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Instrução ao povo de Deus

NOSSO PRIMEIRO AMOR

O QUE É O “PRIMEIRO AMOR”?

O Senhor Jesus disse à igreja de Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, sobre ti virei e moverei do seu lugar o teu castiçal, caso não te arrependas” (Ap 2.4-5).

Infelizmente, essa ameaça de Jesus logo se tornou realidade. A igreja de Éfeso, que se encontrava onde hoje é a Turquia, desapareceu e não há praticamente mais nada que a lembre. No lugar onde antes brilhava a luz do Evangelho por meio da igreja local de Éfeso hoje se proclama o islamismo. Onde antes havia o “candeeiro” da Palavra de Deus, hoje estão as mesquitas islâmicas.

A igreja tinha abandonado o primeiro amor, não voltou a ele e isso teve consequências desastrosas. Mas, afinal, o que é esse primeiro amor?

O primeiro amor pode até sofrer mudanças, mas não no sentido de diminuir repentinamente.

Na verdade, é perfeitamente normal que depois de alguns anos seguindo a Jesus, um filho de Deus não tenha mais o mesmo sentimento ou a mesma emoção do início de sua vida cristã com relação às coisas de Deus. Mas isso não significa necessariamente que agora ele ame menos a Jesus do que no início da conversão. Podemos estar no primeiro amor mesmo sem aquelas emoções que nos assaltavam a alma, sinônimo muitas vezes de imaturidade.

Em minha opinião, a expressão “primeiro amor” não se refere tanto à característica temporal, e, sim, muito mais à característica qualitativa, primeiro amor fala da importância que damos a Jesus em nossa vida e em nossos projetos. Para que o nosso amor seja considerado “primeiro Amor” o essencial é que Jesus ocupe o primeiro lugar em nossa vida, isto é, que ocupe a posição de principal e melhor.

Exemplo prático de primeiro amor: Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão seu hobby, seu carro, à frente de sua esposa, (mesmo que lhe seja fiel, que ainda goste muito dela, que não consiga mais imaginar sua vida sem ela e que ela continue cuidando dele o tempo todo), então ele estará dando provas de que abandonou o seu “primeiro amor” por ela. É assim também com relação à Cristo.

Quando a paixão que é aquele (Sentimento forte, movimento impetuoso da alma) e a devoção a Jesus diminuem, o primeiro amor por Ele já foi abandonado. Esse principal e melhor amor não pode ser substituído por perfeccionismo, nem por esforços e perseverança, nem evitando maus pensamentos e ações. Revelar o mal, trabalhar e sofrer para o Senhor também não resolve. Isso tudo é bom e necessário, afinal, o próprio Senhor reconhece que são atitudes elogiáveis (Ap 2.2-3); mas elas também podem partir de um hábito puramente mecânico, e ficar engessadas em formalismo e tradicionalismo, se não forem misturadas ao legítimo primeiro amor.

Deus quer nosso amor inteiro e completo, sem dividi-lo com ninguém. Nosso espírito, nosso coração e nossa alma pertencem somente a Ele. O Senhor não quer somente a honra, mas toda a devoção dos que se voltam para Ele em amor. E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Mt 22.37).

Em muitas igrejas tudo corre conforme os padrões bíblicos, e não há nada que se possa dizer contra elas. Ainda assim, falta o primeiro amor ao Senhor, pois a vida estruturada da igreja assumiu o lugar de Jesus Cristo. O Senhor Jesus sempre deve estar em primeiro lugar. Esse primeiro amor a Ele é que deve impulsionar o que fazemos por Ele, e não o contrário. Penso que era isso que Jesus estava querendo dizer aos cristãos da igreja em Éfeso: para eles, agir em nome do Senhor vinha antes, e o amor profundo a Jesus estava só em segundo lugar; a rotina descompromissada tinha passado acima da vida espiritual.

Um exemplo de primeiro amor por Jesus: Lemos em Lucas 10.38-42: E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa;

E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.

Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.

“E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada.”

Marta empenhou tudo para que Jesus fosse recebido dignamente com a melhor comida e bebida, e com certeza não fez isso sem amor. Mesmo assim, o Senhor precisou adverti-la; mas sua irmã Maria foi elogiada pelo Mestre. Devemos fazer uma coisa sem deixar a outra de lado, nossas prioridades devem estar na ordem certa. Esse acontecimento mostra que Maria escolheu a atitude melhor, o que nos dá um exemplo do “primeiro amor” a Jesus. Importa primeiro sentar aos Seus pés, ouvir a Sua palavra e reconhecer a Sua vontade. Esse primeiro amor ao Filho de Deus não existe sem que a Sua vontade seja feita. Mais tarde, a mesma Maria derramou o unguento precioso sobre os pés de Jesus. João 12.3 nos relata essa ação: “Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”. Maria “escolheu a boa parte”, a melhor, a superior, “e esta não lhe será tirada”.

Que contraste com as palavras de Jesus: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O primeiro amor havia sumido e por isso a igreja de Éfeso corria perigo de perder sua luminosidade. No exemplo acima, quem você acha que brilha mais? Marta ou Maria? Não adianta servir Jesus como Marta e não dar atenção! Maria era toda ouvidos para as palavras de Jesus.

A visita de Jesus à casa de Maria e Marta e o ato de amor de Maria mostram claramente a importância que o Senhor dá à dedicação completa de todo o nosso amor a Ele, ao nosso viver com Ele e a partir dEle e ao serviço devotado que brota dessa ligação vital. O princípio é este: primeiro amor profundo a Jesus e só então serviço em Seu favor.

Em outras palavras: Ele precisa ser o primeiro em nossas vidas. O Senhor Jesus expressou dessa forma radical a seriedade absoluta com que encara esse primeiro amor a Ele: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.37).

A palavra grega para “primeiro” é “protos”, que se refere menos à importância cronológica e mais à importância qualitativa. ASSIM, O “PRIMEIRO” AMOR É O “MELHOR” AMOR.

Por derivação “protos” é “lugar de honra”, “líder”, “ser o primeiro” ou “assumir o lugar principal”. No tabernáculo, o lugar santo antes do Santo dos Santos também era chamado de “primeira tenda” ou “tenda anterior”. Ali os sacerdotes atuavam na presença direta do Senhor; não havia mais nada entre eles. Também isso revela a vontade do Senhor: que vivamos tão diretamente com Ele e na Sua presença, que Ele tenha o primeiro lugar em nossas vidas!

A mesma palavra grega “protos” também é usada na parábola do filho pródigo, que voltou para o pai totalmente empobrecido e com as roupas rasgadas. Então o Pai mandou lhe trazer a primeira, isto é, a melhor roupa: “Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-o…” (Lc 15.22). Não se tratava de uma roupa de festa que o filho talvez já tivesse usado em ocasiões passadas, mas, sim, da principal roupa de festa. Deus sempre nos trata com o que Ele tem de melhor, e nós, por que não lhe damos nosso “MELHOR AMOR”, NOSSO PRIMEIRO AMOR?

O Senhor encontrou muitas coisas boas entre os cristãos da igreja em Éfeso (Ap 2.2-3), mas Ele em si não era mais o Melhor e Primeiro entre eles. O seu amor pertence primeiro ao Senhor Jesus? Ele tem prioridade absoluta em sua vida? Você realmente coloca todo o resto depois dEle em sua vida? Você se esforça para prestar atenção ao que Ele diz quando Ele procura lhe falar por meio de Sua Palavra na Bíblia, ou na pregação, a fim de ter comunhão verdadeira com Ele? Você continuaria a amar o Senhor Jesus sobre todas as coisas mesmo e perdesse tudo aquilo que lhe é mais caro? Você já aprendeu amá-lO sobre todas as coisas? Você escutou e aplicou a tempo em sua vida a advertência de Jesus para os cristãos de Éfeso? O Senhor descreveu o significado do verdadeiro amor do discipulo com estas palavras extremamente sérias: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

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O Nome de Deus não é JÁ!

Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai montado sobre os céus, pois o seu nome é JÁ, e exultai diante dele. Salmo 68.4.
Muitos pregadores ao falar da possibilidade da “ação imediata de Deus”, utilizam geralmente a expressão do salmo citado acima e dizem: “A Bíblia diz que o seu nome é JÁ”. O Salmo 68.4 (e outros textos), nas versões mais antigas da Bíblia foram traduzidos: “…pois o seu nome é JÁ”. Observe que nas traduções mais antigas o termo foi traduzido com as duas letras (J e A) na forma maiúscula, querendo indicar um nome próprio.
JÁ, JÁH ou YAH, sendo que a forma correta é “YAH”, é uma forma contraída de Yahweh (nome próprio de Deus no hebraico). O termo ocorre 6823 vezes no Velho Testamento e 237 vezes no Novo Testamento, totalizando 7060 vezes que o Nome de Deus Yahweh é pronunciado em toda a Bíblia. A forma contraída YAH entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah. No nome próprio de Deus no Hebraico que é YHWH, não aparecem vogais, porque no alfabeto hebraico não existem vogais. Os sons vocálicos são supridos somente na fala! Quando somente para facilitar a leitura colocamos as vogais no nome de Deus ele fica assim: YAHWEH! Levando-se em conta que no hebraico não existe também a letra “J”, sendo esta substituída pelo “Y”, fica fácil entender que a abreviação do nome de Deus seja “YAH” e não “JÁ” como foi traduzido em algumas versões da Bíblia. Nas versões (ARA – Almeida Revista e Atualizada) mais recentes a tradução JÁ, JÁH ou YAH foi trocada por “SENHOR” e na Versão (ARC – Almeida Revista e Corrigida) a tradução JÁ, JÁH ou YAH foi trocada por “JEOVÁ”. “Cantai a Deus, salmodiai ao seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. pois o seu nome é SENHOR, exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARA) “Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.” (Sl 68.4, ARC) Que Deus pode fazer as coisas “Já”, “imediatamente” se quiser, é certo, mas, não é isto que os textos onde aparecem a contração “JÁ”, “JÁH” ou “YAH” significam. Achei que seria dispensável escrever esta matéria, mas depois achei que desprezar a importância dos termos originais seria irresponsabilidade exegética e hermenêutica, então decidi ajudar aqueles que erradamente pensavam que o nome de Deus fosse JÀ!
Deus abençoe teu ministério e tua vida, Pastor Luiz Antonio.

