Arquivo da categoria: Bibliologia

Aprenda um pouco sobre este livro especial, que é a Carta Magna de Deus aos homens.

Dia da Bíblia

 

Palavra de Deus
Bíblia

Oh quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. (Salmos 119 : 97)

                                A origem do dia da bíblia.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que estes se manifestassem publicamente.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento (Vinda, chegada, Período das quatro semanas que precedem o Natal). Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia.

No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, dos primeiros missionários evangélicos vindos da Europa e dos Estados Unidos. Por volta de 1880 a situação da  liberdade religiosa aos cultos protestantes foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, foi se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

 

                       Os Manuscritos originais das Escrituras Sagradas

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras.

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original (aquela escrita pela mão do próprio autor) de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, escritos pelos seus autores, se perderam, não resistiram ao tempo. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB (Sociedade Bíblica do Brasil) usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, (O Novo Testamento em Grego) editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

                                         O Antigo Testamento em hebraico.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas.

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.
Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.                       

A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia.                                                                                                                 Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.                                                                                                                                                     As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei frequentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos. O texto era escrito em hebraico – da direita para a esquerda e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

                                          O Novo Testamento em grego.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado. Nesses fragmentos do Novo Testamento do Século II d.C estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento (Septuaginta).
A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

                                          A primeira tradução da Bíblia.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo.

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas hoje em dia.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

 

                                           João Ferreira de Almeida

Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica.

“Conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem.” Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas, afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil – a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada – a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil.

 

                                                  Por que só a Bíblia?

Resposta: Por que cremos única e exclusivamente na Bíblia? Porque direta e indiretamente a própria Bíblia nos exorta a isso. Por favor, leia primeiro o Salmo 119, onde podemos ver a singularidade da Palavra de Deus. Depois disso, peço-lhe que reflita orando em espírito nas passagens bíblicas abaixo:

Paulo escreve, por exemplo, a Timóteo: “E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Tm 3.15-16).

Segunda Pedro 1.19-21 nos revela em que consiste a diferença entre a Bíblia e outras fontes: “Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações; sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” O próprio Senhor aponta para a segurança e infalibilidade da Palavra de Deus: “Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18).

E Ele diz, ainda: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39).

Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo enfatiza que a Bíblia não é palavra humana, mas Palavra de Deus: “Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e, sim, como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” (1 Ts 2.13).

Finalizando, lembremos o conteúdo extremamente importante de João 1.1-4: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele…” E o versículo 14: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

Quem menospreza a Palavra de Deus e a coloca no mesmo nível de outras “fontes de revelação” mostra que despreza a Palavra (o Verbo) que se fez carne: Jesus Cristo!

Fonte: Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 1997. Fonte: http://www.sbb.org.br

 

Anúncios

Máquina do Tempo – Por Robson Mauricio de Oliveira

Desde os primórdios da humanidade, o homem tem registrado suas ações, suas descobertas, sua cultura e tudo que está à sua volta, e uma das formas de armazenamento de informações são os livros históricos, que relatam a evolução de um povo através dos tempos. Um exemplo fidedigno de livro histórico é a Bíblia Sagrada, que tem em suas páginas a história cronológica desde a fundação da Terra até o surgimento de Jesus Cristo, centralizando em sua literatura a descendência de Abraão, Isaque e Jacó, vindo destes um povo numeroso com uma história grandiosa. A Bíblia além de um conteúdo salvífico e uma dimensão espiritual real e indubitável, nos traz fatos históricos, políticos e culturais. Fazendo uma análise criteriosa nas escrituras, é fácil a identificação de uma cronologia sistemática de seus livros e personagens; e a este fato relevante, direcionaremos este estudo, situando cronologicamente os livros e personagens do Antigo Testamento.

Aparentemente, quando lemos a Bíblia na ordem da compilação ocidental e não prestamos a devida atenção, poderemos pensar que no início do cativeiro babilônico, entra em cena o personagem Esdras, pois no final do livro de “I Crônicas”, inicia-se o domínio babilônico, e logo depois, aparece o livro de “Esdras”; mas Esdras aparece na história, somente no domínio Medo-Persa, que é o império que derrubou o babilônico. Também neste pensamento errôneo, podemos pensar que “Jó” foi contemporâneo de “Ester”, pois logo após este livro, Jó apresenta seu testemunho; mas se estudarmos a cronologia bíblica, veremos que Jó provavelmente viveu na mesma época dos patriarcas, e Ester foi contemporânea de Esdras. Uma pergunta surge então: Por que esta ordem foi estabelecida? A ordem dos livros da Bíblia adotada por nós no ocidente, é herança da “Vulgata Latina de Jerônimo” que por sua vez herdou da Septuaginta, e estas versões não utilizaram o critério cronológico, mas sim a classificação em grupos, a saber: Lei, Históricos, Poéticos e Profetas, e estes não respeitam o fator cronológico. Agora para você que nunca entendeu o momento em que cada personagem bíblico viveu e quem foi contemporâneo de quem , ou ainda, quando e em que âmbito Sofonias, Oséias, Miqueias, profetizaram por exemplo, seguem-se duas tabelas que mostrarão a ordem cronológica dos livros do antigo testamento. A primeira (Tabela histórica), mostra os livros datados de 4000 a 397 A.C, a Segunda mostra a (Contextualização dos profetas), e apresenta como base o livro de I e II Crônicas e situa entre seus capítulos os profetas de 1047 a 587 A.C.

Comece agora mesmo a ler a Bíblia na ordem cronológica e sinta-se entrando numa máquina do tempo e voltando aos tempos do antigo testamento, você verá: o Senhor criando todas as coisas, verá a escolha de um homem e por conseguinte a de um povo; verá as vitórias deste povo, os cativeiros e a recuperação da sua identidade, também os profetas atuando no tempo dos reis de Israel, e o mais importante, verá o agir de Deus nos Primeiros quatro mil anos de existência do homem e a maneira Dele se mostrar como único Deus e salvador da humanidade, ou seja, você só ganhará ao ler a palavra de Deus, tanto espiritualmente, quanto em firmeza histórica ao lê-la cronologicamente. Dê um clique sobre a tabela que ela abrirá em tamanho grande pra você ver melhor. Boa leitura!

