E Pluribus Unum – Dos muitos um somente

E Pluribus Unum – Dos muitos um somente

Gostaria de dedicar algumas linhas a um assunto que ainda não foi e acredito jamais será de todo compreendido pela mente humana: “ A Santíssima Trindade”. Quero pedir ao leitor que se esforce para entender este artigo, não desista caso encontre alguma palavra difícil! Dê ao seu intelecto a chance de entender a maior doutrina e o maior mistério revelado nas escrituras.

O título vem do latim, “E Pluribus Unum – Dos muitos um somente” é proposital, para aguçar a curiosidade do leitor, embora isso possa fazer alguns desistirem logo no prólogo! 

O vocábulo trindade foi usado pela primeira vez por Teófilo de Antioquia em 160 DC e criado exclusivamente para descrever a Divindade, Pai Filho e Espírito Santo. Por essa exclusividade do termo Trindade é que não a aplicamos para definir a constituição tríplice do homem, mas dizemos que Deus é trino e que o homem é tríplice.

 Há uma dificuldade muito grande em conciliar a idéia de três pessoas comungando perfeitamente em uma Divindade, e mais, se é pregado que os três são iguais em poder, se os três são incriados, porque lemos que há Pai Filho e Espírito Santo, já que a relação Pai e Filho passa uma idéia de superioridade por parte de um deles?

Somente a fé cristã pode explicar esta diversidade na unidade e esta unidade na diversidade, pois unicamente na fé cristã há unidade e diversidade na existência. Somente a fé cristã mostra que houve diversidade e unidade na origem do homem, quando lemos “Desçamos e façamos o homem”!

Essa diversidade e unidade estão presentes na trindade UM DEUS UNO que subsiste em diversidade, PAI FILHO e ESPÌRITO SANTO.

E como entender a diversidade que a expressão Pai Filho e Espírito Santo traz sem ferir o conceito de unidade?

A expressão Pai Filho e Espírito Santo traz implícita a idéia de uma hierarquia de funções dentro da Divindade UNA que não prejudica a DIVERSIDADE nem a IGUALDADE da essência, E Pluribus Unum – Dos muitos um somente. Pai, Filho e Espírito Santo no meu entender são funções estabelecidas na atuação para com a humanidade, porém na eternidade Jesus é Deus, O Pai é Deus e o Espírito Santo é Deus, não havendo qualquer diferença entre Eles!

Todo conhecimento de Deus segundo o filósofo Mortimer Adler traz clareza rudimentar e mistério legítimo. E também como disse o Pastor Geziel Gomes um Deus que pode ser compreendido pode ser tudo, menos Deus!

Será que existe uma Triplicidade e uma unidade sem violentar o sentido dessas palavras?

Creio que sim! Quando se trata de Deus é importante entender que Ele transcende a finitude e ainda assim permanece pessoal. Então Deus como pessoa tem seu caráter próprio e sua personalidade, existindo separado do Filho e do Espírito Santo, sendo cada um uma Pessoa, mas que subsistem na mesma Divindade. São três pessoas capazes de estar cada uma por sua vez em um lugar diferente e fazer cosias diferentes não obstante sendo o mesmo Deus. O poder (A Divindade) é que é Uno a pessoa não!

A maior dificuldade das pessoas inclusive de cristãos é crer num Deus pessoal, e até de entender a pessoalidade de Deus. Quando perguntamos às pessoas, você crê em Deus elas dizem “creio em Deus, mas não num Deus que seja uma pessoa. A maioria das pessoas acha que o que está por trás desse misterioso Deus deva ser mais do que uma pessoa. Mas Deus não é só uma pessoa, Deus é pessoa plena. O conceito de personalidade no que se refere a Deus transcende nosso finito entendimento. Ele sendo Deus Todo-Poderoso está em um nível de personalidade infinito que nossa personalidade finita tem dificuldade de entender. 

O dicionário define pessoa como sendo entre outras coisas uma “Individualidade”, ou Toda entidade natural ou moral com capacidade para ser sujeito ativo ou passivo de direito e ainda aquele a quem se fala ou de quem se fala.

É claro que nesse sentido Deus é caracterizado “pessoa” indubitavelmente. A individualidade de Deus é revelada constantemente nas escrituras em passagens como: Genesis 1,1 onde é exibido um ato criativo de Deus. E enquanto Ele cria seu Espírito é citado separado de sua pessoa como se movendo sobre a face das águas. Também Genesis 1,3 revela sua pessoalidade onde vemos que Deus fala, em Genesis 1,7 Ele expressa inteligência dando nomes às coisas criadas.

E quando chegamos a Genesis 1,27 a questão da pessoalidade de Deus parece se definir na expressão “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gên.1, 27. Se somos pessoa e fomos criados à imagem de Deus a lógica nos força a crer que Deus é pessoa também, mas como já disse pessoa num nível ainda não perfeitamente entendido por nós.

 

Por Pastor Luiz Antonio. Junho/2007

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