Para os Amantes do Grego Bíblico!

Olá irmãos, “Shalon Adonai” “Paz do Senhor”, eu sei que tem muitos irmãos que simplesmente não suportam explicações etimológicas, mas outros amam, então esta é pra você que ama… “RHEMA” ou “logos” Os dois vocábulos possuem o mesmo significado que é palavra; porém no grego estes dois termos possuem significados etimológicos diferentes que a nossa língua não reflete. “Logos” é a palavra de Deus dita; escrita; é a letra; o conhecimento natural do que a bíblia diz. A bíblia na sua totalidade é a palavra (logos) de Deus. É o que Deus já falou; é uma revelação completa; geral da vontade de Deus para o homem. O Logos é o que Deus fala uma vez de forma geral; por isso a bíblia não é o Rhema de Deus e sim o “Logos”, porque Rhema é o que Deus fala pela segunda vez; trazendo a nós a revelação por meio do Espírito Santo de forma especifica ao nosso coração e (espírito). O “Logos” é a Palavra objetiva; “Rhema” é a Palavra subjetiva; aquela relativa ao sujeito. Veja alguns textos que no original se usa o termo logos. Se alguém me ama; guardará a minha palavra (logos) (Jo 14:23), Criados com as boas palavras (logos) da fé (I Tm 4:6), Que maneja bem a palavra (logos) da verdade ( II Tm 2:15), Prega a palavra (logos) (II Tm 4:2), Filho meu; atenta para minhas palavras (logos) Pv4:20. Enquanto Logos é a palavra de Deus falada no passado; escrita; falada uma vez; Rhema é a palavra que Deus esta falando em nosso coração. Quando Maria recebeu a visita do anjo; ele lhe trouxe o “Rhema” de Deus; ou seja; uma revelação pessoal do que Deus tinha para ela. Veja não era uma palavra para todos; foi uma palavra trazida apenas a Maria; por isso Maria pôde dizer: “Faça-se comigo conforme a Tua palavra” (Rhema) (Lc. 1:38). Deus tinha falado a ela especificamente; porém para que ela pudesse aceitar o Rhema de Deus em sua vida ela precisou estar cheia do Logos. O Rhema de Deus não anula o Logos; pois o Logos é a base para que se receba o Rhema de Deus. O Espírito Santo quando nos fala de maneira especifica sempre usará o Logos para falar. Quando Jesus foi tentado no deserto pelo diabo (Lc 4:1 etc) ele recebeu o Rhema de Deus para a sua vida; veja a posição de Jesus diante da tentação para transformar pedras em pães. “Não só de pão viverá o homem; mas também de toda palavra (Rhema) que sai da boca de Deus” (MT. 4:4). Esse é o Rhema de Deus que Jesus recebeu; o Rhema era o seu alimento; portanto não precisava converter as pedras em pães. Tanto o Logos como o Rhema são a palavra de Deus; mas o Logos é a palavra escrita na bíblia enquanto o Rhema é a palavra de Deus falada a nós de forma especifica! A palavra Rhema é espírito e vida; e isso nos leva a entender que a palavra Logos não pode dar vida; pelo contrário pode até matar; pois a letra mata; mas o espírito vivifica (II Co 3:6). Quantas pessoas nós não conhecemos que sabem a bíblia até decor e ainda não receberam a “VIDA”, mas quando Deus fala dentro de nós com sua Palavra Rhema, então somos salvos. O termo Rhema como o termo Logos são termos universais; sendo assim esses termos estão livres de restrições e não podem ser de privilégio; ou de uso exclusivo de um ou de outro. Outras passagens para logos: João 1.1-8, Rom. 10.17, 1Co12.7-8. Passagens para Rhema: Efésios 6.17, Lucas 1.38, 2 Cor 12.1-4, Rm 10.17, Heb 1.1-3. Se você não estiver cheio do logos, provavelmente não receba Rhema, portanto leia a Bíblia!

Deus o abençoe, Pastor Luiz Antonio.

kairos – O tempo de Deus.

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As Escrituras vêem o tempo como um dom e uma oportunidade a ser usada sob a direção do Espírito Santo. Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, em Teologia, é “o tempo de Deus”. Continuar lendo kairos – O tempo de Deus.

A Páscoa pagã

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A Páscoa pagã

A Páscoa pagã celebrada por vários povos ao redor do mundo com ovos de chocolate e cujo símbolo é um coelho, se refere na verdade a Ostara a deusa da primavera ou (Ishtar, também se usa a ortografia “Eostre”).

Ostara a deusa da primavera é simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão enquanto observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés. Com o tempo os cristãos apropriaram-se da imagem do ovo para festejar a Páscoa, e no Concílio de Nicéia, realizado em 325 da nossa era, estabeleceu-se o culto a esta data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria. A páscoa pagã é uma data móvel que é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua nova, após Ostara. A páscoa pagã não tem absolutamente nada que ver com a páscoa judaica de Exodo cap. 12 (leia em sua Bíblia por favor) e nem com a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo! A Páscoa Judaica genuinamente bíblica é clebrada com um cordeiro, animal santo, que representa o Santo Jesus e com ervas amargosas que representam o sofrimento no Egito e pão sem fermento que representa uma vida sem pecado. Em vez disso, esse dia na tradição pagã é celebrado com ovos de chocolate extremamente doces, contrariando a amargura que o cristão deve sentir por estar nesse mundo vil, e o animal símbolo da páscoa pagã é um coelho, que aparece na lista de animais considerados imundos pelo Senhor! “E o coelho, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; esse vos será imundo; (Levítico 11: 5)“ abra o olho irmão (ã) Satanás está profanando a santidade de Deus e os santos não estão vendo! Jamais o Senhor escolheria um animal imundo para representar seu Filho Santo! Jamais o Senhor escolheria um animal que muitos povos antigos elegeram como símbolo da fertilidade e sexualidade para representar seu Filho Santo. Só pra refrescar tua mente e provar que o coelho é imundo, qual é o símbolo da revista pornográfica PLAYBOY? A páscoa pagã com suas raízes na religião babilônica celebra o retorno de Semíramis em sua forma reencarnada de Ostara a deusa da primavera. Os pagãos até mesmo têm um equivalente para a sexta-feira santa! É a “Sexta da Páscoa”, que tem historicamente sido comemorada na terceira lua cheia a partir do início do ano. Desde a associação da Páscoa pagã com a ressurreição de Jesus realizada no Concílio de Nicéia, em 325 da nossa era, a sexta-feira santa é fixada permanentemente na sexta-feira anterior à Páscoa. A Páscoa pagã está imersa nos mistérios babilônios, o mais maligno sistema idólatra já inventado por Satanás! Em todas as Escrituras proféticas, vemos Deus declarar seu julgamento final sobre a ímpia Babilônia! Mesmo assim, a cada ano, pastores cristãos celebram a Páscoa como se fosse uma festividade cristã. Quero lembrar que a “Páscoa” foi substituída pela “Santa Ceia”. A deusa babilônia Ishtar é aquela a quem a Páscoa pagã se refere (Pagan Traditions of Holidays, pg 9 – Tradições pagãs dos Feriados); na realidade, ela era Semíramis, mulher de Ninrode e a verdadeira fundadora dos mistérios satânicos babilônios. Depois da morte de Ninrode, Semíramis criou a lenda de que ele era na realidade seu filho divino, que nasceu quando ela ainda era virgem. Semíramis é considerada co-fundadora com Ninrode de todas as religiões ocultistas. A Páscoa pagã — o Dia de Ishtar — é celebrada amplamente em várias culturas e religiões do mundo.   