                                                                                                                                                                                                                                                                       Robson Mauricio de Oliveira

Os piores erros, contradições e falhas da Bíblia

Os erros, contradições e falhas da Bíblia

 Muitos gostam de enfatizar em discussões os supostos erros da bíblia.

Pois bem, a estas pessoas cujas vidas são uma constante indagação, fizemos o favor de relacionar alguns dos piores erros da Bíblia. amor infalível de Deus.

o primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;
o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;
e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos… porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições

Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
Ela contradiz o seu pecado e o meu.

A Bíblia está CHEIA de falhas

Porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes;
assim foi com a falha de Adão;
com a falha de Caim;
e a de Moisés;
bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.

Mas Ela é também o relato do

Deus não ESCREVEU a Bíblia

Para pessoas que querem jogar com as palavras;
para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem faze-lo para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia pelas mesmas razões que outros homens têm descartado através da historia, por grande ignorância à sua verdadeira mensagem e conteúdo.
O homem no seu caminho de rebelião contra Deus o homem está indo de mal a pior sem se voltar a Deus pelo texto da Bíblia

Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:

Para milhares que não se arriscam a ser  honestos consigo mesmos e com Deus; para os que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto; para os que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são, os ensinamentos da Bíblia são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito.

A Bíblia é a carta magna de DEUS, o mais claro caminho para se conhecer o Criador, lâmpada para os teus pés conforme salmos 119,105 a única verdade conforme João 17,17 e você pode ENTENDER e CONFIAR no que a Bíblia diz ou encarar face a face o seu AUTOR no juízo final!

 

Frases sobre Bíblia

Leia a Biblia

Frases sobre Bíblia

“A bíblia é uma janela neste mundo-prisão, através da qual nos é possível divisar a eternidade.” (Timoty Dwight)

“A Bíblia vale a soma de todos os outros livros que já se imprimiram.”
(Patrick Henry)

“A Bíblia nos ensina a amar o próximo e também a amar nossos inimigos provavelmente porque eles são, em geral, as mesmas pessoas.”
(Mark Twain)

“Eu acredito que a Bíblia é a melhor dádiva que Deus deu à humanidade. Todas as coisas boas do Salvador do Mundo nos são ditas através deste Livro.” (Abraham Lincoln)

“É minha fé na Bíblia que me serviu de guia em minha vida moral e literária. Quanto mais a civilização avance, mais será empregada a Bíblia.”
(Immanuel Kant)

“A Bíblia não é somente um grande livro de referências históricas, mas é também um Guia para a vida diária, e por esta razão eu a respeito e amo.”
(Hailé Selassié)

“A Bíblia tem sido a carta magna dos pobres e oprimidos. A raça humana não está em condições de dispensá-la.” (Thomas Huxley)

“Eu amo a Bíblia, eu leio-a todos os dias e, quanto mais a leio tanto mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo, não compreendo tais pessoas, mas, eu a amo, amo a sua simplicidade e amo as suas repetições e reiterações da verdade. Como disse, eu leio-a quotidianamente e gosto dela cada vez mais.” (D. Pedro II)

“A alma jamais pode vaguear sem rumo, se tomar a Bíblia para lhe guiar os passos.” (Napoleão Bonaparte)

“Um bom conhecimento da Bíblia vale mais do que uma educação superior. Quase todas as pessoas que com o trabalho de suas vidas acrescentaram algo para o conjunto das realizações humanas… basearam o seu trabalho grandemente nos ensinamentos da Bíblia.” (Theodore Roosevelt)

“É impossível escravizar mental ou socialmente um povo que lê a Bíblia. Os princípios são os fundamentos da liberdade humana.” (Dorace Greeley)

“Que o homem progrida quanto quiser, que todos os ramos do conhecimento humano se desenvolvam ao mais alto grau, coisa alguma substituirá a Bíblia, base de toda a cultura e de toda a educação.” (Immanuel Kant)

“Tão grande é a minha veneração pela Bíblia que, quanto mais cedo meus filhos começam a lê-la, tanto mais confiado espero que eles serão cidadãos úteis à pátria e membros respeitáveis da sociedade. Há muitos anos que adoto o costume de ler a Bíblia toda uma vez por ano.” (John Quincy Adams)

“O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossa vida e em nossos pensamentos. Faço esta declaração, solenemente, baseado na experiência de cinqüenta e quatro anos.”
(George Müller)

“A maioria das pessoas se preocupam com passagens da Bíblia que não entendem, mas as passagens que me preocupam são as que eu entendo.” (Mark Twain)

“Livro de minha alma aqui o tenho: é a Bíblia. Não o encerro na biblioteca, entre os de estudo, conservo-o sempre à minha cabeceira, à mão. É dele que tiro o pão para a minha fome de consolo, é dele que tiro a luz nas trevas das minhas agonias.” (Coelho Neto)

“Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana.” (Isaac Newton)

“A Bíblia é o mais poderoso instrumento que o pregador pode ter. Com ela falo com confiança à mais sofisticada ou mais degradada ou mais incrédula das pessoas.” (H. M. S. Richards)

“Em todas minhas perplexidades e angústias, a Bíblia nunca deixou de me dar luz e forças.” (Gen. Robert E. Lee)

“Se souberes toda a Bíblia exteriormente e as palavras de todos os filósofos, a que serviria tudo isso sem o amor e a graça de Deus?” (Tomás de Kempis)

“Não existe nenhum livro que tenha tanta variedade como a Bíblia, nenhum que tenha tanta sabedoria concentrada. Quer se trate de lei, negócios, moral, etc., quem busca orientação pode olhar dentro de suas capas e encontrar luz.” (Herbert Hoover)

“A Bíblia não é um livro qualquer, mas sim uma Criatura Viva, com um poder que conquista tudo que se opõe a ela.” (Napoleão Bonaparte)

“A Bíblia traz o selo distintivo de sua origem, e uma distância incomensurável a separa de todo competidor.” (William E. Gladstone)

“Que felicidade a Bíblia proporciona àqueles que acreditam nela! Que maravilhas admiram aqueles que refletem nela!” (Napoleão Bonaparte)

