A Pessoa do Presidente da IPRR

José Antonio de Oliveira

Pastor, Preletor, Teólogo, Conferencista, Escritor, Presidente e fundador da IPRR Presidente e fundador da CNIPB.

Atualmente Cursando Filosofia pela Faculdade São Camilo, Ipiranga SP.

José Antônio de Oliveira, é casado com a Diaconisa Idna B. Camargo de Oliveira, pai de quatro filhos: Amanda Camargo, Fernando José, Eduardo Camargo, e Aline Camargo de Oliveira. Convertido ao cristianismo bíblico, em 6 de novembro de 1983, foi batizado nas águas em 1 de julho de 1984, recebeu o batismo no Espírito Santo em 6 de julho de 1987, iniciou seu ministério como professor da escola dominical, foi consagrado a Diácono em 4 de outubro de 1987, em 7 de fevereiro de 1988 recebeu o Ministério da Palavra de Deus como Pastor no qual serve até hoje. Formou-se em Teologia pelo Seminário de Educação Teológica da Assembléia de Deus (SETAD) com certificado reconhecido pelo Ministério do Belém. Em 18 de maio de 1991 fundou a Igreja Pentecostal Renovação dos Remidos da qual é Pastor Presidente. Foi aclamado Presidente da “Convenção Nacional das Igrejas Pentecostais do Brasil em 11 de janeiro de 1998, da qual também é fundador. Dedicado estudante da Bíblia Sagrada. Tornou-se escritor para atender a demanda de seu ministério à frente do rebanho do Senhor o qual apascenta atualmente. Ministrando Seminários para casais, encontros de Jovens e conferências bem como cursos de liderança Cristã para formação de obreiro. É autor do livro que tem por título SOPHIA “Um romance dos dilemas da vida conjugal”, fruto do esforço que dedicou na reconstrução da vida sentimental de seu público durante sua ministração. Sua fé, lhe possibilita ensinar que em Cristo Jesus tudo se faz novo. O resultado deste trabalho tem sido milhares de casais felizes em todas as partes do mundo por onde trabalha na obra do Senhor.

Anúncios

Será que o Natal é Bíblico?

presepio

Será que o Natal é Bíblico?

 Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Será que Jesus nasceu mesmo em 25 de dezembro? Será que os primeiros apóstolos que conheciam e foram ensinados por Jesus  pessoalmente, celebraram o seu aniversário em 25 de dezembro? Será que alguma vez o celebraram em qualquer outro dia?  Se o Natal é uma das maiores festas cristãs, por que será que todos os pagãos o celebram também? Você sabe?
Por que nessa época se troca tantos presentes com familiares, parentes e amigos? Será que é por causa dos reis magos que trouxeram e ofertaram presentes ao menino Jesus?
 

 Vamos começar avaliando a palavra Natal e o nascimento de Cristo.

 A palavra “Natal” quer dizer dia do nascimento, ou aniversário natalício.
De onde a igreja Católica a tirou? Com certeza não foi do Novo Testamento, Não foi da Bíblia nem dos primeiros apóstolos que foram instruídos por Cristo, porque  “o Natal não era comemorado entre as festas da Igreja primitiva!

Mas de onde vem está cultura?  Os primeiros indícios da festa provêm do Egito!
Sobre “Dia do Natal”, Origenes, um dos patriarcas católicos, reconheceu a seguinte verdade:       ” Não há registro nas Sagradas Escrituras de que alguém tenha comemorado uma festa, ou realizado um grande banquete no dia do seu aniversário. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes), se rejubilaram grandemente com o dia em que nasceram neste mundo.”
A celebração se originou no século V, quando a Igreja Ocidental deu ordem, para que fosse celebrada para sempre esta festa no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo.”
Jesus não nasceu em 25 de dezembro! Jesus nem sequer nasceu na estação do inverno que é em dezembro!
Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. (Lucas 2:8)

Isto nunca poderia ter acontecido na Judéia no mês de dezembro. Os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar até o dia 15 de outubro, para protegê-los do frio e da estação chuvosa que se seguia. Veja Cantares de Salomão 2:11/ Esdras 10:9-13.
A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. Se Deus desejasse que guardássemos e comemorássemos o nascimento de Cristo, Ele não teria ocultado tão completamente a data exata. O dia do natal coincide com a data da festividade da brumária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o nascimento do “Novo Sol”. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. Estas festas pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias, e agradavam tanto os cristãos quanto os pagãos. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã esta festividade pagã.
Lembre-se que o mundo romano era pagão. Antes do século IV, os cristãos eram poucos em número, e embora aumentassem, eram perseguidos pelos pagãos. Porém, com a chegada de Constantino, como imperador, que no século IV (336) fez profissão pública de fé cristã, colocando o cristianismo ao mesmo nível do paganismo, o mundo romano passou a aceitar esse cristianismo popularizado pelo imperador. Porém, lembre-se que eles haviam sido criados em costumes pagãos, e celebravam festas pagãs dentre as quais a de 25 de dezembro era a maior das festividades idólatras celebrando o dia mais curto do ano e o nascimento do deus Sol. Era uma festa alegre com seu espírito especial onde todos se divertiam! Ninguém queria renunciá-la em favor de um cristianismo real! E assim foi que “o Natal” se enraizou em nosso mundo Ocidental!
 

