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Dia da Bíblia

 

Palavra de Deus
Bíblia

Oh quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. (Salmos 119 : 97)

                                A origem do dia da bíblia.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que estes se manifestassem publicamente.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento (Vinda, chegada, Período das quatro semanas que precedem o Natal). Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia.

No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, dos primeiros missionários evangélicos vindos da Europa e dos Estados Unidos. Por volta de 1880 a situação da  liberdade religiosa aos cultos protestantes foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, foi se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

 

                       Os Manuscritos originais das Escrituras Sagradas

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras.

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original (aquela escrita pela mão do próprio autor) de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, escritos pelos seus autores, se perderam, não resistiram ao tempo. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB (Sociedade Bíblica do Brasil) usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, (O Novo Testamento em Grego) editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

                                         O Antigo Testamento em hebraico.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas.

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.
Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.                       

A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia.                                                                                                                 Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.                                                                                                                                                     As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei frequentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos. O texto era escrito em hebraico – da direita para a esquerda e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

                                          O Novo Testamento em grego.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado. Nesses fragmentos do Novo Testamento do Século II d.C estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento (Septuaginta).
A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

                                          A primeira tradução da Bíblia.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo.

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas hoje em dia.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

 

                                           João Ferreira de Almeida

Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica.

“Conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem.” Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas, afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil – a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada – a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil.

 

                                                  Por que só a Bíblia?

Resposta: Por que cremos única e exclusivamente na Bíblia? Porque direta e indiretamente a própria Bíblia nos exorta a isso. Por favor, leia primeiro o Salmo 119, onde podemos ver a singularidade da Palavra de Deus. Depois disso, peço-lhe que reflita orando em espírito nas passagens bíblicas abaixo:

Paulo escreve, por exemplo, a Timóteo: “E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.15-16).

Segunda Pedro 1.19-21 nos revela em que consiste a diferença entre a Bíblia e outras fontes: “Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações; sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” O próprio Senhor aponta para a segurança e infalibilidade da Palavra de Deus: “Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18).

E Ele diz, ainda: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39).

Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo enfatiza que a Bíblia não é palavra humana, mas Palavra de Deus: “Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e, sim, como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” (1 Ts 2.13).

Finalizando, lembremos o conteúdo extremamente importante de João 1.1-4: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele…” E o versículo 14: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

Quem menospreza a Palavra de Deus e a coloca no mesmo nível de outras “fontes de revelação” mostra que despreza a Palavra (o Verbo) que se fez carne: Jesus Cristo!

Fonte: Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 1997. Fonte: http://www.sbb.org.br

 

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31 De Outubro, Dia Da Reforma Protestante

Lutero

31 De Outubro, Dia Da  Reforma Protestante

Neste dia, no ano de 1517, o monge Martinho Lutero expunha nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses  contra a venda de indulgências (Voce pode conhecer as 95 teses neste site). Indulgência é o mérito, por boa ação ou compra, da remissão da pena dos pecados. Verdadeiros abusos eram cometidos nesta época. As pessoas achavam que não precisavam mais da graça, da fé, da palavra de Deus, nem de Jesus Cristo (leia nosso artigo Os cinco solas da Reforma neste site). Compravam uma carta de indulgência e pronto, a salvação estaria garantida. Era o pensamento da época. Era a onda religiosa do momento.ia 31 de outubro os cristãos evangélicos lembram da Reforma Protestante. Infelizmente, a maioria nem se preocupa em saber quem era Martinho Lutero, João Hus, João Calvino, Wycliffe, Zwinglio, e tantos e tantos outros. É importante lembrar do papel desses homens na história, e a importância deles no plano de Deus para a humanidade. Eles foram relevantes na história, ao trazerem lemas como: Só a Escritura, Só a Graça, Só a Fé, Um Só Cristo, Só a Deus Glória (leia nosso artigo Os cinco solas da Reforma neste site). Não tem nada mais cristão do que reafirmar o sacerdócio universal de todos os crentes, defender o acesso à Palavra de Deus a todos os homens, proclamar que Cristo é o Senhor, e que só devemos dar glórias ao Todo-Poderoso. Lutero foi um homem admirável. Quando leio sobre ele, admiro sua pessoa, e o símbolo que ele se tornou, mesmo contra a própria vontade. Assim como admiro outros que o precederam (Wycliffe, por exemplo, foi perseguido por traduzir a Bíblia) e que o sucederam (John Wesley, por tudo o que fez, pela simplicidade), agiram não por mérito ou vanglória, mas simplesmente pela fé. Se estendêssemos Hebreus 11, acrescentaríamos versículos falando de tantos outros, conhecidos e desconhecidos, homens e mulheres, gente que conhecemos e gente de que ouvimos falar, Mas o que restou hoje de toda aquela consciência que incitou a Reforma? As igrejas evangélicas estão imersas em práticas extrabíblicas, algumas quase esotéricas, criando um verdadeiro “Talmude evangélico” (contrariando o Sola Scriptura). Outras, vinculando ofertas financeiras à bênçãos no céu, como se uma oferta maior fosse arrumar uma mansão melhor na Jerusalém Celestial (contrariando o Sola Gratia e o Sola Fide) (leia nosso artigo Os cinco solas da Reforma neste site). Ainda tem aquelas que tem lideranças tão personalistas, que quase tiram o senhorio de Cristo (onde foi parar o Solo Christus)? E, nas horas vagas, entre os louvores vazios e sem conteúdo, as oratórias que deixam o Senhor Jesus de lado, e as manifestações de alguma coisa que não podemos chamar de Espírito Santo… Eles se lembram de Deus e dão glórias. Ou seja, às vezes lembram do Soli Deo Gloria. É por isso que é bom sempre lembrar outro lema da Reforma: Ecclesia reformata semper reformanda: Igreja reformada, sempre reformando. Se Lutero estivesse vivo, mais de 450 anos depois, iria ficar no mínimo chocado, e provavelmente pensando: Foi para isso que eu me deixei usar?   Deus tenha misericórdia da igreja, nessa data, 491 anos depois da (primeira) Reforma. Na verdade precisamos de uma segunda, terceira, quarta… E por aí vai, Semper reformanda.