“Os teólogos devem ler a Bíblia, mas também os periódicos.” (Karl Barth)

“Em todas as minhas perplexidades e angústias a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor.” (Robert E. Lee)

“É impossível governar perfeitamente o mundo, sem Deus e sem a Bíblia.” (George Washington)

“A Bíblia é um livro para ser acreditado pelo cego e não discutido.”
(Stendhal)

“A esperança total do progresso humano está pendente da influência crescente da Bíblia.” (William Henry Seward)

“A leitura da Bíblia em si, é uma educação.” (Alfred Lord Tennyson)

“Uma pessoa que se privou do conhecimento da Bíblia privou-se da melhor coisa que existe no Mundo.” (Woodrow Wilson)

 

Bíblia – O Código de Ética Divino

 

Bíblia – O Código de Ética Divino  

 

PRINCÍPIOS DA ÉTICA BÍBLICA

O modo de pensar e de agir, com base na ética cristã, tem amplo respaldo na Bíblia Sagrada. E dá lugar à definição de alguns princípios ou parâmetros éticos, que são bem claros e objetivos. Estes são diferentes dos princípios da sociedade sem Deus, os quais são inconsistentes, variáveis, mutantes, e acima de tudo relativistas. Até mesmo as leis, que deveriam servir de fundamento para a conduta do indivíduo, elas variam conforme o tempo, a época, os costumes, as inovações, e tudo o que mudar no meio social.

1. O PRINCÍPIO DA FÉ 

S. Paulo, o apóstolo dos gentios, dizia: “Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Rm 14.22,23).

Neste texto, vê-se a ênfase na fé ou na convicção do crente diante de Deus, quanto ao que ele faz ou deixa de fazer. Ele não precisa recorrer a paradigmas humanos ou lógicos para posicionar-se quanto a atos ou palavras. Se tem dúvida, não deve fazer, pois “tudo o que não é de fé é pecado”. E se não tem dúvida, pode fazer tudo o que aprova? Depende. Não é só uma questão de aprovar ou não aprovar. Alguém pode aprovar algo, e fazer, por entender que é de fé. A fornicação está liberada na sociedade. O governo aprova. Os professores materialistas a aprovam; grande parte dos pais aprova o sexo antes do casamento; aliás, muitos nem aprovam o casamento. Mas a ética bíblica diz que é pecado. Seria por fé que um jovem cristão se entregaria à fornicação? Certamente, não. A Bíblia diz: “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22; Sl 119.9; Ec 12.1,2).

2. O PRINCÍPIO DA LICITUDE E DA CONVENIÊNCIA

Na primeira carta aos coríntios, vemos Paulo ensinar: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Co 6.12). Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm” (1 Co 10.23a). 

Esse critério orienta o cristão a que não faça as coisas apenas por que são lícitas, mas porque são lícitas e convêm, à luz do referencial ético que é a Palavra de Deus. Há quem entenda esse princípio, argumentando que se podemos fazer algo, é porque isso é lícito. À luz da ética cristã, não é bem assim que se deve argumentar. Primeiro, diante de uma atitude ou decisão a tomar, é preciso indagar, se tal comportamento está de acordo com a Palavra de Deus, se tem apoio nas Escrituras. Há crentes que têm o costume de tomar vinho em suas casas; há outros que tomam cerveja de vez em quando; há os que tomam champanhe nas festas de casamento. É lícito? Há quem responda que sim. Mas, à luz da Bíblia, não convêm. Por quê? Por que, tomando bebida alcoólica, o crente está contribuindo para a indústria da bebida alcoólica, que é uma das maiores responsáveis pelos acidentes no trânsito e mortes por homicídio, em todo o mundo. Essa é apenas uma das razões, mas existem muitas outras. 

3. O PRINCÍPIO DA LICITUDE E DA EDIFICAÇÃO 

Diz a Bíblia: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (1 Co 10.23b). 

Com base neste texto, não basta que alguma conduta ou proceder seja lícito, mas é preciso que contribua para a edificação do cristão. É um princípio irmão gêmeo do anterior. A ênfase aqui é na edificação espiritual de quem deve posicionar-se ante o fazer ou não fazer algo.3

Infelizmente, entre as pessoas que mais dão audiência para programas perniciosos, estão muitos crentes, de todas as igrejas evangélicas. No horário noturno, muitas irmãs, e até seus esposos; muitos jovens, ao invés de ir aos templos, cultuar a Deus, estão diante do televisor, assistindo novelas indecentes, recheadas de satanismo e de prostituição; milhares de crentes postam-se diante da TV, para assistir ao famigerado programa, em que pessoas são confinadas numa casa, para serem acompanhadas em suas reações carnais. 

O índice de audiência é espantoso. As pessoas votam para ver quem vai ser despedido da “experiência” do reality show. Cada ligação telefônica engorda a renda da emissora de TV. É lícito? Para o cristão, cremos que não. Edifica? Muito menos. Pelo contrário. Tal tipo de programação contribui para a destruição dos valores morais, da família e da fé. Diz o salmista: “Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Sl 101.2,3). 

4. O PRINCÍPIO DA GLORIFICAÇÃO A DEUS

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31).

Aqui, temos um princípio ético abrangente, que inclui não só o comer ou o beber, mas “qualquer coisa”, que demande um posicionamento cristão. 

Esse princípio da glorificação a Deus é fundamental em momentos cruciais do comportamento cristão. Tenho orientado a juventude quanto ao comportamento a ser seguido pelo jovem cristão, por exemplo, no namoro. É grande a pressão do Diabo e da carne, para a prática do sexo antes do casamento. E há muitas pessoas, inclusive pastores, que preferem fechar os olhos, e deixar que os jovens pequem, alegando que os costumes mudaram, que não se pode fazer nada, etc. Ensino que, havendo uma pressão para a fornicação, basta o jovem ou a jovem indagar: “Posso fazer isso para a glória de Deus?”A resposta, obviamente, será não, se o jovem tiver um mínimo de temor a Deus, e respeito à sua palavra.

Diz Paulo: “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22). 