1. Na Babilônia é Ishtar, também chamada Deusa da Lua

2. Para os Chineses é Shingmoo

3. Para os Druidas é Virgo Paritura

4. No Egito é Ísis

5. Efésios pagãos é Diana

6.Etruscos é Nutria

7. Alemães (antigos) é Herta

8.Gregos é Afrodite / Ceres

9.Índia é Isi / Indrani

10. Judeus apóstatas antigos é Astarte (Rainha dos Céus)

11.Krishna é Devaki

12. Roma é Vênus / Fortuna

13.Escandinavos é Disa

14.Sumérios é Nana

(Fonte: “America’s Occult Holidays”, Doc Marquis and Sam Pollard. pg 13)

Os babilônios celebravam o dia como o retorno de Ishtar, a deusa da Primavera. A Procura do Ovo de Páscoa Escondido foi criada porque, se alguém encontrasse o ovo enquanto a deusa estava “renascendo”, ela concederia uma benção especial ao felizardo! Como essa era uma festividade alegre da primavera, os ovos eram pintados com as brilhantes cores da primavera. O Coelho da Páscoa Que os coelhos não botam ovos, você sabe muito bem; estamos lidando com uma lenda aqui, e com uma lenda ocultista. Tradicionalmente, essas lendas brincam com os fatos reais. “Easter”, Eostre ou Ishtar — era uma deusa da fertilidade. Visto que o coelho é uma criatura que procria rapidamente, ele simbolizava o ato sexual; (é só você se lembrar da revista pornográfica playboy, qual é seu símbolo?) o ovo simbolizava “nascimento” e “renovação”. Na cultura pagã (que está invadindo as igrejas de Deus), o coelho e o ovo de Páscoa simbolizam o ato sexual e o que nasceu deles, Semíramis e Tamuz. Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. ICor. 5,7,8. Quando Paulo diz que Cristo é nossa Páscoa está dizendo que Cristo é nossa libertação do Egito, do mundo, e que não devemos celebrar a festa da Páscoa ou seja a festa da libertação, com o fermento velho (costumes velhos e pagãos), nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. (ázimos=sem fermento). Assim, é realmente uma questão espiritual muito séria quando as igrejas cristãs incorporam os “Ovos e o Coelho” como parte da celebração da Páscoa. Quando fazem isso estão invocando um espírito pagão! Enfim, quando fazem isso, essas igrejas estão confundindo as mentes de suas preciosas crianças e até de adultos, e não estão discernindo o sentido dos símbolos pagãos e seus significados e nem o significado cristão do Dia da Ressurreição. As crianças que aprendem que páscoa é “Ovos de chocolate e coelho” comprometerão o futuro sadio da igreja; e poderão mais tarde aceitar a tradição pagã que envolve os mesmos símbolos. A igreja que participa na tradição da Páscoa pagã é culpada de combinar o cristianismo com o paganismo, uma mistura letal que o Senhor Jesus rejeitará! Quero lembrar-te de um verso-chave: “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” Efésios 6:17-18. Se sua igreja celebra a páscoa como no paganismo, você deve alertar seu pastor imediatamente; afim de que ele não seja liberal o suficiente para permitir os ovos de chocolate e o coelho. Deus abençoe a todos.

Pastor Luiz Antonio

 

O que é Empirismo?

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Empirismo: Na filosofia, Empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas. Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé, como lhe foi passado. O termo tem uma etimologia dupla. A palavra latina experientia, de onde deriva a palavra “experiência”, é também originária da expressão grega εμπειρισμός. Um conceito capital na ciência e no método científico é que toda evidência deve ser empírica, isto é, depende da comprovação feita pelos sentidos. Em um outro sentido, a palavra pode ser usada na Ciência como sinônimo de “experimental”. Nesse sentido, um resultado empírico é uma observação experimental. Na filosofia a doutrina do empirismo foi definida explicitamente pela primeira vez pelo filósofo inglês John Locke no século XVII. Locke argumentou que a mente seria, originalmente, um “quadro em branco” (tabula rasa), sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro. Historicamente, o empirismo se opõe a escola conhecida como racionalismo, segundo a qual o homem nasceria com certas idéias inatas, as quais iriam “aflorando” à consciência e constituiriam as verdades acerca do Universo. A partir dessas idéias, o homem poderia entender os fenômenos particulares apresentados pelos sentidos. O conhecimento da verdade, portanto, independeria dos sentidos físicos. Alguns filósofos normalmente associados com o empirismo são: Aristóteles, Tomás de Aquino, Francis Bacon, Thomas Hobbes, este de quem falamos agora John Locke, George Berkeley, David Hume e John Stuart Mill. Embora no geral seja relacionado com a teoria do conhecimento, o empirismo, ao longo da história da filosofia, teve implicações na lógica, filosofia da linguagem, filosofia política, teologia, ética, dentre outros ramos. Na antigüidade Aristóteles deu grande importância à indução baseada na experiência sensível (empirismo). A ideia de que todos os conhecimentos são provenientes das experiências aparece pela primeira vez, embora muito pouco definida, nos filósofos sofistas, que acreditavam na visão relativa do mundo, sintetizada na frase de Protágoras: O homem é a medida de todas as coisas. Essa máxima mostra que o mundo é conhecido de uma forma particular e muito pessoal por cada indivíduo, sendo a experiência, certamente, fator mais importante para esse conhecimento, ou seja o verdadeiro conhecimento do mundo segundo eles é empírico. Na Idade Média e durante quase toda a ela, o pensamento cristão subordinava a filosofia à religião, fazendo as preocupações com a experiência sensível (empirismo) darem lugar a “ideias” como Deus e a trindade, que não poderiam ser comprovadas, nem refutadas, experimentalmente. Reflexo disso foi o pensamento de Santo Agostinho, que acreditava ser a existência de Deus comprovada por intuição. Na Idade Moderna, graças aos trabalhos do filósofo inglês Francis Bacon, o empirismo começou a se delimitar tal como o conhecemos hoje. Finalizando podemos dizer que empirismo é o nome genérico das doutrinas filosóficas em que o conhecimento é visto como resultado da experiência sensível. O empirismo limita o conhecimento à vivência, só aceitando verdades que possam ser comprovadas pelos sentidos. O empirismo rejeita os enunciados metafísicos, baseados em conceitos que extrapolam o mundo físico, devido à impossibilidade de teste ou controle. Entende-se por empírico aquilo que pode ter sua veracidade ou falsidade verificada por meio dos resultados de experiências e observações. Teorias não bastam, somente através da experiência, de fatos ocorridos observados, um conhecimento é considerado pelo empirista.

                                                                                                                                                                                                                                                       Pastor LuizAntonio

O Superintendente da Escola Bíblica

Pastor Luiz Antonio
Pastor Luiz Antonio

O Superintendente da Escola Bíblica

Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;

Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. Rom 12,7,8.

Para te sintonizar completamente e te familiarizar com o sentido da palavra em questão, vamos começar com as definições.

O termo “superintendente” procede do latim e é vertido para nosso idioma do mesmo modo significando, “aquele que dirige na qualidade de chefe”; “aquele que inspeciona”, “aquele que supervisiona”.

No hebraico, é paqîd e é descrito como: inspetor, encarregado.

O termo descreve um subordinado especial (Gn 41.34) posto em uma posição de “supervisão de outros”.

O paqîd era um funcionário real de confiança que administrava o trabalho e funções dos soldados, sacerdotes e levitas no Antigo Testamento. Em 2º Cron. 31.13; 34.10,12,17 é o administrador do Templo.

No Grego: é proistemi (Rm 12.8) é o que “preside”, literalmente significa “aquele que está à frente de”; no modo infinitivo é “liderar” ou “dirigir”.

De acordo com Paulo, os líderes são pessoas capacitadas sobrenaturalmente pelo Espírito Santo para administrar, presidir e liderar atividades executadas pelo Corpo de Cristo para o crescimento do Reino de Deus.

Contemporâneamente, chamamos a função do superintendente ou diretor de: “Gestor da Escola Dominical”.

Funções Gestoras do Superintende da EB

  1. O Superintende da EB deve cuidar da qualidade educacional da EB, observando os professores, se estão à altura de sua função, se têm capacidade de ensino, encaminhá-los à reciclagem se necessário.
  2. O Superintende da EB deve ter visão crítica do projeto educacional, deve ser conhecedor do andamento do ensino em todas as classes da EB (crianças, adolescentes, jovens e adultos).
  3. O Superintende da EB deve administrar os recursos humanos e materiais: recursos humanos neste caso são os professores e auxiliares, recursos materiais são as revistas e todo tipo de material usado no ensino da EB.
  4. Os professores da EB devem ser selecionados com base em sua capacidade de aprender e ensinar; e isso também é função do Superintende da EB.
  5. Criar um ambiente de cooperação que promova a excelência no ensino e uma relação sólida e segura entre os professores e alunos também é função do Superintende da EB.
  6. O Superintende da EB é o homem que envolve todos os professores e alunos na garantia da qualidade da Escola Bíblica; é aquele que divulga e promove a escola bíblica diante da igreja. (Propaganda continua da EB).
  7. O Superintende da EB cria programas de capacitação para novos professores sempre que houver necessidade. Este programa de capacitação pode ser uma reunião extra onde os novos professores dão aula para os professores mais antigos que os ajudarão no crescimento didático. Pode ser um seminário de reciclagem ministrado por um obreiro mais experiente, leitura de livros sobre o tema, etc.!
  8. O Superintende da EB é o homem que atende as necessidades materiais da Escola Dominical; compra de revistas e outros materiais necessários.

    O Superintende da EB deve:

  • Observar os alunos, deve tentar notar que necessidades eles têm!
  • Como melhor aprendem, estimulá-los à busca do conhecimento!
  • Observar como está a relação professor-aluno, qual a qualidade do conteúdo ensinado, e como estão respondendo ao conteúdo ensinado.
  • Observar os professores, que necessidades eles têm, se buscam o conhecimento, como se relacionam com a igreja, qual a sua formação, como usam os recursos educacionais oferecidos, deve ser uma ação do Superintendente!

O Superintende Eficaz é aquele que define os objetivos da EB com clareza; que exibe confiança e receptividade com relação aos alunos e professores; discute as necessidades abertamente; solicita e ouve ativamente o ponto de vista dos outros envolvidos na EB. (Ouvir o ponto de vista de outros não significa ter que fazer tudo o que as pessoas opinam, mas ouvir, ponderar e acatar o que for bom!)

