Missão Transcultural – o que é e pra que?

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Com tanto que há para se fazer na obra de Deus é impossível imaginar que haja crentes sem compromisso com a obra do Senhor. Nosso slogan atual de missões é: “Missão se faz com cada crente”! Você como filho de Deus salvo tem a responsabilidade de promover maior interesse pelo trabalho missionário. Mostre aos seus amigos e irmãos que eles não são salvos apenas para serem receptáculos das bênçãos do Senhor, mas para abençoar outros povos realizando algum trabalho que possa de alguma forma levar as nações a reconhecerem que só o Senhor é Deus. Você, com certeza, será usado pelo Senhor para conta­giá-los a buscarem um avivamento espiritual que resulte em um envolvimento profundo com a obra missionária. A salvação é para toda a huma­nidade. Realizar a tarefa da evangelização mundial é um sério compromisso bíblico do povo de Deus com a Sua obra, e não é justo que pela negligência da Igreja os povos não ouçam a voz de Deus e sejam apanhados pelo Seu juízo. Os olhos do Senhor estão por toda a parte, acompanhando passo a passo a ação da Igreja na proclamação da mensagem do Reino de Deus. Em cada cultura cabe aos enviados do Senhor encontrar os instrumentos adequados para proclamar de forma clara, aceitável e consciente a mensagem do Evangelho, isto é missão transcultural. Tudo que se requer da Igreja é a mobilização total e a prioridade absoluta para a evangelização simultânea até os confins da Terra. O plano de Deus através dos séculos só terá seu cumprimento final mediante a proclamação do evangelho pela Igreja até os confins da Terra. Missões transculturaís, portanto, não é uma teoria, mas um sério compromisso bíblico do povo de Deus com a Sua obra. A ordenança bíblica da proclamação do evangelho em todo o mundo (Mt 28.19,20; Mc 16.15) sinaliza o seu caráter universal, ou seja, o direito que todos os povos têm de ouvi-lo de forma clara e consciente para crerem no Senhor Jesus Cristo, arrepender-se de seus pecados e ter a certeza da vida eterna. Jesus não é propriedade exclusiva de um povo, Ele é de todos e para todos! Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Jo 1,12. Em toda a história bíblica os juízos de Deus jamais são executados sem que haja oportunidade de arrependimento (Jn 3.10). Assim sendo, é responsabilidade da Igreja fazer com que os povos ouçam a voz de Deus e sejam salvos do seu juízo. O Cordeiro cumpriu a sua parte e venceu. Falta cumprirmos a nossa! Que Deus nos ajude! Se o evangelho é universal, a morte do Cordeiro teve, também, o mesmo caráter, não há exclusividade neste ato de entrega voluntária e substituta em favor do homem. Não importa onde e como vivam, se nas florestas da Amazônia ou nas montanhas do Himalaia, todos são alvos da graça imerecida de Deus e precisam urgen­temente conhecê-la. E é aí que entra o papel transcultural da Igreja. Segundo Atos 1.8, sua visão não pode limitar-se à comunidade local, mas deve ampliar-se, até as últimas fronteiras do planeta. O texto transmite a idéia de simultaneidade. Enquanto a igreja evangeliza a cidade, seus olhos pousam mais além e vêem terras mais dis­tantes que estão brancas para a ceifa (Jo 4.35). O mesmo conceito é cristalino na visão de João. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; (Apocalipse 5 : 9). Ali a expressão “de toda tribo, e língua, e povo e nação” implica na proclamação simultânea do evangelho até os confins da terra. A linguagem enfática determina que ninguém poderá ficar de fora. Todos os povos deverão ser alcançados. É interessante que o número quatro aparece de forma implícita, você notou? Tribo, língua, povo e nação, 4 itens! Na Bíblia, o 4 é símbolo de totalidade. Isto implica em afirmar, com absoluta segurança, que a doutrina de missões é bíblica, e que devemos fazer missões ainda que o próprio termo “missões” ou “missionário” não apareça nas Escrituras. Para tornar ainda mais séria a responsabilidade, o termo nação, que aparece em Mateus 28.19, vem do grego ethnos, cujo sentido é diferente da idéia geopolítica de países como são atualmente constituídos. Aqui significa povos na sua essência étnica, envolvendo cultura, tradições, “modo de vida”, visão de mundo e outras particularidades. Sob este ponto de vista, há pelo menos 12 mil povos espalhados no mundo, e todos, sem exceção, estão incluídos no plano da redenção. Não basta olhar os países, que somam hoje aproximadamente 240, mas cada “tribo, e língua, e raça, e nação”. Esta é a forma pela qual Deus vê o mundo, e acredito que ELE chamou o povo da Renovação dos Remidos para uma obra com Povos, Tribos, Línguas e Nações! A visão de Isaías sobre a missão messiânica e, por conseguinte, da Igreja é clara: “…também te dei para luz dos genti­os, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49.6; At 13.47). A transculturação, ou a missão transcultural, neste caso, significa encontrar em cada cultura os instrumentos adequados para proclamar de forma clara, aceitável e consciente a mensagem do evangelho. Há na Bíblia elementos da cultura judaica que não foram transplantados para o Cristianismo. O preparo do missionário, de igual modo, implica em ele saber que não lhe cabe transplantar no país onde exercerá o seu ministério elementos da cultura brasileira que fazem sentido apenas no Brasil. Desde que iniciei meu envolvimento com missões nacionais e transculturais tenho tido a infelicidade de ouvir pessoas cujos espíritos ainda não foram tocados para missões dizerem: porque fazer missões fora do país se ainda não estamos fazendo nem dentro? Ai é que está a questão, o despertamento deve ser tal que nos leve a fazer missões dentro e fora dos nossos termos geográficos. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra, Atos 1,8. A expressão tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra, fala de ação simultânea, evangelizar todo o mundo ao mesmo tempo. Finalizando para que servem as missões transculturais? Para dar aos povos não alcançados a oportunidade de conhecer e receber Jesus como seu único e suficiente Salvador e serem salvos.

Que Deus abençoe o povo da Renovação dos Remidos!

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