Assim, qualquer atitude ou decisão a tomar, em termos morais, financeiros, negócios, transações, etc., tudo pode passar pelo crivo do princípio da glorificação a Deus, e o crente fiel, na direção do Espírito Santo, saberá responder sem maiores dificuldades.5

5. O PRINCÍPIO DA AÇÃO EM NOME DE JESUS

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3.17).

A condição do crente para realizar ou deixar de realizar algo decorre da autoridade que lhe foi conferida pelo Nome de Jesus. Assim, quando o cristão se vê na contingência de tomar uma decisão, de ordem espiritual, ou humana, pode muito bem concluir pela ação ou não, se puder realizá-la no nome de Jesus, conforme orienta o apóstolo Paulo aos irmãos colossenses.6

Suponhamos que um irmão é tentado a adulterar com uma mulher, amiga sua. Se ele se descuidar, não vigiando e orando, poderá cair. Mas, se diante da proposta diabólica, indagar: “Posso fazer isso ‘Em nome do Senhor Jesus?’” É lógico que, se ele tiver um pouco de temor a Deus, jamais irá fazer algo pernicioso em nome de Jesus. 

6. O PRINCÍPIO DO FAZER PARA O SENHOR.

“E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23). 

Na vida cristã, surgem verdadeiras armadilhas, como testes para a fé e a convicção do servo de Deus. Um exemplo marcante do desrespeito aos princípios éticos, tem sido anotado, com relação à conduta de certos políticos evangélicos, em câmaras municipais, em assembléias legislativas e até no Congresso Nacional. Em momentos críticos, em que a nação exigia um posicionamento sério, ante as injustiças e a corrupção, houve casos em que certos políticos crentes ficaram ao lado daqueles que não atendiam aos legítimos interesses do povo, e muito menos do povo evangélico. Em troca de favores, de emissoras de rádio, de verbas públicas, de cargos públicos, houve casos em que cristãos agiram para agradar aos homens e não ao Senhor. Isso é antiético e anticristão.

Esses homens esquecem-se do que fez Daniel, na Babilônia, quando manteve sua fé e conduta, diante de Deus, permanecendo em oração, mesmo sob a ameaça de uma lei injusta, elaborada pelos homens ímpios e invejosos. Preferiu ir para a cova dos leões, confiando no Deus Todo-poderoso, do que se encurvar à vontade de homens maus. Todos sabemos a história desse homem de Deus, que foi um modelo de integridade moral e espiritual, ao lado dos três jovens Hananias, Misael e Asarias. Estes, preferiram ser lançados na fornalha de fogo ardente, aquecida sete vezes mais, a se encurvarem diante dos ídolos e dos homens.7 

 

7. O PRINCÍPIO DO RESPEITO AO IRMÃO MAIS FRACO

“Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. Pelo que, se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” (1 Co 8.9-13).

No texto bíblico acima, vemos que o apóstolo ensinava sobre os que comiam coisas sacrificadas aos ídolos. S. Paulo diz que os mesmos tinham “fraca consciência” e que os que têm ciência, sentando-se à mesa no templo dos ídolos, podem induzir o que é fraco a pecar. “E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu… ferindo a sua fraca consciência, e pecando contra Cristo” (ênfases minhas). Desse texto, podemos tirar várias lições para a vida do cristão em relação aos outros irmãos mais novos na fé, ou mesmo antigos, que têm consciência fraca. O apóstolo chega ao extremo de dizer que se pelo manjar que come, um irmão se escandaliza, nunca mais haveria de comê-lo.

Na classe de novos convertidos, tenho visto irmãos, bem novos na fé, escandalizados com crentes antigos, que praticam coisas que não agradam a Deus. Com certa dificuldade, procuro mostrar-lhes que, no meio da igreja local, há o “trigo”, que são os crentes fiéis, santos e cumpridores da Palavra. E há o “joio”, que são os crentes desobedientes, que não têm compromisso com Deus. Ver Romanos 8.13-20.

8. O PRINCÍPIO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS.

“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos ide comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.10-12).

Jesus, em seu ministério terreno, chamou a atenção para a prestação de contas, por ocasião de sua vinda em glória: “Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras” (Mt 16.27). Obras falam de atitudes, de comportamento, de ação. Em termos da ética cristã, não há dúvida de que cada pessoa prestará contas a Deus, no seu tribunal divino, do que fizer ou deixar de fazer. Isso em relação à prestação de contas futura, em termos escatológicos. Entretanto, aqui mesmo, nesta vida, há muitos de quem Deus tem cobrado a prestação de contas antecipadamente por causa de seus atos pecaminosos, e há, também, aqueles a quem o Senhor tem galardoado pelas suas boas obras ou atitudes.

Diz a Bíblia: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos ide fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.7-10).9 

9. O PRINCÍPIO DO EVITAR A APARÊNCIA DO MAL

“Abstende-vos de toda aparência do mal” (1 Ts 5.22).

A aparência do mal pode prejudicar a reputação de um servo de Deus. 

A Bíblia, em sua sublime sabedoria, adverte o cristão para que tome cuidado não só com o mal, mas com sua aparência.

O perigo em desrespeitar esse princípio reside no fato de se correr o risco de que alguém, imprudentemente, possa confundir a atitude de um servo ou serva de Deus, espalhando boatos inverídicos. Quando isso acontece, mesmo que haja um esclarecimento posterior, a pessoa torna-se alvo de críticas e insinuações malévolas que, uma vez espalhadas, são como penas que se soltam ao vento. Fáceis de se espalhar; difíceis de serem recolhidas.

 

Transcrito do comentário de Elinaldo Renovato de Lima por Pr. Luiz Antonio.

 

 

A origem do dia da bíblia.

A origem do dia da bíblia.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento – celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

 

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

A Inerrância da Bíblia

 

“E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12).

 

A Bíblia, em sua essência, é a Palavra de Deus; não contém erros de qualquer natureza, graças à sua plena inspiração, sob supervisão do Espírito Santo. Essa é uma declaração irrefutável. Não pode ser posta em dúvida. Os descrentes querem, a todo o custo, apontar erros nos textos bíblicos. No entanto, como se trata de um Livro de natureza espiritual, inspirado por Deus, não pode conter erros, em seu conteúdo. Pode haver falhas nas traduções, nas interpretações ou na sua apresentação gramatical, visto que, foi escrita em linguagem antiga, no hebraico e no grego, além de expressões breves no aramaico, é possível observar-se algumas falhas em termos de grafia ou de tradução.