O Superintende Eficaz utiliza a gestão participativa para criar um ambiente de cooperação e participação; (deixando bem claro que sugestão não é decisão).

O Superintende Eficaz ouve, avalia e se for conveniente o conselho, aceita; se não descarta!

Competência administrativa e pedagógica, planejamento; manejo e controle do orçamento da EB, cuidando para que haja um planejamento financeiro que pelo menos pague o material didático do trimestre; organizar; resolver problemas criativamente; comunicar-se eficazmente; mobilizar a equipe escolar e a igreja local; negociar e resolver conflitos devem ser habilidades presentes no Superintendente da EB.

Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares. Josué 1,9.

Finalizando, como diz o versículo acima não se “espante”, as regras parecem ser muitas, mas você verá que a maioria destas coisas o superintendente faz naturalmente sem perceber!

Pr. Luiz Antonio.

A Existência de Deus!

A EXISTÊNCIA DE DEUS.

A) Argumentos Naturais para a Existência de Deus:

1) Cosmológico.
Da palavra grega Kosmos, “mundo”. O universo é um efeito que exige uma causa adequada, e a única causa suficiente é Deus (Sl 19.1).

2) Teleológico.
Da palavra grega Telos, “fim”. O universo não apenas prova a existência de um Criador, mas indica a existência de um Planejador (Rm 1.18-20). Há um propósito observável no universo que indica a existência de Deus como seu planejador.

3) Antropológico.
Da palavra grega anthropos, “homem”. Já que o homem é um ser moral e intelectual, o rigor da lógoica exige que ele ter um Criador que também seja moral e inteligente (At 17.29). A natureza moral, os instintos religiosos, a consciência e a natureza emocional do homem argumentam em favor da existência de Deus.

4) Ontológico.
Da palavra grega on, “existente, ser”. O homem tem a idéia inerente de um Ser Perfeito, governante de tudo. Esta idéia naturalmente inclui o conceito de existência! Pois um ser, em tudo perfeito, que não existisse, não seria tão perfeito quanto um ser perfeito que existisse. Portanto, visto que a idéia de existência está contida na idéia de um Ser Perfeito, esse Ser Perfeito deve necessariamente existir.

B) Argumentos Bíblicos para a Existência de Deus:
Os autores bíblicos tanto presumem quanto defendem a existência de Deus.

II. OS ATRIBUTOS DE DEUS.

A) Definição:
Um atributo é uma propriedade intrínseca ao seu sujeito, pela qual ele pode ser distinguido ou identificado.

B) Classificações:
A maioria dos sistemas de classificação dos atributos baseia-se no fato de que alguns deles pertencem exclusivamente a Deus (e.g., infinitude) e outros se encontram, de maneira limitada e num sentido relativo, também no homem (e.g., amor); assim, a terminologia dessas classificações inclui incomunicáveis e comunicáveis; absolutos e relativos; imanentes e transitivos; constitucionais e pessoais.

C) Descrição:
(Atributos absolutos, incomunicáveis ou constitucionais, números de 1 a 9)

1) Simplicidade:
A. Significado– Deus é incomplexo, não composto, indivisível.

B. Texto
– Jo 4.24. C. Problema – A Simplicidade de Deus invalida a doutrina da Trindade? Não, porque a simplicidade tem a ver com a essência de Deus, e a Trindade com a Sua subsistência.

2) Unidade:
A. Significado – Deus é bom.

B. Texto
– Dt 6.4

3) Infinitude:
A. Significado – Deus não tem término ou fim
.
B. Texto
– 1Rs 8.27; At 17.24

4) Eternidade:
A. Significado – Deus não está sujeito à sucessão do tempo.

B. Texto
– Gn 21.33; Sl 90.2
C. Problema
– Seria o tempo irreal para Deus? Não, Ele reconhece a continuidade dos acontecimentos, e todos os acontecimentos, passados, presentes e futuros, são igualmente vívidos pra Ele.

5) Imutabilidade:
A. Significado – Deus é imutável em natureza e prática.

B. Texto
– Tg 1.17
C. Problema
– Será que Deus muda de idéia ou Se arrepende (Gn 6.6), como parece acontecer de nossa perspectiva; ou seria isto uma expressão do decreto permissivo de Deus? Ou uma maneira antropomórfica de descrever aparentes mudanças no curso dos acontecimentos?

6) Onipresença:
A. Significado – Deus está em todo lugar (não em todas as coisas, que é panteísmo).

B. Texto
– Sl 139.7-12

7) Soberania:
A. Significado – Deus é o governante supremo do universo.

B. Texto
– Ef 1

8) Onisciência:
A. Significado – Deus conhece todas as coisas, reais e possíveis
.
B. Texto
– Mt 11.21

9) Onipotência:
A. Significado – Deus possui todo poder.

B. Texto
– Ap 19.6 (Atributos relativos, comunicáveis ou pessoais, Nm 10 a 14).

10) Justiça:
A. Significado – Equidade moral, imparcialidade no trato com Suas criaturas.

B. Texto –
At 17.31

11) Amor:
A. Significado – A busca divina do bem maior das criaturas na manifestação de Sua vontade. B. Texto – Ef 2.4,5

12) Verdade:
A. Significado – Concordância e coerência com tudo que é representado pelo próprio Deus.

B. Texto
– Jo 14.6

13) Liberdade:
A. Significado – Independência divina de Sua criaturas.

B. Texto
– Is 40.13,14

14) Santidade:
A. Significado – Retidão moral.

B. Texto
– 1Jo 1.5

III. OS NOMES DE DEUS

A. Nomes Primários do A.T.

1) Javé (Yahweh):
A. Significado – O Auto-Existente (de Ex 3.14, “Eu Sou o Que Sou”).
B. Características
– É o nome do relacionamento entre o verdadeiro Deus e Seu povo, e, quando usado, enfatiza a santidade de Deus, o Seu ódio pelo pecado e amor aos pecadores.

2) Elohim:
A. Significado – O Forte
.
B. Características
– É uma palavra usada para o verdadeiro Deus e deuses pagãos. É um substantivo plural, o chamado plural majestático. O plural permite a revelação subseqüente da Trindade no N.T., mas não ensina a Trindade propriamente dita.

3) Adonai:
A. Significado – Senhor, Mestre.

B. Características
– Usado para homens de Deus, e indica o relacionamento senhor-servo,

B) Nomes Compostos do A.T.

1) com El:

A. El Elyon – traduzido por Altíssimo (Is 14.13,14).
B. El Roi – O Forte que Vê (Gn 16.13).
C. El Shaddai – Deus Todo-Poderoso (Gn 17.1-20).
D. El Olam – O Eterno Deus (Is 40.28).

2) com Javé:

A. Javé Jireh – O Senhor Proverá (Gn 22.13,14).
B. Javé Nissi – O senhor é minha bandeira (Ex 17.15).
C. Javé Shalom – O Senhor é paz (Jz 6.24).
D. Javé Sabbaoth – O Senhor dos Exércitos (1Sm 1.3).
E. Javé Maccadeshkem – O Senhor que te santifica (Ex 31.13).
F. Javé Raah – O Senhor é o meu Pastor (Sl 23.1).
G. Javé Tsidkenu – O Senhor justiça nossa (Jr 23.6).
H. Javé El Gmolah – O Senhor Deus da recompensa (Jr 51.56).
I. Javé Nakeh – O Senhor que fere (Ez 7.9).
J. Javé Shammah – O Senhor que está presente (Ez 48.35)

IV. O DECRETO DE DEUS

A) Definição:
 “O decreto de Deus é o Seu eterno propósito, segundo o conselho de sua própria vontade, pelo qual, para Sua própria glória, Ele preordenou tudo que acontece.”

B) Termos Relacionados:
-Onisciência – Conhecimento de todas as coisas, reais ou possíveis.
-Presciência – Conhecimento prévio de todas as coisas incluídas no curso real dos eventos.
-Predestinação – A determinação prévia do destino dos eleitos.
-Retribuição – Punição merecida aos ímpios.
-Eleição – A escolha de um povo por Deus para Si mesmo.
-Preterição – A omissão dos não-eleitos.

C) A Natureza do Decreto:
Há apenas um decreto, que envolve tudo, embora no desenrolar dos acontecimentos haja seqüência constante. Há, também, uma distinção conveniente entre decretos permissivos e diretivo.
O Decreto é todo-abrangente (Ef 1.11), embora Deus não tenha o mesmo relacionamento com todas as coisas nele contidas.
Nem todos os desejos de Deus estão necessariamente incorporados ao decreto.
Tudo que Deus decretou tem como fim último a Sua glória.
O mal não se torna bem simplesmente pelo fato de o pecado ter sido incluído como parte do propósito de Deus.

D) Objeções ao Decreto:
Não é coerente com a liberdade humana. (Todavia, todos os meios, como oração e testemunho, por exemplo, são parte do plano de Deus.)
O decreto torna Deus autor do pecado. (Embora Deus tenha incluído o pecado em Seu plano, Ele nunca é responsável pela prática do pecado.)
A doutrina do decreto é equivalente ao fatalismo. (O fatalismo enfatiza apenas os fins e faz do acaso, não de Deus, o poder governante.)

V. A TRINDADE

A) Definição:
Há apenas um Deus, mas, na unidade da Divindade, há três pessoas eternas e iguais entre si, idênticas em substância mas distinta em existência (ou subsistência).

