do Senhor, Ele sempre teve o interesse de salvar toda a terra e revela isto na construção do templo, que era exclusivo para judeus, mas que tinha como se vê um lugar para receber todos de todas as nações.

Este pátio segundo a visão divina era para amparar o estrangeiro, e dar a ele um lugar para adoração, para dar a ele a chance de conhecer e sentir YHWH o Deus dos judeus, o Deus da salvação.

Mas para sua completa indignação, Jesus ao entrar no templo, em vez de encontrar ali gentios orando e buscando a Deus, ou sendo ensinados pelos judeus que eram o povo escolhido, encontra em vez disso um variado comércio ali estabelecido. O pátio dos Gentios estava cheio de pombos bois ovelhas e cambiadores comercializando naquele local que o próprio Jesus considerou santo. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? I Cor  3,16

Segundo esta afirmação de corintios nós somos o templo de Deus. E como templo de Deus o que tem ocupado nosso ser?

Será que os gentios (pecadores) têm ocupado algum lugar em nosso coração? Temos nos lembrado da obra missionária, do IDE? O Senhor quer que saiamos que vamos além dos murros, além do Pátio dos Gentios e os alcancemos! E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. O mundo é o campo! Ore para que Deus te dê forças para ir além do Pátio dos Gentios, ir além das dependências da igreja. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mat. 28,19,20.

O terceiro milênio começou com seis bilhões de habitantes e com 1.739 grupos étnicos no planeta.

Os últimos dados estatísticos nos mostram que cerca de 33% dos moradores da terra ainda não ouviram falar de Jesus.

O quadro é mais ou menos assim:

·      Dois bilhões de pessoas seguem o Cristianismo, incluindo os cristãos nominais.

·      Dois bilhões já ouviram falar de Jesus pelo menos uma vez.

·      Dois bilhões nunca ouviram falar de Jesus.

Isso remete minha lembrança à palavra do Senhor em Zacarias 13.8-9 que diz:

“E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo; e ela dirá: o Senhor é o meu Deus”.

A profecia fala que as duas partes da Terra serão extirpadas.  Segundo meu entendimento essas duas partes que expirarão, ou seja, morrerão, são os dois bilhões que já ouviram falar de Jesus pelo menos uma vez, mas ainda não são salvos, e também os outros dois bilhões que nunca ouviram falar de Jesus.   Restando uma terceira parte nela, que podemos dizer que são os outros dois bilhões de pessoas que seguem o Cristianismo, incluindo os cristãos nominais, os quais após serem provados e aprovados poderão chamar o Senhor de PAI e ELE os chamará filhos.

Incrível como a palavra de Deus é atual! Você está notando quanto trabalho há a ser feito pelo povo de Deus? Precisamos ir além dos muros, precisamos ir além do “Pátio dos Gentios”. Deus abençoe a RENOVAÇÃO DOS REMIDOS.

 

                        Pr. Luiz Antonio

  

 

 

A Situação das Mulheres na Janela 10/40.

As mulheres da Janela 10-40 se constituem no grupo mais discriminado dentre os não-alcançados. É grande o número de mulheres no Afeganistão que vivem suas vidas limitadas ao quintal dos fundos de sua casa, vivendo sem contato com o exterior e abrigando depressão e tristeza em seus corações, sendo vítimas do radicalismo , privadas até mesmo do prazer sexual (pois muitas delas têm sido mutiladas ainda quando crianças por seus próprios familiares). Sem nenhum contato com o mundo externo, como estas mulheres irão conhecer a Palavra de Deus?

Muitas outras atrocidades físicas são cometidas contra mulheres em diversos povos.

As mulheres neste lugar do mundo têm menos acesso à educação, e a alta taxa de analfabetismo dificulta o conhecimento de Jesus Cristo através da leitura da Bíblia.

William Carey, enquanto esteve na Índia, viu mulheres sendo queimadas vivas junto com o esposo recém falecido. Este era um costume daquela nação e sempre que o marido morria, a mulher deveria ser queimada viva junto ao seu cadáver. Um costume vil que desrespeitava por completo o valor da mulher como indivíduo e como ser humano. Ele indignou-se com esta situação e lutou durante 25 anos até que esta realidade foi mudada pelas autoridades da Índia. Quantas mulheres foram salvas desta terrível morte pelo esforço, dedicação e amor de um só homem? Quantas ainda não serão salvas se dedicarmos nosso esforço oração e oferta para o envio de missionários a este povo que está entre os dois mais populosos do planeta. A índia tem 600.000 cidades e vilas e em 500.000 dessas cidades e vilas ainda não há obreiros cristãos.

Mais de 2 milhões de mulheres são submetidas à mutilação genital a cada ano. E uma vida sexual saudável passa a ser apenas uma utopia para centenas de milhares de jovens e mulheres neste local.

Na janela 10/40 há pelo menos 1,3 bilhões de pessoas em extrema pobreza, desse montante 70% são Mulheres.

2/3 dos 876 milhões de analfabetos do mundo são mulheres.

Na África Sub-Saarina e sul da Ásia apenas 2 a 7 mulheres em cada grupo de 1000 têm nível secundário ou universitário.

Mais de 1,2 milhões de mulheres morrem por ano vítimas de complicações no parto e gravidez que poderiam ser evitadas.

As mulheres da Janela 10-40 precisam do nosso esforço oração e envio de missionários para mudar sua situação de vida e para transformar seu choro em riso através do conhecimento de Jesus Cristo.

Mulheres do Brasil e especialmente as mulheres da IPRR, eu apelo a vocês que têm um lar abençoado, filhos, um marido, um emprego etc. que orem pelas mulheres que sofrem opressão na janela 10/40.

 

 

 

                                                                               Pastor Luiz Antonio

A origem do dia da bíblia.

A origem do dia da bíblia.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento – celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

 

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

A Inerrância da Bíblia

 

“E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12).

 

A Bíblia, em sua essência, é a Palavra de Deus; não contém erros de qualquer natureza, graças à sua plena inspiração, sob supervisão do Espírito Santo. Essa é uma declaração irrefutável. Não pode ser posta em dúvida. Os descrentes querem, a todo o custo, apontar erros nos textos bíblicos. No entanto, como se trata de um Livro de natureza espiritual, inspirado por Deus, não pode conter erros, em seu conteúdo. Pode haver falhas nas traduções, nas interpretações ou na sua apresentação gramatical, visto que, foi escrita em linguagem antiga, no hebraico e no grego, além de expressões breves no aramaico, é possível observar-se algumas falhas em termos de grafia ou de tradução.

Porém, as possíveis falhas, dificuldades de tradução, ou de interpretação, jamais podem ser consideradas como indicativas de erro na mensagem bíblica. Menos de 1% dos “erros” encontrados nos manuscritos, são falhas na transmissão da mensagem, e não afetam a integridade da Palavra de Deus. Deus disse a Jeremias: “Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12b).

Nos primórdios da reunião dos livros da Bíblia, houve um processo meticuloso, em termos de seleção das fontes originais, ou dos autógrafos, que deram origem aos textos da Bíblia. Assim, podemos afirmar com toda a segurança que, quando em conformidade com os manuscritos originais, a Bíblia não tem erros em seus textos.