Porém, as possíveis falhas, dificuldades de tradução, ou de interpretação, jamais podem ser consideradas como indicativas de erro na mensagem bíblica. Menos de 1% dos “erros” encontrados nos manuscritos, são falhas na transmissão da mensagem, e não afetam a integridade da Palavra de Deus. Deus disse a Jeremias: “Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12b).

Nos primórdios da reunião dos livros da Bíblia, houve um processo meticuloso, em termos de seleção das fontes originais, ou dos autógrafos, que deram origem aos textos da Bíblia. Assim, podemos afirmar com toda a segurança que, quando em conformidade com os manuscritos originais, a Bíblia não tem erros em seus textos.

De maneira especial, Deus transmitiu sua vontade aos homens. E o fez através da mensagem escrita, para que ninguém pudesse alegar possíveis falhas, que poderiam ocorrer na transmissão oral, ao longo dos séculos. E, nesse processo de transmissão escrita, de modo inspirado, a Bíblia merece toda confiabilidade e reconhecimento de sua veracidade. Ela é inerrante, ou seja, não contém erros em seu conteúdo, em suas mensagens, em seus propósitos.

Certo escritor, em sua vaidade, resolveu ler a Bíblia, com o objetivo de mostrar que ela estaria cheia de erros e contradições. Seria para ele o ápice de sua sabedoria humana. No entanto, após folhear e ler a Bíblia, acabou verificando que, em vez de descobrir os erros em suas páginas, estas sim, abriram-se qual espelho da alma e mostraram seus erros e pecados. As palavras escritas, mesmo na Bíblia, podem sofrer alguma alteração lingüística, a ponto de apresentar possíveis distorções ou discrepâncias. Mas a Bíblia, enquanto Palavra de Deus, como “espírito e vida” (Jo 6.63), não contém qualquer erro ou falha.

Em lugar de conter erros em sua mensagem fundamental, da parte de Deus para o homem, a Bíblia se constitui num código de fé, ética e prática, indispensáveis ao ordenamento da vida humana, tanto em termos espirituais, pessoais, como sociais, familiares, profissionais, de conduta, e em todos os aspectos. Diz o salmista: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

 

I – REQUISITO INDISPENSÁVEL DA INERRÂNCIA BÍBLICA

 

1. CONCEITUAÇÃO

 

Inerrância é a qualidade de quem é inerrante, ou que não comete erros. “Que não pode errar; infalível”. As mensagens dos homens, em toda a História, têm sido criticadas, e até desprezadas, por se constatarem falhas ou erros em seu conteúdo. Tais mensagens não podem reivindicar inerrância. Até mesmo as ciências, fundamentadas em dados e informações, obtidas a partir de pesquisas, e evidências empíricas, têm suas falhas ou erros. Mas a Palavra de Deus, consubstanciada na Bíblia Sagrada, não pode conter erros, ou seja, ela é inerrante.

 

2. INERRÂNCIA E INFALIBILIDADE

 

O conceito de inerrância bíblica está associado ao conceito de infalibilidade. A Bíblia não contém erros. Como é a Palavra de Deus, Ela é infalível. Diz Pedro: “Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe 1.24b,25a). O verbo permanecer, no texto, tem o sentido de não se abalar, não mudar, não sofrer alteração. A Bíblia não é como a falsa teoria da evolução. Esta fundamenta-se nas premissas falsas e equivocadas, do naturalista Darwin.

No livro “Origem das Espécies”, do materialista Charles Darwin, há expressões de dúvida, a ponto de o seu autor dizer “se a minha teoria estiver certa; talvez; pode ter havido” São expressões que revelam dúvida, incerteza, no domínio das hipóteses, que são aceitas, infelizmente, sem questionamento sério. Na Bíblia, no entanto, não encontramos qualquer expressão de dúvida, incerteza, ou insegurança, por parte do seu autor ¾ Deus.

O Livro Sagrado já começa com a expressão “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

A infalibilidade da Bíblia decorre do fato de ser um livro de origem divina, pela inspiração e revelação do Espírito Santo; e por ser um livro cuja mensagem, em termos de história, profecia, e escatologia, têm a supervisão divina. Diz a Palavra: “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.12). A Bíblia é infalível porque é Deus quem garante sua veracidade e cumprimento. Deus vela por Ela. Ainda que, por permissão do próprio Deus, há tantos adversários da Bíblia, o Senhor vela para que a mensagem bíblica se cumpra de modo cabal e perfeito. Deus, Soberano do universo, tem o pleno controle dos fatos e dos homens, de tal forma que, queiram ou não, os acontecimentos confirmam as afirmações e previsões, constantes da Bíblia. A inerrância é condição indispensável para que a Bíblia seja infalível.

Para o homem herege, ateu, materialista, tais razões não fazem sentido. E isso é natural. A Bíblia acentua a incapacidade de o homem natural não absorver a mensagem de Deus. Diz Paulo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14). Para o homem espiritual, no entanto, a Bíblia é objeto do seu amor e reflexão. “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97)

             

II – RAZÕES DE SUA INERRÂNCIA

 

1. SUA AUTORIA DIVINA

 

Não se pode avaliar a quantidade de livros, revistas, jornais, artigos e matérias, escritos pelo homem, ao longo da História, desde que surgiu a imprensa, no Século XVI. Milhões de autores e escritores têm expressado seus pensamentos. Diz a Bíblia: “E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne” (Ec 12.12). Mas os autores humanos são sempre falhos. Porém, o autor espiritual da Bíblia, que é Deus, jamais falhou. Diz a Palavra: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 23.19) No meio dos milhões de textos, escritos pelo homem, há verdades e mentiras; há mistificações, enganos, equívocos e até distorções propositais da verdade, pela manipulação dos fatos e das idéias. No entanto, Deus, o Autor da Bíblia, não mente. Nem se arrepende. Quando encontramos na Bíblia, textos que dão a idéia de que Deus se arrependeu (Gn 6.7; 1 Sm 15.35; Am 7.3), devemos entender que Deus muda de planos, em função de atos ou ações errôneas do próprio homem, e não de sua parte. Deus não fez nem faz nada errado.

 Quando Ele diz, faz; quando Ele fala, confirma. Quando Ele faz, ninguém, a não ser com sua permissão, pode mudar o que Ele determinou. Ele é “o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7). O autor da Bíblia não muda: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17). A autoria divina da Bíblia, para o cristão verdadeiro, garante sua inerrância e infalibilidade. É objeto de sua fé. Às vezes, essa fé atinge feição radical. Lembro-me de, quando estava lecionando na universidade, fui abordado por um professor e advogado muito conhecido na cátedra e na comunidade. Ele era ateu positivista, adepto das idéias de Augusto Comte; materialista e admirador de Darwin. E me disse: “Professor, eu não entendo vocês, os crentes. Há evangélicos que são tão extremistas, que uma senhora, de sua igreja, que trabalha em minha casa, fez uma afirmação absurda, que nos faz até rir. Eu lhe indaguei se ela cria, realmente, que a baleia havia engolido Jonas. Ela respondeu que sim. Mas eu lhe expliquei que a garganta da baleia é tão estreita que não permite passar um homem. Só podem passar por ela pequenos peixes. Ela parou, me escutou, e respondeu: ¾ ‘Professor, se a Bíblia disser que Jonas engoliu a baleia, ainda assim eu creio nela!’” Na sua simplicidade, aquela humilde serva de Deus procedeu de acordo com a Bíblia, que diz: “Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos” (Pv 26.5).

Mas o cristão consciente e fiel aos ensinos da Bíblia, pode e deve argumentar com toda a segurança sua convicção na inerrância e infalibilidade do Livro Sagrado. Diz Paulo que devemos oferecer a Deus o “culto racional” (Rm 12.1), ou seja, uma crença e uma adoração que tem razão de ser; que tem muitas razões de ser, na verdade. Devemos crer, como Lutero: “Quando as Escrituras falam, Deus fala”. É um postulado da fé. Ou a Bíblia é inerrante ou Deus não existe. Pois toda a sua mensagem, do primeiro ao último livro, parte do princípio sagrado da existência do Ser Supremo que criou todas as coisas, a vida, e os seres vivos, incluindo o homem, e resolveu transmitir ao ser criado a sua vontade soberana, através da mensagem escrita, em livros que, durante 1600 anos, foram reunidos na Bíblia. Com fé inabalável (Sl 125.1), cremos que Deus existe e fala conosco, os crentes, e para os homens, através da Bíblia Sagrada.

 

2. OS ESCRITORES HUMANOS — “HOMENS SANTOS DE DEUS”

 

A mensagem bíblica tem origem em Deus, o Autor divino. Mas com exceção do Decálogo, escrito pelo próprio dedo de Deus nas tábuas de pedra e entregues a Moisés (Êx 31.18), os demais textos, reunidos em livros no Antigo e no Novo Testamentos, foram escritos por homens. Sendo assim, dizem os críticos da Bíblia: “Os homens escreveram de sua própria mente, e cometeram muitos erros”.

Porém, de acordo com a Bíblia, os escritores dos Livros Sagrados não escreveram de sua própria cabeça, o que bem entendessem. Se assim o fosse, não teriam registrados certos fatos, muitas vezes comprometedores e constrangedores para eles. Qual seria o escritor, ou autor, que escreveria que um irmão estuprou a irmã; ou que um rei, que era tão querido por Deus, adulterou com uma Senhora, e mandou matar seu marido? Um autor humano poderia, sem qualquer problema, omitir tais fatos. No entanto, a Bíblia registra fatos como esses, como foi o caso de Amnon, filho de Davi, que cometeu o crime de estupro contra sua irmã, Tamar; e Davi, homem de Deus, num momento de falta de oração e vigilância, deixou-se levar pelos sentidos, e adulterou com Bate-Seba, esposa do general Urias (ver 2 Sm 11.3-5; 13.1-14). Na verdade, muitos dos que cometeram atos vergonhosos não escreveram nada. Outros, usados por Deus, relataram e escreveram os livros que contém tais fatos.

Os homens que escreveram os livros da Bíblia, considerados autores humanos, na verdade, a rigor, nem poderiam ser chamados de autores, mas sim de escritores sagrados. Moisés, Josué, Samuel, Davi, Neemias, Esdras, Jó, Salomão, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, no Antigo Testamento, foram homens, que escreveram sob a inspiração e/ou revelação da parte de Deus, iluminados pelo Espírito Santo. Eles escreveram mensagens inspiradas para o povo de Israel, para muitas nações, e para sua época, bem como para tempos escatológicos.

De igual forma, os escritores-autores dos livros do Novo Testamento, como Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, o desconhecido autor aos Hebreus, Tiago, Pedro e Judas, também tiveram a gloriosa experiência de receber de Deus a mensagem divina para a humanidade. Eles não erraram na transmissão da mensagem.

Diz a Bíblia: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). O cristão verdadeiro crê que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. E pode ser confortado com a afirmação bíblica de que os escritores-autores, dos Livros Sagrados, não produziram textos com objetivos comerciais de venda de livros ou de artigos como acontece hoje em todo o mundo. Não. Eles escreveram os textos, quando ainda não havia a imprensa. Os livros, escritos em pergaminhos ou papiros, eram escritos de forma artesanal, à mão. Muitas vezes à luz de lampiões, ou velas. Eram os manuscritos que se tornaram peças de valor inimaginável, ao receber a pena com tinta, transcrevendo a mensagem inspirada por Deus.

Podem os críticos argumentar que as muitas cópias dos manuscritos contêm muitos erros ou discrepâncias, e, por isso, a inerrância da Bíblia estaria prejudicada. Mas “A inerrância é atribuída apenas aos manuscritos originais dos vários livros da Bíblia; não é asseverada a respeito de qualquer cópia específica daqueles livros que sobreviveram até nosso tempo” (grifo nosso).

 

Kenneth S. Kantszer afirmou:

 

É possível sustentar que Deus poderia ter impedido os autores da Bíblia de cometer erros, tirando-lhes a liberdade e a condição de seres humanos; entretanto, os evangélicos jamais afirmaram tal coisa. Antes, a Bíblia é produto totalmente humano, e totalmente divino. Como produto divino, a Bíblia detém autoridade absoluta sobre a mente e o coração dos crentes. Como produto humano, mostra em si mesma todas as características essenciais da composição humana. Sem dúvida, Deus poderia ter-nos dado uma Bíblia escrita na perfeita linguagem do céu; nesse caso, porém, quem a poderia entender? Deus preferiu comunicar-nos sua vontade mediante o canal imperfeito da linguagem humana, com todas as suas possibilidades de má compreensão e má interpretação.

 

III – OS MANUSCRITOS BÍBLICOS

 

O termo “manuscritos” vem do latim, de manus (mão) e scriptus (escrita), ou seja, documento, texto, ou livro, escrito à mão. Antes de haver a imprensa, todos os documentos eram manuscritos. Houve textos, ou livros, escritos à mão em argila, em tabletes, em couro, em metal e em outros materiais. Os manuscritos bíblicos foram escritos em pergaminho ou em papiro. A princípio, os textos foram reunidos em rolos, de difícil manuseio. Depois, foram trabalhados em códices, escritos em “folhas” de casca de árvore, recobertas de cera, utilizando-se estiletes. Por volta do século IV d.C., os códices substituíram os rolos; o papiro foi substituído pelo pergaminho, feito de pele de animais; e, pelo século XII, o papel substituiu o pergaminho.

 

1. OS AUTÓGRAFOS – MANUSCRITOS ORIGINAIS

 

Os manuscritos originais dos textos bíblicos não existem mais. Por razões não compreendidas, os primeiros pergaminhos ou papiros que compuseram os primeiros rolos, em que constavam os livros do Antigo Testamento, não foram preservados. Os estudiosos argumentam que se eles ainda existissem, talvez fossem objeto de idolatria. É provável. Mas sem sombra de dúvida, os manuscritos originais ou os autógrafos, existiram.

E foram eles que deram origem aos manuscritos mais antigos, que chegaram às mãos dos homens que selecionaram os livros da Bíblia, até formarem o cânon sagrado. É importante salientar que a infalibilidade, ou a inerrância da Bíblia, é reivindicada para os manuscritos originais. Se há cópias, é porque houve originais. E estes, tendo sido inspirados por Deus, jamais poderiam conter erros. Cremos que o Espírito Santo atuou na mente dos copistas honestos, de tal forma que não cometessem erros no que tange ao conteúdo espiritual dos textos bíblicos.

 

2. OS MANUSCRITOS MAIS ANTIGOS

 

De forma resumida, indicamos alguns dos manuscritos (MSS)5 mais antigos do Antigo Testamento, escritos em hebraico.

 

1)    Códice dos primeiros e últimos profetas. Data de 895 d.C., escrito por Moses Ben Asher. Inclui os livros de Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; Isaías, Jeremias, Ezequiel, e os Doze.

2)    Códice do Pentateuco. Foi escrito em 916 d.C. Dele constam apenas os “últimos profetas”. Escrito por Arão, filho de Moses Ben Asher, e está arquivado no Museu Britânico, sob o número 4445.

3)    Códice Aleppo. “Contém todo o texto do Antigo Testamento. Copiado por Shelomo Ben Bayaa. Está em Israel, na Universidade hebraica.

4)    Rolos do Mar Morto. Foram descobertos em 1947, nas cavernas de Qumran, por um beduíno. É, sem dúvida, o mais importante achado arqueológico sobre os manuscritos do Antigo Testamento. O MS de Isaías, em hebraico, encontrado na caverna nº 01, tem 95% de concordância com o texto da Bíblia hebraica, como conhecemos. Os 5% de erros, encontrados, não afetam o conteúdo fundamental dos livros da Bíblia”.

 

Existem muitos manuscritos, do Antigo Testamento, e do Novo Testamento, escritos em grego, tais como:

 

1)    O Códice Vaticano “B”. Data do ano 325 d.C. Nele, o Antigo Testamento é cópia da versão grega da Septuaginta.

2)    O Código Sinaítico ou Álefe. Encontra-se arquivado no Museu Britânico. Data de 340 d.C. Foi encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, junto ao Monte Sinai. O Governo inglês o adquiriu dos russos, em 1933, por 510.000 dólares.

3)    O Códice Alexandrino. Encontra-se no Museu Britânico. Data de 425 d.C. Foi escrito em Alexandria, no Egito.

4)    O Códice Efráemi ou “C”. Encontra-se no Museu de Louvre, na França. Data de 345.d.C.

 

Há uma enorme quantidade de manuscritos antigos, que podem ser conhecidos em livros de Bibliologia.

 

IV – FALHAS NA TRANSMISSÃO ESCRITA DA BÍBLIA

 

1. AS FALHAS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS

 

 Os textos bíblicos que conhecemos hoje foram escritos, a princípio, nos manuscritos que eram “rolos ou livros, da antiga literatura, escritos à mão. O texto da Bíblia foi preservado e transmitido mediante os seus manuscritos”. Segundo estudiosos, há, no mundo, 4000 manuscritos da Bíblia, escritos entre os séculos II e XV.

De acordo com Gilberto não há nenhum manuscrito original, “saído das mãos dos escritores”. Os manuscritos, feitos de papiro ou pergaminho, estragaram-se e foram enterrados, como costumavam fazer os judeus, com material que envelhecia. Reis e imperadores, idólatras e inimigos de Deus, faziam questão de destruir tudo o que contivesse a mensagem sagrada. Antíoco Epifânio (175-164 a.C.) não só destruiu Jerusalém, mas deu fim a todas as cópias das Sagradas Escrituras. Possivelmente, Deus permitiu essa destruição dos autógrafos para que não se tornassem objetos de veneração ou adoração, como ocorreu com relíquias sagradas.

Entre os manuscritos em hebraico, do Antigo Testamento. O mais conhecido é o rolo de Isaías, encontrado em Qumran, próximo ao Mar Morto, em 1947, juntamente com diversos outros manuscritos. O rolo de Isaías confirma o conteúdo do livro do profeta, como consta em nossas Bíblias. Há manuscritos em grego, tanto do Antigo como do Novo Testamento.

 

2. OS CUIDADOS NAS CÓPIAS DOS MANUSCRITOS

 

Os manuscritos conhecidos não são originais, mas cópias, elaboradas pelos copistas. Neles, foram constatadas várias falhas, ou erros, apesar das rigorosas regras que eram impostas a esses escribas.

 

O pergaminho tinha que ser preparado de peles de animais limpos; preparados por judeus, sendo as folhas unidas por fios de peles de animais limpos. A tinta era especialmente preparada. O escriba não poderia escrever uma só palavra de memória. Tinha de pronunciar bem alto cada palavra, antes de escrevê-la. Tinha que limpar a pena com muita reverência antes de escrever o nome de Deus. As letras e as palavras eram contadas. Um erro numa folha inutilizava-a. Três erros numa folha inutilizavam todo o rolo.

 

Mesmo assim, os estudiosos, principalmente os críticos, registraram diversos erros na transcrição das cópias das cópias, derivadas dos manuscritos originais. A análise dos manuscritos é objeto dos críticos textuais.

Porém, os erros encontrados nas cópias dos manuscritos, e passados para as traduções, ou versões, dos textos bíblicos, chamados de “variantes textuais”, quando analisados à luz do contexto geral da Bíblia, não comprometem o valor da mensagem sagrada, nem se constituem motivos para descrer na inerrância da Bíblia. A troca de uma letra, numa palavra, poderia causar confusão quanto a seu sentido. Há dois tipos de erros: intencionais (o copista procurava adaptar o texto a outro, e até forçar algum tipo de acomodação doutrinária; e não intencionais (omissão de letras, erros de memória, má iluminação do ambiente, e outros).

Alguns dos erros mais comuns, encontrados nas cópias dos manuscritos, são: Haplografia, quando o copista deixava faltar uma letra, em uma palavra; ditografia, quando o escriba, já idoso, pedia a alguém para ajudá-lo, ditando as palavras do manuscrito, e o copista repetia letras ou palavras; este erro podia ser cometido, mesmo sem a ajuda de uma segunda pessoa; metátese, quando, pelo sono, ou cansaço, o copista invertia duas letras ou palavras. Por isso, vêem-se, em traduções diferentes, expressões aparentemente discrepantes. Por exemplo: Em Mateus 19.24, num manuscrito, há a expressão kamelos, que significa corda, cabo que prende o navio, passando pelo fundo de uma agulha, como ilustração para a dificuldade dos que amam as riquezas entrarem no céu; em outro manuscrito, a palavra traduzida é kamêlos, referindo-se ao animal. Qual o erro? Meramente de grafia. Mas não há erro fundamental no texto. Jesus quis mostrar que é muito difícil um rico, avarento, amante das riquezes, ter condições de ser salvo. Só isso.

  • Quando isso acontece, o leitor cristão, com humildade, entende que há um erro material, na tradução, mas jamais aceitará que se trate de um erro no conteúdo, na substância, na essência, ou na mensagem que a Bíblia quer nos transmitir. Basta comparar com a finalidade do texto, do livro, ou de toda a Bíblia, e verá que o Deus amoroso para com seus filhos jámais deixaria que algo confuso perturbasse sua fé. Diz a Bíblia: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.33).

No Novo Testamento, que é a porção do Livro Sagrado mais atacada pelos críticos da autencidade da Bíblia, foram localizadas, nos manuscritos, mais de 200.000 variantes textuais, ou “erros”. Nessa gama de falhas, há casos de apenas a troca de uma letra (e há milhares de casos assim), e é considerada como erro. No entanto, a análise cuidadosa de cada uma mostrou que, só em 10.000 trechos (2,5%) há falhas consideradas triviais.

 

  • Não basta afirmar que a Bíblia é o livro mais preservado, que sobreviveu desde os tempos antigos, mas lembremos também que as variantes de certa importância representam menos da metade de 1% de corrupção textual, e que nenhuma dessas variantes influi em alguma doutrina básica do cristianismo.

 

Quando a alta crítica textual diz que há milhares de variantes, dá a impressão de que a Bíblia é um livro cheio de erros, e não pode ser inerrante. A análise criteriosa, desses erros (“de certa importância”), no entanto, demonstra sem paixão, que eles constituem apenas menos de 0,5% de todo o conjunto da imensa e maravilhosa biblioteca divina, constituída de 66 livros, em mais de mil capitulos e milhares e milhares de letras! Cumpre-se o que Jesus disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

Como existem 5000 manuscritos do Novo Testamento, e cerca de 9000 versões e traduções, pode-se afirmar, com segurança, que o texto bíblico não contém erros fundamentais, que comprometam seu conteúdo. Pesquisadores sérios, como “Westcott e Hort, Ezra Abott, Philip Schaff e A.T. Robertson avaliaram com o máximo cuidado as evidências e chegaram à conclusão de que o texto do Novo Testamento tem pureza superior a 99%”! Essa avaliação apenas confirma o que a Bíblia diz a respeito de si mesma: “Toda palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele” (Pv 30.5).

Essa pureza que permeia os textos da Bíblia é algo extraordinário. Como livro (versão em português), que contém 66 livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, 773.692 palavras e 3.566.480 letras, serem encontrados menos de 0,5% (meio por cento) de falhas significativas é algo que corrobora a inspiração de Deus, quanto ao conteúdo original da transmissão de sua Palavra, ao homem, e o cuidado do Espírito Santo no trato com os que se encarregaram de compilar os textos, os manuscritos, e suas cópias, para formar o cânon bíblico.

Só o Decálogo não teve erros, porque foi escrito pelo dedo de Deus. A partir de Moisés, outros escritores vieram, mas foram suscetíveis de cometer erros, na transmissão da mensagem, em termos materiais, ou seja, na tradução das palavras ou na forma de escrever.*

 

  • Transcrito na integra do texto de Elinaldo Renovato de Limas por Pastor Luiz Antonio
  • Este texto foi extraído do livro Deus e a Bíblia – obra que acompanha as lições bíblicas do trimestre.