B) Prova:
Indícios no A.T. – O A.T. não revela a Trindade mas dá lugar e indícios para uma revelação posterior. A. Passagens que usam a palavra plural Elohim e pronomes plurais para se referirem a Deus (Gn 1.1,26; Is 6.8). B. Passagens que falam do Anjo do Senhor (Gn 22.11, 15-16).
Confirmação no N.T. – No N.T. há revelação clara de que o Pai, Filho e Espírito são Deus; assim, uma Triunidade ou Trindade (nenhuma das duas palavras está na Bíblia). A. O Pai é Deus (Jo 6.27; Ef 4.6). B. Jesus Cristo é Deus (Hb 1.8). C. O Espírito é Deus (At 5.3,4). D. As três pessoas são igualmente associadas e apresentadas como um só ser (Mt 28.19, “nome”; 2Co 13.13).

VI. O PAI

A) Os relacionamentos do Pai:
Pai de toda a criação (At 17.29)
Pai da nação de Israel (Ex 4.22)
Pai do Senhor Jesus Cristo (Mt 3.17)
Pai dos crentes em Cristo (Gl 3.26)

B) As obras Especificas do Pai:
Autor do decreto (Sl 2.7-9)
Autor da eleição (Ef 1.3-6)
Comissionador e Enviador do Filho (Jo 3.16)
Disciplinador de Seus filhos (Hb 12.9)

O Corpo de Cristo – Podemos Crer na Transubstânciação?

O CORPO DE CRISTO – PODEMOS CRER NA TRANSUBSTANCIAÇÃO?