 A ORIGEM DESTA FESTA PAGÃ

Natal é a principal tradição do sistema corrupto e pagão denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sob o nome de Babilônia. (falta espaço neste jornal para falar com detalhes sobre a ligação da Igreja Católica Romana moderna e a Babilônia Antiga). Seu início e origem remontam à antiga Babilônia de Ninrode! É verdade, suas raízes datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio!
Ninrode (“Marad” que significa – ele se rebelou, rebelde), neto de Cão, filho de Noé (Gn 10:8-11), foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo – Sistema de Competição Organizado – sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode segundo dizem construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades.
Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com a própria mãe, cujo nome era Semíramis. Depois da morte de Ninrode, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar de Ninrode da morte para uma nova vida. (Por acaso isso te lembra a árvore de natal)?
Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento Semíramis alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, esta é a verdadeira origem da “Árvore de Natal”!
Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos Babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra,  Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-Sol.
Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adoração. É este espírito que o cristão invoca ao enfeitar sua casa no natal e ao colocar uma árvore de natal dentro de seu lar!
O Presépio é uma continuação desse culto, em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo! Não se engane há um espírito do mal por trás de toda essa comemoração.
No Egito sempre se acreditou que o filho de Isis (nome egípicio da “Rainha do Céu”) nascera em 25 de dezembro. O próprio Jesus nunca celebrou seu nascimento, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma época, na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar seu nascimento, todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida
(ICo. 11:24-26; Jo. 13:14-17)

Características da festa dos solstícios

Solstício é a época em que o Sol, tendo-se afastado o mais possível do equador, parece deter-se e estacionar durante alguns dias, antes de voltar a aproximar-se de novo do equador

Duas características principais tinha a festa ao deus sol:

A glutonaria – com grandes banquetes onde havia até lugares onde se podia vomitar pra poder comer mais. Esta festa tinha início à meia noite! Isso é familiar ao caro leitor?
A exaltação de deuses – adoração a deuses falsos e a um deus menino.

 Ainda podemos acrescentar o Culto à sensualidade que ocorria naquela época – nestas festas chamava-se a atenção pela beleza exposta, se você reparar verá que não é diferente hoje. Orgias aconteciam dentro do templo em Adoração a deusa da fertilidade. 

 PAPAI NOEL

· Alguém dirá: Certamente que o bom velinho, “Papai Noel”, não é uma criação pagã. Porém ele é, e o seu caráter verdadeiro não é tão bondoso e santo como muitos pensam!
O nome “Papai Noel” vem de “São Nicolau” um bispo romano que viveu no século V.
A Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, diz o seguinte: “São Nicolau, foi bispo de Mira, e um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro. Diz se que o costume de dar presentes as escondidas no dia de São Nicolau 6 de dezembro originou-se da lenda de sua dádiva oferecida às escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido”, o que mais tarde foi transferido para o dia de Natal e perdura até hoje.
Daí a associação do Natal com São Nicolau (Papai Noel), cuja idéia central é fazê-lo substituir Papai do Céu. Durante o ano os pais castigam suas crianças por falarem mentira, e na época de Natal contam-lhes a maior das mentiras.

A ÁRVORE DE NATAL

O que diz a Bíblia sobre a árvore de Natal? Se a Bíblia não diz para comemorarmos o Natal, nem mesmo registra tal observância por parte dos apóstolos ou da verdadeira Igreja primitiva, porque cristãos evangélicos comemoram o natal? As idéias referentes a árvores sagradas são muito antigas, como já vimos, tratava-se de uma antiga fábula babilônica que falava de um pinheirinho que nasceu de um tronco morto. O velho tronco simbolizava Ninrode morto e o novo pinheirinho simbolizava que Ninrode tinha vindo viver novamente em Tamuz!
Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípcios eram as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália festa ao sol celebrada em 25 de dezembro. O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado (árvore sagrada).
Até mesmo acender lenhas em fogueiras e velas como cerimônia cristã é meramente perpetuação de um costume pagão de estimular o deus-Sol em declínio quando ele atinge o ponto mais baixo ao Sul da abóbada celeste!