Martim Lutero argumentou contra isso. Ensinou que a Igreja devia pregar a salvação pela graça e fé, mediante a ação de Jesus Cristo, revelado nas Sagradas Escrituras. Com certeza, nem ele tinha consciência das proporções que tomaria este movimento. Novas rupturas e até novas guerras se justificaram a partir de então. Mas também uma autêntica e verdadeira vivência do Evangelho volta a se fazer presente, entre católicos e protestantes, motivada pela atitude de Lutero.

 

 

 

 

Conheça um pouco sobre Lutero – O Pai da Reforma Protestante.

Marthin Luther, ou Matinho Lutero, nascido em 10 de novembro de 1483 em Eisleben , proto Alemanha, em família de camponeses. Aos 18 anos, em 1501, foi para Universidade de Erfurt onde havia uma faculdade de direito. Com 3 semestres tornou-se bacharel em filosofia. Com 21 anos, tornou-se doutor em filosofia. Seu pai gostaria que ele se formasse em direito e se tornasse célebre, mas ele intencionava seguir a Deus. Em 1505, completou o curso de artes. Ao término de seus estudos adoeceu e quase morreu. Aos 22 anos entrou para o mosteiro dos Eremitas Agostinianos. Um dia leu na biblioteca do convento, que o justo viverá pela fé. Aos 25 anos de idade, foi nomeado para a cadeira de filosofia em Wittenberg. Foi a Roma, em 1510 e 1511. Em 1512 recebeu o grau de doutor em teologia. Foi eleito diretor sobre 11 conventos.

Em 31 de outubro de 1517, afixou, à porta do castelo em Wittenberg, na Saxônia, as suas 95 teses. Em menos de 1 mês elas foram traduzidas do latim para o alemão, o holandês e o espanhol, e já assustavam a igreja em Roma. Ele não intencionava atacar a igreja e só ia contra as indulgências. Em agosto de 1518 foi chamado a Roma para responder por heresias. Foi intimado a ir a Augsburgo. Suas obras: Discurso à Nobreza Cristã da Nação Alemã. Em sua obra, em latim, propôs que o papa diminuísse os sacramentos de 7 para 3: Batismo, Penitência e Eucaristia. Após a 3ª obra: Da Liberdade Cristã, Leão X decidiu excomungar Lutero. De volta a Wittenberg, recebeu a bula de excomunhão, a qual foi queimada no muro da frente da cidade perante o povo. Lutero saiu da igreja romana para a igreja do Deus vivo.

O imperador Carlos V convocou a primeira assembléia política e chamou Lutero a se defender, em Worms. Chegando lá cantou o hino de sua autoria “castelo forte”. Lutero enfrentou o imperador e os enviados do papa e por conta de um  salvo conduto não foi queimado vivo, mas assim que saísse o edito da excomunhão ele seria um criminoso. De volta a Wittenberg, ainda na floresta foi cercado e levado a Wartburgo. Isso foi uma estratégia do príncipe da Saxônia para salvar-lhe. Encontrou ali um jovem professor de grego, Felipe Melanchton (1497-1560), que o ajudou muito nos anos seguintes. Lá ele ficou, durante meses, disfarçado. Em 3 meses traduziu o novo testamento para o alemão, direto da língua original. Criou assim uma nova maneira de expressão lingüística que influenciou de modo definitivo a literatura germânica posterior. Realizava culto doméstico, com louvores, leitura da Escrituras e oração. Era grande músico e escreveu alguns hinos. Inaugurou o costume de todos catarem juntos nos cultos. Tornou-se o pai da escola pública, e insistia que as mulheres estudassem também. Fez do sermão a parte principal do culto. Segundo Souer, ele era revestido de todos os dons do Espírito. Com 62 anos fez o seu último sermão. Por fim morreu na cidade onde nascera de ataque cardíaco, em 1546. Foi enterrado ao lado do púlpito em Wittenberg.

A historiografia católica tradicional retrata um monge louco, um psicótico demoníaco derrubando os pilares da Igreja Mãe. Para os protestantes ortodoxos, Lutero foi um cavaleiro divino, um Moisés, um Sansão, um Elias, até mesmo o Quinto Evangelista e o Anjo do Senhor. Para os pietistas, foi o bondoso apostolo da conversão. Os nacionalistas alemães celebravam-no como herói do povo e ‘pai de seus país’; os teólogos nazistas fizeram dele um proto-ariano e o precursor do Führer. Lutero sempre viu a si mesmo como um fiel e obediente servo da igreja.

Compilado   e  adaptado   por   Pastor Luiz Antonio.