A eucaristia é um dos sete sacramentos da Igreja Católica. Segundo o dogma católico, Jesus Cristo se acha presente sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Isto é o que geralmente se entende por transubstanciação. A doutrina da transubstanciação não tem respaldo bíblico. Ao longo de sua história, nem todos os representantes da Igreja Católica concordaram com essa doutrina, entre eles podemos citar os papas Gelásio I e Gelásio II, São Clemente e Agostinho, entre outros. A tradição da Igreja Católica, além de tropeçar nas metáforas e figuras da Bíblia na questão da eucaristia, que por si mesma já é uma aberração teológica, consegue embutir nela mais algumas heresias, como a ministração de apenas um só dos elementos aos fiéis — a hóstia. Segundo essa doutrina, a hóstia preserva o comungante de pecados, tem poder para ajudar os mortos e, pasmem, pode ser adorada. Tais heresias não têm o mínimo fundamento bíblico, entretanto, são de vital importância dentro da dogmática do catolicismo romano e, por isso, ainda estão de pé. É preciso salientar ainda que a confecção da hóstia teve sua origem no paganismo, sendo, portanto, plagiada e inserida no bojo doutrinário da igreja católica romana. A hóstia passou a substituir o pão da ceia somente no ano de 1200. É algo impar, especial, fabricada com trigo e sempre redonda. Por ocasião da festa de Corpus Christi, o “Santíssimo Sacramento” é levado às ruas em procissão dentro de uma patena (Pequeno vaso sagrado, circular, que serve para cobrir o cálice e receber a hóstia) de ouro representando um sol. Podemos constatar nesse ato uma flagrante analogia com as religiões pagãs da antiguidade. Conta-se que a deusa Ceres era adorada como a “descobridora do trigo” e, por conta disso, representada com uma espiga de trigo nas mãos. Tal representação correspondia à deusa Mãe e seu filho. O filho de Ceres, que se encarnara no trigo, era o deus Sol. Compare essa afirmação com a doutrina católica que transformara Jesus num pedaço de pão de trigo no formato arredondado do sol cujo ostensório também tem um desenho com raios solares. Por que só a hóstia? O estudante de história da igreja sabe perfeitamente que nenhuma doutrina católica advinda da chamada “Tradição Oral” pode ser substanciada, quer na história dos primeiros séculos da igreja, quer na Bíblia! Nesta última, muito menos. Os apóstolos seguiram o costume bíblico de ministrar a ceia sob esses dois emblemas: pão e vinho. A igreja pós-apostólica também seguiu o mesmo exemplo, como vemos ao analisar as obras patrísticas dos primeiros séculos. Os católicos precisam rodear e florear suas explicações para esclarecer o fato de o sacerdote dar apenas um dos emblemas (pão) ao fiel, o que é uma clara desobediência ao mandamento do Mestre. Jesus foi taxativo ao dizer “bebei dele TODOS”. Essa ordem de fato não se pode cumprir na Igreja Católica. Por mais argumentos que inventem, a verdade continua inalterável: Jesus e os apóstolos nunca mudaram o mandamento. Portanto, Jesus instituiu as duas espécies (Mt 26.26,28), e os apóstolos seguiram esta ordenança (1Co 11.23-28). Isto só veio a ser mudado nos concílios de Constança e, posteriormente, reafirmado no de Trento. No entanto, voltamos a reafirmar que a ordem de Cristo foi mais que explícita: “Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6. 53-56). Esse trecho das Escrituras levou dois clérigos da Igreja Católica, Jacobel de Mysa e João de Leida (séc. XIV), a voltarem ao princípio das duas espécies, ou seja servir na ceia o pão e o vinho, e logo se empenharam em espalhar isto na cidade de Praga, e não demorou muito, logo toda a Boêmia se declarou a favor. Mais tarde, João Huss foi para a fogueira papal por defender essa doutrina bíblica. Ora, se Jesus foi tão explícito ao dizer que quem não bebe o seu sangue não tem parte com ele e não tem a vida eterna? Isto deveria ser suficiente como uma grande advertência aos católicos? Será que eles não vêem que estão correndo o risco de não terem parte na vida eterna? Porque na prática não bebem do sangue como disse Jesus! Se as duas espécies fossem coisa de somenos importância, de certo Jesus teria instituído uma espécie apenas: somente o pão. É certo que as Escrituras nunca fazem qualquer menção de que Cristo esteja com seu sangue embutido no pão. A linguagem usada é por demais contundente: comer e beber, pão e vinho, carne e sangue. A igreja romana tem alterado o mandamento original recusando-se a seguir o exemplo de Jesus e dos apóstolos e tem abandonado a prática de toda a igreja primitiva; prova disso é a Igreja Ortodoxa, que é tão antiga quanto a romana, e mesmo assim ainda preserva o costume bíblico de ministrar o pão e o vinho aos fiéis. Por outro lado, as igrejas evangélicas têm seguido a mesma prática instituída por Cristo sem alterações e, por isso, podem usufruir das bênçãos advindas dessas duas espécies, algo que não se dá na Igreja Católica. O que significa discernir o corpo do Senhor? Dentro da teologia existe uma disciplina chamada HERMENÊUTICA. O que é hermenêutica? Em toscas palavras, hermenêutica nada mais é do que a ciência de interpretar textos antigos, sendo uma das matérias de estudo no campo do Direito. Dentro do contexto teológico é a arte de interpretar a Bíblia. Dentre as inúmeras regras, a mais salutar e primordial de todas é a do exame do contexto. Vamos aplicá-la aqui.O texto em lide reza: “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1Co 11.29). Entre os cristãos daquela época existia uma festa chamada “Festa Ágape” ou festas de amor (Jd 12). Era comum entre os cristãos celebrarem a ceia com esta festa, destinada a ajudar os pobres (esta prática perdurou até na época de Justino, o mártir: 100-170). Corinto era uma igreja problemática em termos de doutrinas (véu, dons espirituais, batismo, brigas, divisões e Santa Ceia), e eles não estavam discernindo o real objetivo de suas reuniões (v. 17,18-20). Para eles, aquilo era apenas uma festa como as demais festas mundanas da sociedade grega (Corinto era grega) da qual tinham vindo. Então, quando se reuniam, todos se embriagavam (v. 21), como faziam antes de se converterem, e não discerniam que aquilo era muito mais que uma festa, devia ser observada “em memória” de Cristo (v. 25). Por isso as pessoas deveriam examinar a si mesmas antes de tocar no pão e no cálice (v. 28), pois correriam o risco de tomarem a ceia de modo indigno, fora do propósito para a qual fora estabelecida, ou seja, para a comunhão e não divisão dos fieis (v. 18). Isto é o que o apóstolo Paulo queria dizer com “discernir o corpo do Senhor”. Não há nada que insinue no texto a herética doutrina da transubstanciação. O contexto, quando analisado honestamente, não comporta tal idéia. Logo, qualquer conclusão que passar disso não é verdadeira. Os disparates dessa doutrina A teologia católica ensina a transubstanciação (alteração de substância) durante a eucaristia. Após serem consagrados os elementos, pão e vinho, pelo padre e repetidas as palavras de Cristo, “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, misteriosamente o pão se transforma na carne de Cristo e o vinho, no sangue. Levando as palavras de Cristo a um “literalismo” bruto, interpretam ser o pão o próprio corpo de Cristo presente na hóstia. Essa doutrina é baseada principalmente no trecho do evangelho de João 6.53: “se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos”. Contudo, daremos algumas razões de nossa rejeição a essa doutrina errônea e perigosa. 1. Se na frase “isto é o meu corpo” o verbo “ser (é)” implica a conversão literal do pão no corpo de Cristo, segue-se igualmente que nas palavras “eu sou o pão da vida” (Jo 6.35) o verbo “ser (sou)” deve implicar igual mudança, ensinando-nos que Cristo se converte no pão, de modo que, se o primeiro é uma “prova” da transubstanciação, o segundo demonstra necessariamente o contrário; se o primeiro demonstra que o pão pode converter-se em Cristo, o segundo demonstra que Cristo pode converter-se em pão, o que é um verdadeiro absurdo, mas é isto o que a lógica dessa filosofia nos leva a entender. 2. Se acreditarmos que nesse episódio Jesus estava se referindo à eucaristia, então forçosamente ninguém pode se salvar sem o sacramento, e todo aquele que o recebe não pode se perder. Seria sempre necessário ao fiel comungar-se para não perder a bênção da vida eterna. E aqueles que não podem tomá-la? Estariam destinados ao inferno? Crêem os católicos que todo aquele que comunga tem a vida eterna? Pois Jesus disse que, sem exceção, “todo aquele” que comesse a sua carne teria de fato a vida eterna. E o que dizer então daqueles que bebem indignamente (1Co 11.28)? Tal é a contradição e confusão que nos mostra tão descabida teoria se levada ao pé da letra. 3. Esse ponto já foi tratado acima, mas vamos reforçá-lo aqui. Ora, se tomadas literalmente essas palavras, o beber o sangue é tão importante quanto o comer a carne. Em outras palavras, é tão necessário comer o pão (hóstia) como beber o cálice (vinho). E por que então o padre nega aos fiéis esse direito, desobedecendo a Bíblia? Analisando João 6 Diz o padre Alberto Luiz Gambarini: “Jesus não deixou dúvidas quanto a esta questão: a eucaristia ou ceia não é uma mera lembrança, e sim a presença por inteiro de Jesus Cristo”. Pois bem, analisemos essa questão dentro de seu contexto imediato, pois tais palavras tomadas isoladamente e sem explicação podem ter um sentido, mas dentro do seu respectivo contexto, levando em consideração a aplicação que o Senhor lhes deu, têm outro sentido bem distinto. “Respondeu-lhes Jesus: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo 6.26,27). Essas palavras deram princípio ao discurso e são a chave para compreendermos o sentido exato e a razão pela qual Jesus usou a linguagem figurada “comer” e “beber”. A única dificuldade que há para a compreensão desse discurso de Jesus está relacionada à falta de consideração à figura que lhe deu origem; ou seja, os judeus seguiam Jesus por causa do milagre dos pães, por causa do alimento material. Ao contrário, Jesus elucida que a comida que ele tem é algo maior: “a comida que permanece para a vida eterna” (v. 27). Então, os judeus apelam para o episódio do maná que desceu do céu. Jesus explica que o verdadeiro pão não era o maná, mas que o pão verdadeiro é outro, o próprio Cristo. Daí, disseram os judeus: “Senhor, dá-nos sempre desse pão” (Jo 6.34). Até aqui, percebemos que os judeus não estavam entendendo a mensagem de Jesus e, por isso, interpretava-o de modo literal, assim como os católicos fazem. Jesus então explica que o sentido de sua mensagem era simbólico, espiritual, não literal: “E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). Esse versículo é muito importante, pois nos explica que comer a carne e beber o sangue de Jesus é somente crer e ter fé nele, recebendo-o; nada mais que isso. É justamente isso que significa o alimento do seu corpo: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna” (Jo 6.40). Jesus rechaça qualquer tipo de confusão quanto a isso quando arremata: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63). Jesus estava falando espiritualmente, não fisicamente. Estava explicando que a vida vem por meio da fé nele, e não comendo o seu corpo. Então, como explicar esse versículo: “…e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (Jo 6.51)? Será que com isso Jesus não estava ensinando sobre a eucaristia, quando os seus seguidores iriam alimentar-se dele por meio da hóstia num tempo futuro? Não. A Bíblia ensina, sem sombra de dúvidas, que a vida eterna viria por meio de sua morte na cruz, dando seu corpo, isto é, sua carne para ser sacrificada. E isso está em perfeita concordância com o restante das Escrituras. Veja como o apóstolo Paulo entendeu essa questão: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade” (Ef 2.14). A Bíblia nos diz que Cristo realmente deu seu sangue e sua carne ao mundo para alcançarmos a vida eterna. Vejamos: “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis” (Cl 1.20-22) e “Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.20). A conclusão a que chegamos, lendo o contexto, é que o “alimentar-se” de Jesus (seu corpo), por meio da sua carne e do seu sangue, é a mesma figura de linguagem utilizada por ele em João 4.14: “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”. Assim como essa “água” era espiritual, a bebida e a comida também, tanto é que quando os discípulos entenderam de modo literal essa mensagem Jesus prontamente os corrigiu explicando que: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63). O “alimentar-se” de Cristo seria “crer nele”, quando então o Pai entregaria seu Filho na cruz para ser sacrificado por nossos pecados. Muitos pais da igreja primitiva concordavam com este ponto de vista, entre eles Agostinho, considerado um dos maiores doutores da Igreja Católica. Lembrança ou presença real? “Isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim” (1Co 11.24) Esse é o argumento mais repetido entre os católicos para sustentar a transubstanciação. Não há algo mais claro nessa passagem do que a verdade de que aquilo era realmente o corpo de Cristo, dizem os católicos. Não precisamos nos esforçar muito para desfazer essa interpretação, basta-nos apenas recorrer ao contexto. Ora, é importante entender que Jesus instituiu a Santa Ceia na ocasião em que estava comendo a ceia pascal. Sem dúvida, ele recordava de que aquela Páscoa foi instituída para comemorar, pela aspersão do sangue do cordeiro, a saída dos israelitas do cativeiro do Egito. O pão que Jesus tomou e abençoou e deu aos discípulos era o pão pascal. Muitos católicos dizem que Jesus não comeu aquele pão, mas tal assertiva se mostra falsa quando lemos que Jesus iria comer realmente aquela comida, veja: “E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos! … E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?” (Lc 22.8,11; grifo do autor). Todas as suas ações e palavras tinham alguma relação com a antiga Páscoa. Tendo isso em vista, devemos procurar na antiga festa uma explicação para a Santa Ceia que iria substituir a páscoa, pois ele (Jesus) é a nossa Páscoa (1Co 5.7). Quando Moisés instituiu a Páscoa, mandou os israelitas comerem a carne e aspergirem o sangue do cordeiro em suas casas (Êx 12.7,8). Só que o cordeiro que comiam não era a “Páscoa”, pois tal palavra é derivada do verbo pasah, que significa “passar por cima”, dando a idéia de “poupar e proteger” (Êx 12.13). A Páscoa do Senhor era o “passar do anjo por toda a terra do Egito”. Vê-se, pois, que o ato de passar por cima das casas dos israelitas era uma coisa e o cordeiro que os israelitas comiam era outra essencialmente distinta: uma era um fato e a outra, a recordação desse fato. Embora Moisés tivesse dito a respeito do cordeiro: “É a Páscoa” (a passagem do Senhor), isso não significa, porém, que quisesse dizer que o cordeiro que os israelitas tinham assado e estavam comendo poderia ter-se mudado ou transformado no ato de passar o Senhor por cima das casas. O sentido simplesmente era: “É uma recordação da Páscoa ou da passagem do Senhor”. Temos, pois, aqui, um exemplo clássico dessa figura de retórica pela qual se dá o nome da coisa que ela recorda, ou se põe o sinal pela coisa significada. Quando, pois, as famílias se reuniam em torno da mesa para comer a Páscoa, o chefe da família dizia: “Esta é a Páscoa do Senhor”, quando, na verdade, estava querendo dizer o seguinte: “Esta é a recordação da Páscoa do Senhor”. Pois bem, fincado na essência dessa celebração, Jesus certamente se valeu da mesma expressão conhecidíssima dos israelitas. Depois de a Páscoa ter sido abolida e substituída pela Santa Ceia, Jesus serviu-se da mesma expressão de que tinha feito uso na celebração antiga. Era natural que, do mesmo modo que tinha dito da Páscoa “Esta é a Páscoa do Senhor”, recordando-se do que fora feito na época de Moisés, Jesus usasse também mui naturalmente as palavras “Isto é o meu corpo” ou “Isto é o meu sangue”, para significar que aquele rito devia ser usado como recordação do seu corpo e do seu sangue oferecidos na cruz, sendo ele o verdadeiro cordeiro de Deus (Jo 1.29) que nos libertou do cativeiro do pecado. Os discípulos, por serem judeus versados nas Escrituras, estavam, por certo, familiarizados com tais figuras de linguagem (Sl 27.1,2; Is 9.18,20; 49.26), não lhes sendo difícil entender o que Jesus queria lhes dizer. Pois, antes disso, haviam ouvido o seguinte de Jesus: “Eu sou a porta” (Jo 10.7), “Eu sou o caminho” (Jo 14.6) e “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12), e entenderam perfeitamente a linguagem. Então, quando Jesus, ao distribuir os elementos da ceia (pão e vinho), disse: “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, ele estava falando de maneira figurativa. Tanto é que ordenou: “fazei isto em memória de mim”. Assim, temos razão para crer que a ceia era uma comemoração ou lembrança de sua morte na cruz, e devemos prosseguir fazendo isso (ou seja, celebrando a Santa Ceia) até que ele venha. Veja que mesmo depois de ter sido consagrado por Jesus, o vinho continuou sendo vinho, o que serve para corroborar o nosso ponto de vista: “Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide [não disse meu sangue], até que venha o reino de Deus” (Lc 22.18). Paulo simplesmente considerava os elementos da Santa Ceia como pão e vinho, e não o corpo do Senhor transubstanciado: “Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Pois todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Portanto, qualquer que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice” (1Co 11.25-28). O pão representava o corpo do Senhor e o vinho, o sangue. Todas as vezes que nos reunimos para celebrar a Santa Ceia fazemos isto sempre em memória do Senhor, pois ele mesmo disse: “fazei isto em memória de mim”. Não podemos sacrificar Cristo novamente (Hb 7.24,27)! Os contra-sensos da transubstanciação Por darem ouvidos ao dogma da transubstanciação, os católicos, além de incorrerem num terrível engano, acabam por abraçar uma teoria fictícia. Vejamos: Se naquela ocasião em que Jesus disse “Isto é o meu corpo” realmente tivesse ocorrido a tão propalada “transubstanciação”, então somos levados a acreditar que existiam naquele momento dois corpos do Senhor. Levando esse dogma às últimas conseqüências, teremos isto: Jesus pegou aquele pedaço de pão, já transformado em seu corpo (com divindade e alma, segundo crêem os católicos) e deu-se a si mesmo para seus discípulos comerem. Depois de terem comido o corpo do Mestre, os discípulos sentaram-se ao seu lado. E mais: Jesus também teria comido e engolido a si próprio, pois certo é que ele também participou da ceia! *Exagerando, se tal pão consagrado tivesse sido comido acidentalmente por um roedor, dar-se-ia o caso de o animal também ter engolido o Cristo com seu corpo, alma e divindade. *Se a hóstia se estragar e apodrecer, seria o caso de o corpo de Cristo, que está nesse elemento, apodrecer também. Então, como fica Atos 2.31, que diz que a carne de Cristo não se corrompe? *Se o que dá vida é o espírito, por que Deus se faria carne por meio da hóstia para nos vivificar? *Se Cristo nos ordenou que celebrássemos a cerimônia até que ele voltasse, conforme 1Coríntios 11.26, como pode estar presente na hóstia? Se ele virá, quer dizer que não está! Devemos ressaltar que tal vinda é escatológica, quando Cristo virá em corpo, pois, espiritualmente, ele está conosco todos os dias (Mt 18.20, 28.20) e esta promessa não tem nada que ver com a Santa Ceia. *O papa Pio IX se vangloriava com o dogma da transubstanciação, dizendo: “Não somos simples mortais, somos superiores a Maria. Ela deu à luz um Cristo só, mas nós podemos fazer quantos cristos quisermos; nós, os padres, criamos o próprio Deus”. Uma coisa tão extraordinária como essa, um milagre tão estupendo: mudar um pedacinho de pão no próprio Deus. Um milagre tão diferente de todos os que se têm notícia. Tudo isso deveria ter uma prova muito mais clara e contundente do que meras formas de expressão. É, sem dúvida, algo que foge à nossa compreensão, não por ser algo misterioso, mas por ser irracional e incoerente. Quando se prova o pão, ele ainda é pão, tem cheiro de pão, o gosto ainda é de pão. E o mesmo se dá com o vinho! Onde está tal divisão nas Escrituras? Em lugar nenhum! Mas é preciso argumentar para forjar explicações que sirvam de alicerce para a doutrina católica. Interpretação dos reformadores Para a Reforma Protestante, são dois os sacramentos instituídos pelo próprio Cristo: o batismo, que marca o início da vida cristã, e a Santa Ceia, que significa a manutenção dessa vida, a santificação. Unidos sobre o sentido do batismo, apesar de ênfases diversas, os reformadores se dividiram sobre o sentido da eucaristia. Lutero se opôs à missa como obra meritória e repetição eficaz do sacrifício do Cristo. O oferecimento da graça se efetua sob duplo signo instituído por Cristo: não se pode recusar a nenhum fiel o pão e o vinho oferecidos por Jesus, em oposição ao Concílio de Constança, de 1414, que proibiu o uso do cálice aos leigos. Contudo, Lutero opõe-se a uma presença meramente simbólica de Cristo na ceia. Mantém a tese da “consubstanciação”, segundo a qual o pão e o vinho permanecem presentes na ceia simultaneamente com o corpo e o sangue de Cristo. Zwinglio vê na ceia cristã o simples memorial que comemora o sacrifício único e infinitamente suficiente de Cristo. Calvino queria mais do que uma presença somente simbólica à maneira de Zwinglio, mas repudiou não só a posição católica como a luterana. Para Calvino, a “substância” não se refere a um substrato invisível na matéria do objeto, mas significa a realidade profunda de um ser. O pão e o vinho não só representam a comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, mas também “apontam” para a realidade desse significado. O que Calvino rejeitou foi a idéia da “presença local”; ele acreditava no Espírito Santo e não num fenômeno especial, para relacionar diretamente o comungante com o Cristo vivo. O anglicanismo adotou o essencial das posições da Reforma. A confissão anglicana conserva dois sacramentos (batismo e ceia), proíbe as procissões solenes do Santíssimo Sacramento e a adoração das espécies consagradas. O corpo do Senhor é recebido mediante a fé (conceito calvinista). A maioria esmagadora dos protestantes aceita as noções de Calvino e Zwinglio. Antes de finalizarmos este estudo é necessário fazer um adendo sobre a posição de Lutero. Apesar de ter sido levantado por Deus, Lutero, no princípio, não pretendia separar-se da Igreja Católica, mas reformá-la por dentro. Tendo esse pano de fundo histórico, podemos entender por que ele não abdicou de certas noções católicas. Ele representava a primeira geração dos reformadores e, por isso, muitas coisas ainda estavam enraizadas profundamente nele. Somente com o decorrer do tempo é que a doutrina da Reforma foi se purificando mais e mais. É bem parecido com o que aconteceu com o cristianismo em relação ao judaísmo no começo de sua história. Esse problema já não aparece nas gerações posteriores dos reformadores, que foram lapidando os lapsos teológicos do catolicismo dentro do protestantismo. Obras consultadas: Por amor aos católicos romanos, Rick Jones, Chick Publications A Reforma Protestante, Abraão de Almeida, CPAD A Igreja que veio de Roma, Karl Weiss, Editora Gráfica Universal Ltda Noites com os romanistas, M. H Seymour, Edições Cristãs Encyclopaedia britannica do Brasil publicações Ltda. Notas: 1Corpus Christi: festa do santíssimo sacramento, instituída em 1264, por Urbano IV, para honrar a suposta presença real de Cristo na eucaristia. Seu caráter popular desenvolveu-se em função da procissão que sucedia à missa. 2 Disco de ouro ou de metal dourado que serve para cobrir o cálice e receber a hóstia. 3 Ceres é o nome grego da deusa romana Demeter, que simboliza a nutrição, em todas as suas formas, um dos aspectos mais poderosos da própria Lua, em termos do simbolismo astrológico. 4 Custódia onde se ostenta a hóstia consagrada. 5 Acerca da relação entre as Escrituras e a Tradição da Igreja (Católica), o novo Catecismo da Igreja se expressa: à igreja está confiada a transmissão e a interpretação da Revelação, ‘não derivando a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso, ambas (Escritura e Tradição) devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência. 6 A igreja que continuou a ser desenvolvida após a morte dos apóstolos de Cristo. 7 Obras que compreenderam o século I d.C. até o século VIII d.C. São chamadas patrísticas porque foram escritas pelos pais apostólicos, homens que tiveram contato direto com os apóstolos ou foram citados por alguns deles. Destacam-se: Clemente de Roma, Inácio e Policarpo. 8 Realizado em 1414, ocasião em que foram queimados João Huss e Jerônimo de Praga, pré-reformadores, por serem considerados heréticos. 9 O 19º Concílio Ecumênico da Igreja, chamado Concílio de Trento, por ter-se reunido em sua grande parte na cidade de Trento, ao norte da Itália. Foi realizado em 25 sessões plenárias em três períodos distintos, de 1545 a 1563. O primeiro período foi de 1545 a 1547. O segundo começou quatro anos depois, em 1551, e terminou no ano seguinte. O último período começou dez anos mais tarde, em 1562, e terminou no ano seguinte. 10 Renomado padre católico, pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres, em Itapecerica da Serra/SP. Escritor de mais de dezessete obras. 11 Quem fundou sua igreja?, Padre Alberto Luiz Gambarini, p. 46. 12Martinho Lutero (1483-1546). Principal líder da Reforma. Em oposição ao abuso da venda de indulgências promovida pela Igreja Católica Romana, Lutero, em 31 de outubro de 1517, afixou suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, causando repercussão mundial. Foi o estopim da Reforma. 13 Huldreich Zwinglio (1484-1531). Expoente da Reforma que propagou seus ideais em Zurich, na Suíça. 14 João Calvino (1509-1564). Com suas obras foi, sem dúvida, o reformador responsável pela projeção dos ideais protestantes na história política e religiosa mundial. 15 Surgiu no século XVI, na Inglaterra, com o rompimento do rei Henrique VIII com o papa Clemente VII.

Compilado por Pr. Luiz Antonio do Estudo de Paulo Cristiano

A Páscoa Pagã

A Páscoa Pagã 21 e 22 de março — A deusa Ostara (Ishtar, também se usa a ortografia “Eostre”), a quem a Páscoa [pagã, em inglês “Easter”] faz referência — 21 de março é uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati. A Páscoa pagã é uma data móvel que usa a prática comum da astrologia; é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua nova, após Ostara. Essa data também não tem absolutamente nada que ver com a Páscoa judaica e nem com a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo! Em vez disso, esse dia na tradição pagã celebra o retorno de Semíramis em sua forma reencarnada da deusa da primavera. Os pagãos até mesmo têm um equivalente para a sexta-feira santa! É a “Sexta da Páscoa”, e tem historicamente sido alocada na terceira lua cheia a partir do início do ano. Desde a associação da Páscoa pagã com a ressurreição de Jesus, a sexta-feira santa é fixada permanentemente na sexta-feira anterior à Páscoa. A Páscoa pagã [Easter] está imersa nos mistérios babilônios, o mais maligno sistema idólatra já inventado por Satanás! Em todas as Escrituras proféticas, vemos Deus declarar seu julgamento final sobre a ímpia Babilônia! Todavia, a cada ano, pastores cristãos celebram a Páscoa como se fosse uma festividade cristã. Muitos pregadores batistas independentes estão começando a se referir a esse dia que celebra a ressurreição de Jesus como “Domingo da Ressurreição”, de modo a fazer distinção dessa celebração pagã. A deusa babilônia Ishtar é aquela a quem a Páscoa [Easter] se refere (Pagan Traditions of Holidays, pg 9 – Tradições pagãs dos Feriados); na realidade, ela era Semíramis, mulher de Ninrode e a verdadeira fundadora dos mistérios satânicos babilônios. Depois da morte de Ninrode, Semíramis criou a lenda de que ele era na realidade seu filho divino, que nasceu quando ela ainda era virgem. Semíramis é considerada co-fundadora com Ninrode de todas as religiões ocultistas. A Páscoa pagã [Easter, em inglês] — o Dia de Ishtar — é celebrada amplamente em várias culturas e religiões do mundo. 1. Babilônia — Ishtar (Easter), também chamada Deusa da Lua 2. Católicos — Virgem Maria (Rainha dos Céus) 3. Chineses — Shingmoo 4. Druidas — Virgo Paritura 5. Egito — Ísis 6. Efésios pagãos — Diana 7. Etruscos — Nutria 8. Alemães (antigos) — Herta 9. Gregos — Afrodite / Ceres 10. Índia — Isi / Indrani 11. Judeus apóstatas antigos — Astarte (Rainha dos Céus) 12. Krishna — Devaki 13. Roma — Vênus / Fortuna 14. Escandinavos — Disa 15. Sumérios — Nana (“America’s Occult Holidays”, Doc Marquis and Sam Pollard. pg 13) Os babilônios celebravam o dia como o retorno de Ishtar (Easter), a deusa da Primavera. Esse dia celebrava o renascimento, ou reencarnação, da Natureza e da deusa da Natureza. De acordo com a lenda babilônia, um grande ovo caiu dos céus no rio Eufrates e a deusa Ishtar (Easter) eclodiu de dentro dele. Mais tarde, surgiu uma versão que incluía um ninho, em que o ovo pôde ser incubado até eclodir. Um cesto de palha ou vime era produzido para colocar o ovo da Páscoa [o ovo de Ishtar]. A Procura do Ovo de Páscoa Escondido foi criada porque, se alguém encontrasse o ovo enquanto a deusa estava “renascendo”, ela concederia uma benção especial ao felizardo! Como essa era uma festividade alegre da primavera, os ovos eram pintados com as brilhantes cores da primavera. O Coelho da Páscoa “O totem da deusa, a lua-lebre, punha ovos para as crianças comportadas comerem… a lebre da Páscoa era a forma como os celtas imaginavam a superfície da lua cheia…” (Pagan Traditions of Holidays, pg 10). Que as lebres não botam ovos, não é necessário dizer não é? Você sabe disso muito bem; estamos lidando com uma lenda aqui, e com uma lenda ocultista. Tradicionalmente, essas lendas brincam com os fatos reais. Assim, “Easter” — Eostre ou Ishtar — era uma deusa da fertilidade. Visto que o coelho é uma criatura que procria rapidamente, ele simbolizava o ato sexual; (é só você se lembrar da revista pornográfica playboy, qual é seu símbolo?) o ovo simbolizava “nascimento” e “renovação”. Juntos, o coelho da Páscoa e o ovo de Páscoa simbolizam o ato sexual e o que nasceu deles, Semíramis e Tamuz. Assim, é realmente uma questão espiritual muito séria quando as igrejas cristãs incorporam os “Ovos da Ressurreição” como parte da celebração da Páscoa. Na melhor das hipóteses, essas igrejas estão confundindo as mentes de suas preciosas crianças, obscurecendo a linha divisória entre os símbolos pagãos e seus significados e o significado cristão do Dia da Ressurreição. As crianças que participam dos “Ovos da Ressurreição” na igreja serão condicionadas mais tarde em suas vidas a aceitarem a tradição pagã que envolve os mesmos símbolos. No pior caso, a igreja que participa na tradição da Páscoa pagã promovendo os “Ovos da Ressurreição” e talvez uma Procura ao Ovo de Páscoa Escondido, é culpada de combinar o cristianismo com o paganismo, um coquetel letal que o Senhor Jesus rejeitará! Lembre-se de nosso verso-chave: “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” [Efésios 6:17-18] Se sua igreja usa os “Ovos da Ressurreição”, você deve alertar seu pastor imediatamente; se o pastor titular é liberal o suficiente para permitir os “Ovos da Ressurreição” na celebração do Dia da Ressurreição, então provavelmente também é liberal nas doutrinas e na teologia. Outros Ingredientes Pagãos Oferendas de Páscoa — São derivadas da tradição em que os sacerdotes e sacerdotisas traziam oferendas para os templos pagãos para a deusa da primavera, Ishtar. Eles traziam flores frescas da primavera e doces para colocar no altar do ídolo da deusa que adoravam. Eles também assavam um bolo de passas, decorando-o com cruzes para simbolizar a cruz de Wotan, ou algum outro deus pagão; essas cruzes não eram originalmente a cruz de Jesus Cristo. Esse é outro caso em que Satanás falsificou uma tradição pagã que poderia mais tarde ser passada como “cristã” em uma igreja seriamente comprometida com a sincretização (Mistura). De fato, o primeiro caso de Bolo de Frutas Secas pode ser rastreado até cerca de 1500 AC, até Cecrops, o fundador de Atenas (Marquis, pg 18). • Nas celebrações do Velho Testamento no Israel apóstata, vemos mulheres irritando a Deus porque assavam esses bolos para oferecê-los em adoração à Rainha dos Céus [Jeremias 44:17-18 e Oséias 3:1]. A nota de rodapé para esse título “Rainha dos Céus” no Amplified Bible Commentary (Comentário bíblico ampliado) diz: “Uma deusa da fertilidade, provavelmente o título babilônio para Ishtar. Ela é identificada com o planeta Vênus. As oferendas para essa deusa incluíam bolos feitos na forma de uma estrela”. Mais tarde os pagãos usaram não só a forma da estrela Pentalfa como também o bolo de frutas secas. • Outra oferenda popular a Ishtar eram as roupas novas, feitas ou compradas! Os sacerdotes usavam seus melhores trajes, enquanto virgens usavam vestidos brancos novos. Elas também usavam algo para cobrir as cabeças, como chapéus de palha ou toucas de tecido e muitas se adornavam com grinaldas de flores da primavera. Elas carregavam cestos de vime cheios de doces e alimentos para oferecerem aos deuses pagãos. Serviços de Páscoa ao nascer do sol — Eram iniciados pelos sacerdotes que serviam à deusa babilônica Ishtar para simbolicamente apressar a reencarnação de Ishtar/Easter. Exatamente como Satanás falsificou o nascimento divino de um menino de uma mãe virgem mais de mil anos antes de Jesus realmente nascer, assim também falsificou o serviço de adoração bem cedo de manhã, ao nascer do sol. Quaresma — É puramente pagã, e ainda assim foi aceita pela Igreja Católica Romana e pelas igrejas cristãs apóstatas como “cristã”. Se a igreja que você freqüenta celebra a Quaresma, você precisa informar ao pastor titular das raízes pagãs dessa tradição; se ele não der ouvidos, considere desligar-se dessa igreja, porque se eles aceitam a Quaresma como cristã, você pode apostar que são liberais em áreas críticas da Bíblia também. A Quaresma é uma celebração da morte de Tamuz; a lenda diz que ele foi morto por um javali selvagem aos quarenta anos. Portanto, a Quaresma celebra um dia para cada ano de vida de Tamuz (America’s Occult Holidays – feriados ocultistas da América de Doc Marquis e Sam Pollard). Os participantes deviam expressar seu pesar pela morte precoce de Tamuz pranteando, jejuando e se autoflagelando. A Quaresma era celebrada por exatamente quarenta dias antes da páscoa, celebração à deusa Ishtar/Eostre [a Páscoa pagã] e outras deusas pelas seguintes culturas: babilônios, católicos romanos, curdos, mexicanos, Israel antigo e, hoje, também pelas igrejas protestantes liberais e apóstatas. Podemos ver a ira de Deus sobre essa celebração da Quaresma em Ezequiel 8:14-18; 14 E levou-me à entrada da porta da casa do SENHOR, que está do lado norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz. 15 E disse-me: Vês isto, filho do homem? Ainda tornarás a ver abominações maiores do que estas. 16 E levou-me para o átrio interior da casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol. (adoração ao sol é natal, como publiquei em nosso jornal de dez/2008) 17 Então me disse: Vês isto, filho do homem? Há porventura coisa mais leviana para a casa de Judá, do que tais abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-me; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz. 18 Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei. O julgamento de Deus sobre essa comemoração é descrito em Ezequiel 9, um capítulo que sugerimos que você leia atentamente, porque Deus declara que punirá de modo similar qualquer nação que não ouvir e obedecer seus mandamentos [Jeremias 12:17]. Compilado por Pastor Luiz Antonio.