TROCA DE PRESENTES

E a troca de presentes, será que é bíblica? Talvez você diga, pelo menos isso a Bíblia permite, já que os Reis magos do Oriente deram presentes quando Cristo nasceu?” Da biblioteca sacra vol. 12, páginas 153-155, quero citar o seguinte: “A troca de presentes entre amigos é característica tanto do Natal quanto da Saturnália e deve ter sido adotada do mundo pagão pelos cristãos. O fato é que este costume de trocar presentes com familiares e amigos, que se apegou ao povo durante a época de Natal, não tem nada de cristianismo. Isto não comemora o nascimento de Cristo, isso é puro PAGANISMO. Suponha que sua mãe esteja fazendo aniversário, e você deseja honrá-la neste dia, será que por isso você compraria presentes para todos, trocaria presentes com seus amigos e familiares? No entanto é precisamente isto que fazem as pessoas por todas as partes do mundo! Honram um dia no qual Cristo não nasceu, dão presentes sem nem mesmo saber o verdadeiro porque, e gastam todo dinheiro que conseguem juntar com a compra de presentes. E o mais grave é que no mês de dezembro muitos deixam de dar o dízimo, cultos são cancelados porque não há quem venha à igreja e este costuma ser o mês mais pobre para a OBRA DE CRISTO!
Agora considere o que a Bíblia diz a respeito das ofertas que os Reis magos deram quando Cristo nasceu. Está em Mateus 2:1-11.
Não vou citar a Escritura aqui por causa do pouco espaço!

Os Reis magos inquiriram pelo menino Jesus. Nascido Rei dos Judeus! Então por que lhe ofereceram dádivas? Por ser dia do seu aniversário? De maneira alguma, pois chegaram muitos dia ou semanas depois da data de seu nascimento: Seria para deixar-nos um exemplo, para trocarmos presentes uns com os outros? Também não! Note que eles deram as ofertas a Cristo, não para os amigos e parentes dele, ou qualquer outro! Os reis magos não estavam instituindo um novo sistema cristão de troca de presentes com amigos para honrar o nascimento de Cristo! Agiam conforme ao antigo costume Oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Eles compareciam perante a presença do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto o costume ditava que ofertassem alguma dádiva, do mesmo modo que a Rainha de Sabá trouxe ofertas a Salomão, assim como hoje muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente. E quanto ao amigo secreto? Serei muito resumido não temos espaço neste periódico! O amigo secreto de hoje é uma atualização do ritual nórdico de trocar presentes, onde  esperavam o amanhecer para trocar presentes e nesta troca diziam: que você jamais se esqueça dos deuses sobre nós. E o presente trocado era para eternizar o pacto. Finalizando, eu sei que você deve estar em choque a esta altura e é direito seu crer ou não em tudo isto que escrevi! Mas o bom é que como eu fiz você também pode pesquisar e chegar à mesma conclusão que eu cheguei, e se você fosse escrever este artigo que eu escrevi talvez as palavras fossem as mesmas. Eu sei do risco que minha popularidade corre por estragar tua festa de natal, mas vale a pena! Se orares Deus te dará discernimento em tudo. Há um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal. Muitos dizem: “No Natal ainda que este fosse um costume pagão honrando o falso deus-Sol, não comemoramos o Natal para honrar o falso deus, mas sim para honrar a Cristo”. Ainda que você queira fugir de tudo o que leu eu repito, o espírito do natal é pagão e não cristão! Porém, se minhas palavras não te convenceram veja as de Deus, leia Deuteronômio 12:1-2 e Deuteronômio 12:30-32 

 Agora não somos mais ignorantes quanto à festividade do Natal iniciada na Babilônia. Qual deve ser então nosso procedimento prático? 

 E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

 1 – Tirá-la totalmente do nosso coração. Lançar fora toda dependência sentimental da data do “Sol Invictus” (25 de dezembro)
2 – Instruirmos nossos filhos e discípulos sobre esta mentira chamada dia de Natal: e revelar a verdade aos que ainda a ignoram “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8:32
3 – Nos livramos de todo enfeite com motivos natalinos, pois sabemos suas origens.
4 – Não ficarmos sujeitos às comidas importadas típicas desta época, pois na verdade este é um dia como qualquer outro.
5 – Resistirmos ao espírito de gastos no Natal, principalmente se tivermos dívidas. Só devemos comprar o necessário. Mamon, demônio das riquezas, criou dependência na mente humana onde as pessoas têm de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova etc. (“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Mateus 6:24).
6 – Devemos aproveitar a data para estar com parentes e amigos em suas casas falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus corações, pois este é o verdadeiro presente que o “aniversariante” quer receber. É um propício momento evangelístico, quando encontramos pessoas com o coração aberto para ouvir de Jesus.
7 – E por fim não confundir passagem do Ano com Natal. Não é errado desejar feliz Ano Novo para alguém, mas, Feliz Natal sim. Você pode mudar a expressão, em vez de dizer “Feliz Natal” diga “Deus te abençoe ou que Jesus nasça no seu coração, ou ainda tenha um bom feriado!” Não comungue com o paganismo!

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Por Pastor Luiz Antonio

Pagão: Diz-se do indivíduo que não foi batizado. Diz-se das religiões nas quais não se adota o batismo. Adepto de qualquer religião que não adota o batismo.

 

Como implantar a Escola Dominical

Como implantar a Escola Dominical

Se sua igreja deseja crescer, use as leis de crescimento da ED.

A Escola Dominical é parte integrante da igreja. Não é uma organização independente, é a própria igreja ensinando a Palavra de Deus. Por isto, deve estar subordinada em tudo à igreja e ser sustentada por ela.

Jesus, ao estabelecer a Igreja, deu-lhe a tarefa de representá-lo no mundo. