Palmas das mãos ou palmas nas mãos?

Ap. 7,9. “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos”.

“…eis aqui uma grande multidão…” Esta multidão de “todas as nações”, com palmas nas mãos não deve ser confundida nem com a Igreja nem com Israel. Este grande ajuntamento de almas são conforme disse um dos anciãos a João os que vieram da grande tribulação: Ap. 7. 13,14.  “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”.
O capítulo 6. 9 deste livro relata que os mártires da Grande Tribulação encontram-se “debaixo do altar”, aqui, porém, a cena mudou, e eles se encontram “diante do trono e perante o Cordeiro”. Porém, as vestes são as mesmas (6.11 e 7.9).
“…com palmas nas suas mãos”. De acordo com a simbologia profética das Escrituras, as palmas (folhas de palmeiras) simbolizavam vitória e paz. Esta é  a interpretação que podemos depreender da passagem de (Jo 12.12-13), quando entrou em Jerusalém o Príncipe da Paz . Os romanos usavam a folha de palmeira, como um símbolo de vitória. Nesse sentido também podemos pensar que Israel estivesse comemorando sua vitória e libertação do jugo romano com o próprio símbolo romano (A PALMA) já que naquele momento entrava em Jerusalém o “Rei dos judeus”! (João 12.12,13). No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém, tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor.
As palmas ou ramos de palmeiras são citados em caráter cerimonial e festivo (símbolo de alegria) com a festa dos tabernáculos (Lv 23.40), e é curioso observar que esta festa durava “sete dias” (em caráter profético, equivale aos sete anos da grande tribulação). (Lv 23.40; Nm 14.34; Ez 4.6).
No texto em foco, Ap. 7,9, as palmas são dadas em lugar de coroas para simbolizar a vitória daqueles crentes e a paz que desfrutarão no céu, não se trata como muitos pensam das palmas das mãos dos próprios que são citados em Ap. 7,9. Shalon Aleichem – Paz seja convosco,                Pastor   Luiz Antonio.

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