De maneira especial, Deus transmitiu sua vontade aos homens. E o fez através da mensagem escrita, para que ninguém pudesse alegar possíveis falhas, que poderiam ocorrer na transmissão oral, ao longo dos séculos. E, nesse processo de transmissão escrita, de modo inspirado, a Bíblia merece toda confiabilidade e reconhecimento de sua veracidade. Ela é inerrante, ou seja, não contém erros em seu conteúdo, em suas mensagens, em seus propósitos.

Certo escritor, em sua vaidade, resolveu ler a Bíblia, com o objetivo de mostrar que ela estaria cheia de erros e contradições. Seria para ele o ápice de sua sabedoria humana. No entanto, após folhear e ler a Bíblia, acabou verificando que, em vez de descobrir os erros em suas páginas, estas sim, abriram-se qual espelho da alma e mostraram seus erros e pecados. As palavras escritas, mesmo na Bíblia, podem sofrer alguma alteração lingüística, a ponto de apresentar possíveis distorções ou discrepâncias. Mas a Bíblia, enquanto Palavra de Deus, como “espírito e vida” (Jo 6.63), não contém qualquer erro ou falha.

Em lugar de conter erros em sua mensagem fundamental, da parte de Deus para o homem, a Bíblia se constitui num código de fé, ética e prática, indispensáveis ao ordenamento da vida humana, tanto em termos espirituais, pessoais, como sociais, familiares, profissionais, de conduta, e em todos os aspectos. Diz o salmista: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

 

I – REQUISITO INDISPENSÁVEL DA INERRÂNCIA BÍBLICA

 

1. CONCEITUAÇÃO

 

Inerrância é a qualidade de quem é inerrante, ou que não comete erros. “Que não pode errar; infalível”. As mensagens dos homens, em toda a História, têm sido criticadas, e até desprezadas, por se constatarem falhas ou erros em seu conteúdo. Tais mensagens não podem reivindicar inerrância. Até mesmo as ciências, fundamentadas em dados e informações, obtidas a partir de pesquisas, e evidências empíricas, têm suas falhas ou erros. Mas a Palavra de Deus, consubstanciada na Bíblia Sagrada, não pode conter erros, ou seja, ela é inerrante.

 

2. INERRÂNCIA E INFALIBILIDADE

 

O conceito de inerrância bíblica está associado ao conceito de infalibilidade. A Bíblia não contém erros. Como é a Palavra de Deus, Ela é infalível. Diz Pedro: “Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe 1.24b,25a). O verbo permanecer, no texto, tem o sentido de não se abalar, não mudar, não sofrer alteração. A Bíblia não é como a falsa teoria da evolução. Esta fundamenta-se nas premissas falsas e equivocadas, do naturalista Darwin.

No livro “Origem das Espécies”, do materialista Charles Darwin, há expressões de dúvida, a ponto de o seu autor dizer “se a minha teoria estiver certa; talvez; pode ter havido” São expressões que revelam dúvida, incerteza, no domínio das hipóteses, que são aceitas, infelizmente, sem questionamento sério. Na Bíblia, no entanto, não encontramos qualquer expressão de dúvida, incerteza, ou insegurança, por parte do seu autor ¾ Deus.

O Livro Sagrado já começa com a expressão “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

A infalibilidade da Bíblia decorre do fato de ser um livro de origem divina, pela inspiração e revelação do Espírito Santo; e por ser um livro cuja mensagem, em termos de história, profecia, e escatologia, têm a supervisão divina. Diz a Palavra: “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12). A Bíblia é infalível porque é Deus quem garante sua veracidade e cumprimento. Deus vela por Ela. Ainda que, por permissão do próprio Deus, há tantos adversários da Bíblia, o Senhor vela para que a mensagem bíblica se cumpra de modo cabal e perfeito. Deus, Soberano do universo, tem o pleno controle dos fatos e dos homens, de tal forma que, queiram ou não, os acontecimentos confirmam as afirmações e previsões, constantes da Bíblia. A inerrância é condição indispensável para que a Bíblia seja infalível.

Para o homem herege, ateu, materialista, tais razões não fazem sentido. E isso é natural. A Bíblia acentua a incapacidade de o homem natural não absorver a mensagem de Deus. Diz Paulo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14). Para o homem espiritual, no entanto, a Bíblia é objeto do seu amor e reflexão. “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97)

             

II – RAZÕES DE SUA INERRÂNCIA

 

1. SUA AUTORIA DIVINA

 

Não se pode avaliar a quantidade de livros, revistas, jornais, artigos e matérias, escritos pelo homem, ao longo da História, desde que surgiu a imprensa, no Século XVI. Milhões de autores e escritores têm expressado seus pensamentos. Diz a Bíblia: “E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne” (Ec 12.12). Mas os autores humanos são sempre falhos. Porém, o autor espiritual da Bíblia, que é Deus, jamais falhou. Diz a Palavra: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 23.19) No meio dos milhões de textos, escritos pelo homem, há verdades e mentiras; há mistificações, enganos, equívocos e até distorções propositais da verdade, pela manipulação dos fatos e das idéias. No entanto, Deus, o Autor da Bíblia, não mente. Nem se arrepende. Quando encontramos na Bíblia, textos que dão a idéia de que Deus se arrependeu (Gn 6.7; 1 Sm 15.35; Am 7.3), devemos entender que Deus muda de planos, em função de atos ou ações errôneas do próprio homem, e não de sua parte. Deus não fez nem faz nada errado.

 Quando Ele diz, faz; quando Ele fala, confirma. Quando Ele faz, ninguém, a não ser com sua permissão, pode mudar o que Ele determinou. Ele é “o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7). O autor da Bíblia não muda: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17). A autoria divina da Bíblia, para o cristão verdadeiro, garante sua inerrância e infalibilidade. É objeto de sua fé. Às vezes, essa fé atinge feição radical. Lembro-me de, quando estava lecionando na universidade, fui abordado por um professor e advogado muito conhecido na cátedra e na comunidade. Ele era ateu positivista, adepto das idéias de Augusto Comte; materialista e admirador de Darwin. E me disse: “Professor, eu não entendo vocês, os crentes. Há evangélicos que são tão extremistas, que uma senhora, de sua igreja, que trabalha em minha casa, fez uma afirmação absurda, que nos faz até rir. Eu lhe indaguei se ela cria, realmente, que a baleia havia engolido Jonas. Ela respondeu que sim. Mas eu lhe expliquei que a garganta da baleia é tão estreita que não permite passar um homem. Só podem passar por ela pequenos peixes. Ela parou, me escutou, e respondeu: ¾ ‘Professor, se a Bíblia disser que Jonas engoliu a baleia, ainda assim eu creio nela!’” Na sua simplicidade, aquela humilde serva de Deus procedeu de acordo com a Bíblia, que diz: “Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos” (Pv 26.5).

Mas o cristão consciente e fiel aos ensinos da Bíblia, pode e deve argumentar com toda a segurança sua convicção na inerrância e infalibilidade do Livro Sagrado. Diz Paulo que devemos oferecer a Deus o “culto racional” (Rm 12.1), ou seja, uma crença e uma adoração que tem razão de ser; que tem muitas razões de ser, na verdade. Devemos crer, como Lutero: “Quando as Escrituras falam, Deus fala”. É um postulado da fé. Ou a Bíblia é inerrante ou Deus não existe. Pois toda a sua mensagem, do primeiro ao último livro, parte do princípio sagrado da existência do Ser Supremo que criou todas as coisas, a vida, e os seres vivos, incluindo o homem, e resolveu transmitir ao ser criado a sua vontade soberana, através da mensagem escrita, em livros que, durante 1600 anos, foram reunidos na Bíblia. Com fé inabalável (Sl 125.1), cremos que Deus existe e fala conosco, os crentes, e para os homens, através da Bíblia Sagrada.

 

2. OS ESCRITORES HUMANOS — “HOMENS SANTOS DE DEUS”

 

A mensagem bíblica tem origem em Deus, o Autor divino. Mas com exceção do Decálogo, escrito pelo próprio dedo de Deus nas tábuas de pedra e entregues a Moisés (Êx 31.18), os demais textos, reunidos em livros no Antigo e no Novo Testamentos, foram escritos por homens. Sendo assim, dizem os críticos da Bíblia: “Os homens escreveram de sua própria mente, e cometeram muitos erros”.

Porém, de acordo com a Bíblia, os escritores dos Livros Sagrados não escreveram de sua própria cabeça, o que bem entendessem. Se assim o fosse, não teriam registrados certos fatos, muitas vezes comprometedores e constrangedores para eles. Qual seria o escritor, ou autor, que escreveria que um irmão estuprou a irmã; ou que um rei, que era tão querido por Deus, adulterou com uma Senhora, e mandou matar seu marido? Um autor humano poderia, sem qualquer problema, omitir tais fatos. No entanto, a Bíblia registra fatos como esses, como foi o caso de Amnon, filho de Davi, que cometeu o crime de estupro contra sua irmã, Tamar; e Davi, homem de Deus, num momento de falta de oração e vigilância, deixou-se levar pelos sentidos, e adulterou com Bate-Seba, esposa do general Urias (ver 2 Sm 11.3-5; 13.1-14). Na verdade, muitos dos que cometeram atos vergonhosos não escreveram nada. Outros, usados por Deus, relataram e escreveram os livros que contém tais fatos.

Os homens que escreveram os livros da Bíblia, considerados autores humanos, na verdade, a rigor, nem poderiam ser chamados de autores, mas sim de escritores sagrados. Moisés, Josué, Samuel, Davi, Neemias, Esdras, Jó, Salomão, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, no Antigo Testamento, foram homens, que escreveram sob a inspiração e/ou revelação da parte de Deus, iluminados pelo Espírito Santo. Eles escreveram mensagens inspiradas para o povo de Israel, para muitas nações, e para sua época, bem como para tempos escatológicos.

De igual forma, os escritores-autores dos livros do Novo Testamento, como Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, o desconhecido autor aos Hebreus, Tiago, Pedro e Judas, também tiveram a gloriosa experiência de receber de Deus a mensagem divina para a humanidade. Eles não erraram na transmissão da mensagem.

Diz a Bíblia: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). O cristão verdadeiro crê que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. E pode ser confortado com a afirmação bíblica de que os escritores-autores, dos Livros Sagrados, não produziram textos com objetivos comerciais de venda de livros ou de artigos como acontece hoje em todo o mundo. Não. Eles escreveram os textos, quando ainda não havia a imprensa. Os livros, escritos em pergaminhos ou papiros, eram escritos de forma artesanal, à mão. Muitas vezes à luz de lampiões, ou velas. Eram os manuscritos que se tornaram peças de valor inimaginável, ao receber a pena com tinta, transcrevendo a mensagem inspirada por Deus.

Podem os críticos argumentar que as muitas cópias dos manuscritos contêm muitos erros ou discrepâncias, e, por isso, a inerrância da Bíblia estaria prejudicada. Mas “A inerrância é atribuída apenas aos manuscritos originais dos vários livros da Bíblia; não é asseverada a respeito de qualquer cópia específica daqueles livros que sobreviveram até nosso tempo” (grifo nosso).

 

Kenneth S. Kantszer afirmou:

 

É possível sustentar que Deus poderia ter impedido os autores da Bíblia de cometer erros, tirando-lhes a liberdade e a condição de seres humanos; entretanto, os evangélicos jamais afirmaram tal coisa. Antes, a Bíblia é produto totalmente humano, e totalmente divino. Como produto divino, a Bíblia detém autoridade absoluta sobre a mente e o coração dos crentes. Como produto humano, mostra em si mesma todas as características essenciais da composição humana. Sem dúvida, Deus poderia ter-nos dado uma Bíblia escrita na perfeita linguagem do céu; nesse caso, porém, quem a poderia entender? Deus preferiu comunicar-nos sua vontade mediante o canal imperfeito da linguagem humana, com todas as suas possibilidades de má compreensão e má interpretação.

 

III – OS MANUSCRITOS BÍBLICOS

 

O termo “manuscritos” vem do latim, de manus (mão) e scriptus (escrita), ou seja, documento, texto, ou livro, escrito à mão. Antes de haver a imprensa, todos os documentos eram manuscritos. Houve textos, ou livros, escritos à mão em argila, em tabletes, em couro, em metal e em outros materiais. Os manuscritos bíblicos foram escritos em pergaminho ou em papiro. A princípio, os textos foram reunidos em rolos, de difícil manuseio. Depois, foram trabalhados em códices, escritos em “folhas” de casca de árvore, recobertas de cera, utilizando-se estiletes. Por volta do século IV d.C., os códices substituíram os rolos; o papiro foi substituído pelo pergaminho, feito de pele de animais; e, pelo século XII, o papel substituiu o pergaminho.

 

1. OS AUTÓGRAFOS – MANUSCRITOS ORIGINAIS

 

Os manuscritos originais dos textos bíblicos não existem mais. Por razões não compreendidas, os primeiros pergaminhos ou papiros que compuseram os primeiros rolos, em que constavam os livros do Antigo Testamento, não foram preservados. Os estudiosos argumentam que se eles ainda existissem, talvez fossem objeto de idolatria. É provável. Mas sem sombra de dúvida, os manuscritos originais ou os autógrafos, existiram.

E foram eles que deram origem aos manuscritos mais antigos, que chegaram às mãos dos homens que selecionaram os livros da Bíblia, até formarem o cânon sagrado. É importante salientar que a infalibilidade, ou a inerrância da Bíblia, é reivindicada para os manuscritos originais. Se há cópias, é porque houve originais. E estes, tendo sido inspirados por Deus, jamais poderiam conter erros. Cremos que o Espírito Santo atuou na mente dos copistas honestos, de tal forma que não cometessem erros no que tange ao conteúdo espiritual dos textos bíblicos.

 

2. OS MANUSCRITOS MAIS ANTIGOS

 

De forma resumida, indicamos alguns dos manuscritos (MSS)5 mais antigos do Antigo Testamento, escritos em hebraico.

 

1)    Códice dos primeiros e últimos profetas. Data de 895 d.C., escrito por Moses Ben Asher. Inclui os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; Isaías, Jeremias, Ezequiel, e os Doze.

2)    Códice do Pentateuco. Foi escrito em 916 d.C. Dele constam apenas os “últimos profetas”. Escrito por Arão, filho de Moses Ben Asher, e está arquivado no Museu Britânico, sob o número 4445.

3)    Códice Aleppo. “Contém todo o texto do Antigo Testamento. Copiado por Shelomo Ben Bayaa. Está em Israel, na Universidade hebraica.

4)    Rolos do Mar Morto. Foram descobertos em 1947, nas cavernas de Qumran, por um beduíno. É, sem dúvida, o mais importante achado arqueológico sobre os manuscritos do Antigo Testamento. O MS de Isaías, em hebraico, encontrado na caverna nº 01, tem 95% de concordância com o texto da Bíblia hebraica, como conhecemos. Os 5% de erros, encontrados, não afetam o conteúdo fundamental dos livros da Bíblia”.

 

Existem muitos manuscritos, do Antigo Testamento, e do Novo Testamento, escritos em grego, tais como:

 

1)    O Códice Vaticano “B”. Data do ano 325 d.C. Nele, o Antigo Testamento é cópia da versão grega da Septuaginta.

2)    O Código Sinaítico ou Álefe. Encontra-se arquivado no Museu Britânico. Data de 340 d.C. Foi encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, junto ao Monte Sinai. O Governo inglês o adquiriu dos russos, em 1933, por 510.000 dólares.

3)    O Códice Alexandrino. Encontra-se no Museu Britânico. Data de 425 d.C. Foi escrito em Alexandria, no Egito.

4)    O Códice Efráemi ou “C”. Encontra-se no Museu de Louvre, na França. Data de 345.d.C.

 

Há uma enorme quantidade de manuscritos antigos, que podem ser conhecidos em livros de Bibliologia.

 

IV – FALHAS NA TRANSMISSÃO ESCRITA DA BÍBLIA

 

1. AS FALHAS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS

 

 Os textos bíblicos que conhecemos hoje foram escritos, a princípio, nos manuscritos que eram “rolos ou livros, da antiga literatura, escritos à mão. O texto da Bíblia foi preservado e transmitido mediante os seus manuscritos”. Segundo estudiosos, há, no mundo, 4000 manuscritos da Bíblia, escritos entre os séculos II e XV.

De acordo com Gilberto não há nenhum manuscrito original, “saído das mãos dos escritores”. Os manuscritos, feitos de papiro ou pergaminho, estragaram-se e foram enterrados, como costumavam fazer os judeus, com material que envelhecia. Reis e imperadores, idólatras e inimigos de Deus, faziam questão de destruir tudo o que contivesse a mensagem sagrada. Antíoco Epifânio (175-164 a.C.) não só destruiu Jerusalém, mas deu fim a todas as cópias das Sagradas Escrituras. Possivelmente, Deus permitiu essa destruição dos autógrafos para que não se tornassem objetos de veneração ou adoração, como ocorreu com relíquias sagradas.

Entre os manuscritos em hebraico, do Antigo Testamento. O mais conhecido é o rolo de Isaías, encontrado em Qumran, próximo ao Mar Morto, em 1947, juntamente com diversos outros manuscritos. O rolo de Isaías confirma o conteúdo do livro do profeta, como consta em nossas Bíblias. Há manuscritos em grego, tanto do Antigo como do Novo Testamento.

 

2. OS CUIDADOS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS

 

Os manuscritos conhecidos não são originais, mas cópias, elaboradas pelos copistas. Neles, foram constatadas várias falhas, ou erros, apesar das rigorosas regras que eram impostas a esses escribas.

 

O pergaminho tinha que ser preparado de peles de animais limpos; preparados por judeus, sendo as folhas unidas por fios de peles de animais limpos. A tinta era especialmente preparada. O escriba não poderia escrever uma só palavra de memória. Tinha de pronunciar bem alto cada palavra, antes de escrevê-la. Tinha que limpar a pena com muita reverência antes de escrever o nome de Deus. As letras e as palavras eram contadas. Um erro numa folha inutilizava-a. Três erros numa folha inutilizavam todo o rolo.

 

Mesmo assim, os estudiosos, principalmente os críticos, registraram diversos erros na transcrição das cópias das cópias, derivadas dos manuscritos originais. A análise dos manuscritos é objeto dos críticos textuais.

Porém, os erros encontrados nas cópias dos manuscritos, e passados para as traduções, ou versões, dos textos bíblicos, chamados de “variantes textuais”, quando analisados à luz do contexto geral da Bíblia, não comprometem o valor da mensagem sagrada, nem se constituem motivos para descrer na inerrância da Bíblia. A troca de uma letra, numa palavra, poderia causar confusão quanto a seu sentido. Há dois tipos de erros: intencionais (o copista procurava adaptar o texto a outro, e até forçar algum tipo de acomodação doutrinária; e não intencionais (omissão de letras, erros de memória, má iluminação do ambiente, e outros).

Alguns dos erros mais comuns, encontrados nas cópias dos manuscritos, são: Haplografia, quando o copista deixava faltar uma letra, em uma palavra; ditografia, quando o escriba, já idoso, pedia a alguém para ajudá-lo, ditando as palavras do manuscrito, e o copista repetia letras ou palavras; este erro podia ser cometido, mesmo sem a ajuda de uma segunda pessoa; metátese, quando, pelo sono, ou cansaço, o copista invertia duas letras ou palavras. Por isso, vêem-se, em traduções diferentes, expressões aparentemente discrepantes. Por exemplo: Em Mateus 19.24, num manuscrito, há a expressão kamelos, que significa corda, cabo que prende o navio, passando pelo fundo de uma agulha, como ilustração para a dificuldade dos que amam as riquezas entrarem no céu; em outro manuscrito, a palavra traduzida é kamêlos, referindo-se ao animal. Qual o erro? Meramente de grafia. Mas não há erro fundamental no texto. Jesus quis mostrar que é muito difícil um rico, avarento, amante das riquezes, ter condições de ser salvo. Só isso.

  • Quando isso acontece, o leitor cristão, com humildade, entende que há um erro material, na tradução, mas jamais aceitará que se trate de um erro no conteúdo, na substância, na essência, ou na mensagem que a Bíblia quer nos transmitir. Basta comparar com a finalidade do texto, do livro, ou de toda a Bíblia, e verá que o Deus amoroso para com seus filhos jámais deixaria que algo confuso perturbasse sua fé. Diz a Bíblia: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.33).

No Novo Testamento, que é a porção do Livro Sagrado mais atacada pelos críticos da autencidade da Bíblia, foram localizadas, nos manuscritos, mais de 200.000 variantes textuais, ou “erros”. Nessa gama de falhas, há casos de apenas a troca de uma letra (e há milhares de casos assim), e é considerada como erro. No entanto, a análise cuidadosa de cada uma mostrou que, só em 10.000 trechos (2,5%) há falhas consideradas triviais.

 

  • Não basta afirmar que a Bíblia é o livro mais preservado, que sobreviveu desde os tempos antigos, mas lembremos também que as variantes de certa importância representam menos da metade de 1% de corrupção textual, e que nenhuma dessas variantes influi em alguma doutrina básica do cristianismo.

 

Quando a alta crítica textual diz que há milhares de variantes, dá a impressão de que a Bíblia é um livro cheio de erros, e não pode ser inerrante. A análise criteriosa, desses erros (“de certa importância”), no entanto, demonstra sem paixão, que eles constituem apenas menos de 0,5% de todo o conjunto da imensa e maravilhosa biblioteca divina, constituída de 66 livros, em mais de mil capitulos e milhares e milhares de letras! Cumpre-se o que Jesus disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

Como existem 5000 manuscritos do Novo Testamento, e cerca de 9000 versões e traduções, pode-se afirmar, com segurança, que o texto bíblico não contém erros fundamentais, que comprometam seu conteúdo. Pesquisadores sérios, como “Westcott e Hort, Ezra Abott, Philip Schaff e A.T. Robertson avaliaram com o máximo cuidado as evidências e chegaram à conclusão de que o texto do Novo Testamento tem pureza superior a 99%”! Essa avaliação apenas confirma o que a Bíblia diz a respeito de si mesma: “Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele” (Pv 30.5).

Essa pureza que permeia os textos da Bíblia é algo extraordinário. Como livro (versão em português), que contém 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, 773.692 palavras e 3.566.480 letras, serem encontrados menos de 0,5% (meio por cento) de falhas significativas é algo que corrobora a inspiração de Deus, quanto ao conteúdo original da transmissão de sua Palavra, ao homem, e o cuidado do Espírito Santo no trato com os que se encarregaram de compilar os textos, os manuscritos, e suas cópias, para formar o cânon bíblico.

Só o Decálogo não teve erros, porque foi escrito pelo dedo de Deus. A partir de Moisés, outros escritores vieram, mas foram suscetíveis de cometer erros, na transmissão da mensagem, em termos materiais, ou seja, na tradução das palavras ou na forma de escrever.*

 

  • Transcrito na integra do texto de Elinaldo Renovato de Limas por Pastor Luiz Antonio
  • Este texto foi extraído do livro Deus e a Bíblia – obra que acompanha as lições bíblicas do trimestre.

31 De Outubro, Dia Da Reforma Protestante

Lutero

31 De Outubro, Dia Da  Reforma Protestante

Neste dia, no ano de 1517, o monge Martinho Lutero expunha nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses  contra a venda de indulgências (Voce pode conhecer as 95 teses neste site). Indulgência é o mérito, por boa ação ou compra, da remissão da pena dos pecados. Verdadeiros abusos eram cometidos nesta época. As pessoas achavam que não precisavam mais da graça, da fé, da palavra de Deus, nem de Jesus Cristo (leia nosso artigo Os cinco solas da Reforma neste site). Compravam uma carta de indulgência e pronto, a salvação estaria garantida. Era o pensamento da época. Era a onda religiosa do momento.ia 31 de outubro os cristãos evangélicos lembram da Reforma Protestante. Infelizmente, a maioria nem se preocupa em saber quem era Martinho Lutero, João Hus, João Calvino, Wycliffe, Zwinglio, e tantos e tantos outros. É importante lembrar do papel desses homens na história, e a importância deles no plano de Deus para a humanidade. Eles foram relevantes na história, ao trazerem lemas como: Só a Escritura, Só a Graça, Só a Fé, Um Só Cristo, Só a Deus Glória (leia nosso artigo Os cinco solas da Reforma neste site). Não tem nada mais cristão do que reafirmar o sacerdócio universal de todos os crentes, defender o acesso à Palavra de Deus a todos os homens, proclamar que Cristo é o Senhor, e que só devemos dar glórias ao Todo-Poderoso. Lutero foi um homem admirável. Quando leio sobre ele, admiro sua pessoa, e o símbolo que ele se tornou, mesmo contra a própria vontade. Assim como admiro outros que o precederam (Wycliffe, por exemplo, foi perseguido por traduzir a Bíblia) e que o sucederam (John Wesley, por tudo o que fez, pela simplicidade), agiram não por mérito ou vanglória, mas simplesmente pela fé. Se estendêssemos Hebreus 11, acrescentaríamos versículos falando de tantos outros, conhecidos e desconhecidos, homens e mulheres, gente que conhecemos e gente de que ouvimos falar, Mas o que restou hoje de toda aquela consciência que incitou a Reforma? As igrejas evangélicas estão imersas em práticas extrabíblicas, algumas quase esotéricas, criando um verdadeiro “Talmude evangélico” (contrariando o Sola Scriptura). Outras, vinculando ofertas financeiras à bênçãos no céu, como se uma oferta maior fosse arrumar uma mansão melhor na Jerusalém Celestial (contrariando o Sola Gratia e o Sola Fide) (leia nosso artigo Os cinco solas da Reforma neste site). Ainda tem aquelas que tem lideranças tão personalistas, que quase tiram o senhorio de Cristo (onde foi parar o Solo Christus)? E, nas horas vagas, entre os louvores vazios e sem conteúdo, as oratórias que deixam o Senhor Jesus de lado, e as manifestações de alguma coisa que não podemos chamar de Espírito Santo… Eles se lembram de Deus e dão glórias. Ou seja, às vezes lembram do Soli Deo Gloria. É por isso que é bom sempre lembrar outro lema da Reforma: Ecclesia reformata semper reformanda: Igreja reformada, sempre reformando. Se Lutero estivesse vivo, mais de 450 anos depois, iria ficar no mínimo chocado, e provavelmente pensando: Foi para isso que eu me deixei usar?   Deus tenha misericórdia da igreja, nessa data, 491 anos depois da (primeira) Reforma. Na verdade precisamos de uma segunda, terceira, quarta… E por aí vai, Semper reformanda.

Martim Lutero argumentou contra isso. Ensinou que a Igreja devia pregar a salvação pela graça e fé, mediante a ação de Jesus Cristo, revelado nas Sagradas Escrituras. Com certeza, nem ele tinha consciência das proporções que tomaria este movimento. Novas rupturas e até novas guerras se justificaram a partir de então. Mas também uma autêntica e verdadeira vivência do Evangelho volta a se fazer presente, entre católicos e protestantes, motivada pela atitude de Lutero.

 

 

 

 

Conheça um pouco sobre Lutero – O Pai da Reforma Protestante.

Marthin Luther, ou Matinho Lutero, nascido em 10 de novembro de 1483 em Eisleben , proto Alemanha, em família de camponeses. Aos 18 anos, em 1501, foi para Universidade de Erfurt onde havia uma faculdade de direito. Com 3 semestres tornou-se bacharel em filosofia. Com 21 anos, tornou-se doutor em filosofia. Seu pai gostaria que ele se formasse em direito e se tornasse célebre, mas ele intencionava seguir a Deus. Em 1505, completou o curso de artes. Ao término de seus estudos adoeceu e quase morreu. Aos 22 anos entrou para o mosteiro dos Eremitas Agostinianos. Um dia leu na biblioteca do convento, que o justo viverá pela fé. Aos 25 anos de idade, foi nomeado para a cadeira de filosofia em Wittenberg. Foi a Roma, em 1510 e 1511. Em 1512 recebeu o grau de doutor em teologia. Foi eleito diretor sobre 11 conventos.

Em 31 de outubro de 1517, afixou, à porta do castelo em Wittenberg, na Saxônia, as suas 95 teses. Em menos de 1 mês elas foram traduzidas do latim para o alemão, o holandês e o espanhol, e já assustavam a igreja em Roma. Ele não intencionava atacar a igreja e só ia contra as indulgências. Em agosto de 1518 foi chamado a Roma para responder por heresias. Foi intimado a ir a Augsburgo. Suas obras: Discurso à Nobreza Cristã da Nação Alemã. Em sua obra, em latim, propôs que o papa diminuísse os sacramentos de 7 para 3: Batismo, Penitência e Eucaristia. Após a 3ª obra: Da Liberdade Cristã, Leão X decidiu excomungar Lutero. De volta a Wittenberg, recebeu a bula de excomunhão, a qual foi queimada no muro da frente da cidade perante o povo. Lutero saiu da igreja romana para a igreja do Deus vivo.

O imperador Carlos V convocou a primeira assembléia política e chamou Lutero a se defender, em Worms. Chegando lá cantou o hino de sua autoria “castelo forte”. Lutero enfrentou o imperador e os enviados do papa e por conta de um  salvo conduto não foi queimado vivo, mas assim que saísse o edito da excomunhão ele seria um criminoso. De volta a Wittenberg, ainda na floresta foi cercado e levado a Wartburgo. Isso foi uma estratégia do príncipe da Saxônia para salvar-lhe. Encontrou ali um jovem professor de grego, Felipe Melanchton (1497-1560), que o ajudou muito nos anos seguintes. Lá ele ficou, durante meses, disfarçado. Em 3 meses traduziu o novo testamento para o alemão, direto da língua original. Criou assim uma nova maneira de expressão lingüística que influenciou de modo definitivo a literatura germânica posterior. Realizava culto doméstico, com louvores, leitura da Escrituras e oração. Era grande músico e escreveu alguns hinos. Inaugurou o costume de todos catarem juntos nos cultos. Tornou-se o pai da escola pública, e insistia que as mulheres estudassem também. Fez do sermão a parte principal do culto. Segundo Souer, ele era revestido de todos os dons do Espírito. Com 62 anos fez o seu último sermão. Por fim morreu na cidade onde nascera de ataque cardíaco, em 1546. Foi enterrado ao lado do púlpito em Wittenberg.

A historiografia católica tradicional retrata um monge louco, um psicótico demoníaco derrubando os pilares da Igreja Mãe. Para os protestantes ortodoxos, Lutero foi um cavaleiro divino, um Moisés, um Sansão, um Elias, até mesmo o Quinto Evangelista e o Anjo do Senhor. Para os pietistas, foi o bondoso apostolo da conversão. Os nacionalistas alemães celebravam-no como herói do povo e ‘pai de seus país’; os teólogos nazistas fizeram dele um proto-ariano e o precursor do Führer. Lutero sempre viu a si mesmo como um fiel e obediente servo da igreja.

Compilado   e  adaptado   por   Pastor Luiz Antonio.

 

 

Nanotecnologia

Nanotecnologia

De tempos em tempos ouvimos falar que a ciência avançou de tal forma que o homem passou a poder fazer coisas antes impensáveis. Foi assim com a criação da máquina a vapor, do microscópio, da penicilina, do automóvel, do avião e de tantos outros inventos que revolucionaram a existência humana. Vivemos agora, segundo avalia parte do mundo científico, um novo momento de ruptura, chamado até de a “quinta revolução industrial”: os grandes avanços obtidos na nanotecnologia, que pode revolucionar as relações produtivas atuais.
E o que significa isso?
Nano é um prefixo que quer dizer um bilionésimo de alguma grandeza. Se estamos falando do padrão de medida metro, tratamos, então, do nanômetro. Um objeto com um nanômetro tem um bilionésimo de um metro (numericamente 0,0000000001 metro), isto é, algo muito pequeno, aproximando-se das dimensões dos átomos que formam toda a matéria que conhecemos. Para termos uma idéia, um simples fio de cabelo tem o diâmetro de aproximadamente 30.000 nanômetros. Já um átomo possui em média 0,2 nanômetro.
É nessa dimensão pequeniníssima que trabalha a nanotecnologia e sua originadora, a nanociência, já que tudo começa na ciência para que sejam desenvolvidas tecnologias que se transformam em produtos manipulados pelo homem. “As pesquisas estão sendo trabalhadas, feitas nessa dimensão. Ou seja, basicamente é você trabalhar átomo por átomo. A nanotecnologia, ou a tecnologia atômica, refere-se a uma gama de novas tecnologias que buscam manipular átomos, moléculas e partículas subatômicas para a criação de novos produtos”, explica o professor Paulo Roberto Martins, sociólogo pesquisador da Divisão de Economia e Engenharia de Sistemas do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP (Universidade de São Paulo).
Invento decisivo
O acesso a tal dimensão vem sendo facilitado após o desenvolvimento de uma tecnologia que permite ao homem visualizar as dimensões muito pequenas, próximas do tamanho dos átomos. Foi em 1981, em Zurique, na Suíça, que a IBM anunciou a criação do microscópio de varredura por tunelamento eletrônico, uma evolução das pesquisas com microscópio eletrônicos que vinham sendo feitas desde a primeira metade do século passado.
“Uma das imagens célebres – que também foi um produto que acabou por ganhar o prêmio Nobel – foi feita pelos pesquisadores da IBM, que primeiro produziram esse tipo de microscópio e foram capazes, logo a seguir, de produzir a imagem da sigla IBM construída com átomos colocados uns atrás dos outros. Este foi um marco na história do desenvolvimento da nanociência”, lembra Martins.
Com este microscópio é possível visualizar estruturas muito pequenas, o que facilita a manipulação dessas estruturas para a conformação de seqüências de átomos ou de moléculas no modo que seja interessante para objeto da pesquisa.
Vale lembrar que mesmo tendo ganhado uma visibilidade maior somente nos últimos anos, a nanociência é uma atividade antiga, que remonta à primeira metade do século XX. “Já se faz nanociência há bastante tempo. Com certeza se faz nanociência há mais de 50 anos”, indica o professor Paulo César Morais, do núcleo de Física Aplicada do Instituto de Física da UnB (Universidade de Brasília).
O escritor Mike Treder, diretor-executivo do CRN (Centro para a Nanotecnologia Responsável, da sigla em inglês), acrescenta que a humanidade foi despertada para a “possibilidade de manobrar-se coisas átomo por átomo” após famosa palestra do físico Richard Feynman em 1959. Porém, os primeiros passos na manipulação das coisas átomo por átomo foi viabilizada nos anos 80 do século passado, com o desenvolvimento do microscópio de força atômica, explica.
O que as novas tecnologias – como os microscópios de tunelamento eletrônico – permitiram foi uma nova apropriação da nanociência, isto é, a geração de produtos que podem vir a ser explorados comercialmente, fonte da nanotecnologia. “Obviamente a nanotecnologia é o segmento, a conseqüência da nanociência. Tanto os materiais nanoestruturados (montados a partir de estruturas nanométricas) quanto essa instrumentação capaz de visualizar e manipular estes materiais podem dar origem a produtos. E a transição entre a nanociência e a comercialização de produtos, essa tradução é onde se assenta o que nós chamamos de nanotecnologia”, diz Morais. “Então, todo esse conhecimento científico básico pode ser comercializado como um novo sucessor da economia mundial. E há uma grande expectativa em relação a isso”, acrescenta.
Revolução
Mas, como em toda a revolução, há sempre as oportunidades e as ameaças. Por esta razão, as discussões sobre o desenvolvimento da nanotecnologia têm sido aquecidas na mesma proporção que as novas descobertas possibilitam a implementação de avanços tecnológicos e científicos.
Para se ter uma idéia de como essa dimensão tão pequena tem capacidade de gerar um movimento tão grande na nossa sociedade que pode alterar os rumos do setor produtivo, a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos – agência independente do governo norte-americano dedicada a promover o progresso da ciência – prevê que o segmento da nanociência e da nanotecnologia irá atingir uma movimentação de algo em torno de US$ 1 trilhão em dez ou quinze anos.
“Trata-se de uma tecnologia em escola atômica e que se por um lado encerra promessas de grandes avanços – embora até agora não se saiba muito bem onde e como seriam realizados – por outro lado cria possibilidades de realizar investimentos que possam render mais ou menos o que foi o boom da Internet em meados dos anos 90”, afirma o professor Henrique Rattner, consultor econômico do IPT. “Mas parece que a preocupação com a parte econômica e financeira é maior do que o interesse pela parte científica e tecnológica, embora ainda haja em diversos países centros de estudos e laboratórios que procuram explorar essas áreas de forma não comercial”, avalia Rattner.
Essa tecnologia abre a possibilidade de criação de produtos e soluções nas mais diversas áreas de atuação da humanidade. Pensa-se em processadores de dados muito mais compactos, potentes e velozes que os atuais, encontrados em nossos computadores pessoais; mecanismos autômatos, como robôs, em dimensões minúsculas que poderiam atuar inclusive na área da saúde; ou então equipamentos montados a partir de estruturas minúsculas que possam vir a substituir membros ou órgãos humanos.
Por outro lado, há de se lembrar das ameaças, como os efeitos que a manipulação de estruturas e materiais de dimensão tão pequena podem provocar ao homem e sua saúde, à sociedade e ao meio ambiente. Incluem-se, aí, as pesquisas muito avançadas na área de armamentos.
Avanço vertiginoso
Uma das principais características da nanotecnologia é a velocidade com a qual os avanços se dão nesta área. Para se ter uma idéia, cientistas da Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) estimam que em cinco ou dez anos será possível construir um protótipo de nanorrobô com um sexto do tamanho de um glóbulo vermelho que atue dentro do organismo humano podendo ministrar drogas diretamente em áreas pré-determinadas do corpo.
“A tendência é que a redução nos tamanhos e instrumentos continue. O processo de miniaturização é uma coisa galopante. Nós ainda não temos, obviamente, robôs em escala milimétrica na prateleira, mas a gente vai ter nos próximos anos”, prevê Morais.
É na área de saúde, principalmente, que as expectativas quanto à utilidade da nanotecnologia são maiores, já que a manipulação de pequenas estruturas ou de substâncias em dimensões reduzidas podem otimizar de forma decisiva a atuação da medicina. Uma das vertentes de estudos interessantes é a que prevê o uso de materiais nanoestruturados como carreadores de drogas. Um exemplo disso são as chamadas formulações lipossomais, isto é, utilizar-se uma droga em estruturas nanométricas chamadas lipossomas. Esses lipossomas são vesículas em escala nanométrica que são produzidas artificialmente e que têm uma biocompatibilidade muito grande, como explica o professor Morais.

“Você pode, por exemplo, colocar insulina dentro de uma nanocápsula dessas e injetar isso no paciente, tendo-se que a membrana desse lipossoma é construída de tal forma que é sensível ao nível de açúcar no sangue. Essa estrutura é capaz de circular pelo organismo sem ser eliminada ou reconhecida pelo sistema imunológico. Ou seja, ela pode ter um tempo de circulação no organismo muito longo. Quando o nível de açúcar do paciente subir, esta nanocápsula pode abrir e liberar a insulina”, afirma o professor da UnB.
Nanotecnologia no Brasil
Mas em que nível dessa revolução se situa o Brasil?
Desde 2001, o Brasil estimula oficial e diretamente as pesquisas na área, a partir da criação de quatro redes brasileiras de atuação no segmento da nanociência e nanotecnologia. Após a posse do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi criado o Programa de Desenvolvimento da Nanociência e Nanotecnologia, incluído no PPA 2004-2007 (Plano Plurianual, que determina o planejamento estratégico dos investimentos do país durante quatro anos).
Agora em 2004, o orçamento para o desenvolvimento da área de nanociência e nanotecnologia prevê investimentos oficiais de R$ 8,7 milhões. Até 2007, segundo o PPA, esses investimentos devem totalizar quase R$ 80 milhões. É pouco, quando comparamos os investimentos realizados por países desenvolvidos neste segmento. Os Estados Unidos, por exemplo, investiram algo em torno de US$ 1,5 bilhão no ano passado nesta área, sendo US$ 900 milhões do governo e US$ 600 milhões da iniciativa privada.
“A comunidade científica brasileira está hoje bem organizada em relação à nanociência. O Brasil faz hoje nanociência de excelente qualidade… o país tem uma potencialidade muito grande nessa área. Agora, para você saltar de nanociência para nanotecnologia – e aí você poder ter produtos brasileiros no mercado internacional baseados em nanociência -, para você agregar valor a esses produtos, colocando-os em condições viáveis no mercado, para você ter retorno e vencer essa barreira, tem de ter mais investimento”, avalia o professor Paulo Morais.
Ele defende que esse investimento e a organização dessa tarefa fiquem nas mãos do Estado. “É preciso que o governo federal faça um plano para a nanotecnologia. Este é o momento. O Brasil ainda tem espaço para construir um plano para a nanociência e a nanotecnologia. A nanociência brasileira já está razoavelmente organizada. Mas a nanotecnologia brasileira não existe. Não há instrumentos, não há uma política de médio e longo prazo para a nanotecnologia. É preciso criar essa política séria e é preciso fazer investimento sério. Mas é preciso também que o governo traga para esta tarefa a iniciativa privada. Porém, de qualquer forma, quem tem que organizar isso e estimular a sociedade dentro desta iniciativa é o governo.”

O professor cita ainda um exemplo comparativa com um país europeu para dimensionar o atraso no quesito investimento notado no Brasil: “Recentemente visitei na Suíça um centro de porte médio que trabalha com nanociência e nanotecnologia, com 250 pesquisadores trabalhando… Esse centro tem um orçamento anual de entre 50 e 60 milhões de euros. Cerca de 35% desse orçamento vêm do governo federal; mais 35% vêm das indústrias, das empresas; e os restantes 30% são contratos… Nesses últimos dois anos e pouco de atividade, o governo colocou na área menos de 3 milhões de euros. As quatro redes de pesquisa brasileiras têm hoje cerca de 600 pesquisadores, com nível de doutorado em nanociência. Então veja, o número de pesquisadores que nós temos é mais do que o dobro do que esse centro suíço, só que nosso governo colocou aqui cerca de 1,5 milhão de euros por ano. Perceba aí a diferença de aporte de recursos”.

Mesmo com a restrição de recursos, Morais considera que o Brasil vem se destacando no cenário científico quando o assunto é nanociência. Ele lembra que alguns países já perceberam que “o Brasil está fazendo nanociência com um rendimento fantástico”. “Quer dizer, o país não investe muitos recursos e tem um resultado fantástico. Portanto, a questão custo-benefício aí é extremamente favorável. A comunidade brasileira, com poucos recursos, consegue dar uma resposta fantástica em nanociência. Então, para eles é uma excelente oportunidade de fazer cooperação com o Brasil. Eles sabem que têm instrumentos para, a partir da nanociência, construir nanotecnologia. Nós não temos esses instrumentos”, conclui.

Discurso Do Pastor Luiz Antonio na

 

                       Senhoras e Senhores, irmãos e irmãs, Este é um dia verdadeiramente singular para o Ministério Renovação dos Remidos. Digo isto porque a entrega desta obra representa um marco, visível da conjugação de esforços do povo desta partícula da grande obra que é a IPRR. Este Templo pronto representa melhoria na qualidade do serviço que prestamos a Deus e à comunidade.

                       Há longos três anos foi lançada, a pedra fundamental desta obra e hoje realizamos o sonho de inaugurá-la.

                       Quero lembrar que o Ministério Renovação dos Remidos começou a 17 anos procurando atender ao comando do Senhor, que despertou o seu servo Pastor Oliveira para a fundação desta obra à qual esse servo colocou como sua prioridade absoluta, e como meta de sua vida.

                       Atender ao comando do Senhor tem significado muito trabalho, sofrimento, dores e abnegações, mas também muitas alegrias como a de hoje. Poderia melancolizar este discurso com algumas linhas sobre as dores que passamos ao longo desse processo de aprendizado ao qual o Senhor nos tem exposto, mas prefiro falar das alegrias, tais como a de ter um campo missionário próspero no Estado do Ceará com várias congregações, um campo em expansão na cidade de Jaú interior de São Paulo, várias igrejas e uma Sede Nacional em São Paulo, uma página na internet com dezenas de milhares de acessos que têm levado nosso nome ao Território Brasileiro e ao mundo. Prefiro falar dos homens e mulheres valorosos que Deus pôs ao nosso lado para nos ajudar, sem os quais hoje vocês não veriam este empreendimento de pé.  

                            Senhoras e Senhores, irmãos irmãs, vivemos tempos difíceis, tempos trabalhosos, como diz a Palavra. E em meio a tanta adversidade que nossa época nos tem feito enfrentar, essa igreja tem assumido sua principal função: a de ser a célula-Mater desse bairro, através das famílias e membros que aqui congregam. Também tem assumido a responsabilidade pela formação moral e espiritual sadia de nossas crianças, adolescentes, homens e mulheres. Queremos, e estamos lutando para incluir os amigos deste bairro neste plano de Deus.

                            Temos aprendido amar, e temos ensinado as pessoas a amar! Acreditamos que os homens ainda são capazes de desenvolver bons e elevados hábitos, dos quais o maior e mais importante é o amor, acreditamos que os homens ainda são capazes de sentir Deus, e por acreditar nisso é que esta igreja se consolida hoje neste bairro.

                       Quero agradecer a todos os homens e mulheres que de alguma forma colocaram o seu tijolo para a edificação desta obra.

 Mas antes de qualquer menção de agradecimento:

·                            Agradeço primeiro a Deus que nos enviou seu Filho Unigênito, razão de toda a nossa motivação e coragem!

·                            Agradeço ao Filho Unigênito do Pai que se deu por nós na cruz do calvário!

·                            Agradeço ao Espírito Santo Consolador que de dia em dia nos tem dado seus dons, suas riquezas imensuráveis, sua inspiração para adorarmos o Pai e o Filho neste Santo lugar!     

Agradeço ao Pastor José Antonio de Oliveira, Pastor Presidente dessa obra, que confiou em nós para levar avante esta obra e a todos os obreiros e lideres de departamentos que se envolveram mais diretamente com esta obra que inauguramos hoje, e que foi iniciada na minha administração anterior com a compra desse terreno. Agradeço também ao Pr. Antonio Ribeiro Neto pelo grande impulso que deu no início dessa construção que hoje temos a honra de inaugurar.

                       Dirijo um especial agradecimento aos homens que considerei os Chefes de Arquitetura e Engenharia, ainda que eles mesmos se excluíssem deste título. Presbítero Vivaldo Dias Nascimento, e Diácono Adeilson Januário, por seu dinamismo, criatividade e disposição incomuns para o trabalho. Agradeço também às senhoras que praticamente residiram aqui na igreja cozinhando, limpando e cuidando de nós enquanto trabalhávamos, entre elas quero citar  irmã Gercina, irmã Julia, e irmã Paula.

Aos jovens que trabalharam aqui por dezenas de sábados para vermos esta obra concluída. Entre eles quero destacar o Felipe Lourenço que foi fiel todo o tempo trabalhando aqui conosco. Não poderia deixar de falar do esforço incomum do irmão Val e do diácono Narciso que trabalharam todos os dias com um sorriso no rosto. Aos irmãos que nos doaram o que precisávamos tanto em espécie quanto em trabalho. Agradeço ao irmão Pires que nos cercou com seu amor nos doando as grades.  Ao irmão Lourival Luis Pinheiro que foi um vaso especial usado por Deus para nos ajudar neste projeto, irmão Rogério, enfim a toda a equipe de pedreiros, dentre os quais quero citar especialmente Presbítero Daniel que trabalhou denodado até o final da obra, também ao Evangelista Milton que deu cor ao nosso sonho, e outros encarregados desse acabamento que vocês vêem. Quero agradecer também ao homem que nos deu a luz, Cantor Jânio Batista e todos os outros trabalhadores que ficaram anônimos neste discurso, mas que, com muito suor e dedicação, nos entregaram, em prazo imprevisto, esta nova morada para o ALTÍSSIMO.

Também dirijo um especial agradecimento ao nosso irmão e amigo Pita, engenheiro responsável pelo projeto de estrutura do vigamento. Ainda quero destacar alguns membros de nossa vizinhança que nos animaram a construir esta casa para Deus, entre eles o senhor Carlos e esposa, Dona Dulce o senhor Luis e esposa, Dona Sônia.

                       Novamente agradeço ao nosso Deus IHWH que nos escolheu para edificar sua casa, e por me ter dado mim Pastor Luiz Antonio a honra de estar no comando.

Em ato de reconhecimento à mão poderosa do Senhor sobre nós, nos abençoando e nos provendo tudo o que precisamos para levar a efeito esta obra, abençôo as instalações deste Templo, e quero levar-nos a refletir e recordar que, acima do Templo, das religiões e de todas as realizações externas do homem, está o contato que cada um de nós deve manter com a Divindade Imanente que chamamos PAI, com o seu único Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo e com o Espírito da Graça.

                     Para os irmãos, membros e servidores desta obra hora edificada, os que trabalharam pondo literalmente a mão na massa, e também para os que não participaram diretamente nos labores da edificação, mas que participam daquela outra obra – a de edificação e de restauração de famílias, de crianças, de homens e mulheres ainda não alcançados pelo evangelho, gostaria de deixar os versos encorajadores do dramaturgo e poeta norte-americano T.S. ELIOT, que diz o seguinte:    

Muito a derribar, muito a edificar, muito a restaurar.

Que não se arraste o trabalho, que tempo e braços não mais sejam desperdiçados.

Que da furna se desgarre a argila, que o cutelo talhe a pedra.

Que o fogo não vacile em vossa forja.

E para o próximo pastor, José Felício de Carvalho e obreiros que terão a honra e a missão de levar este povo aqui congregado deixo os versos 6-9 do livro de Josué capítulo 1.

6  Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.

7  Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.

8  Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

9  Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.

                       Este é o meu desejo: que a coragem para a boa obra continue, para a garantia da construção de NOSSA SEDE NACIONAL, nosso mais ambicioso projeto que abrigará o Onipotente ainda que ELE não habite em Templos feitos por mãos de homens, e que também abrigará nossos meninos e meninas, futuros pastores e lideres desta obra.

Não é demasiado repetir o que diz o Evangelho de João 2,17b …”O zelo da tua casa me devorará”. Vamos zelar por esta casa que é nossa e do Senhor.

Que seja assim!

                   Pr. Luiz Antonio de Oliveira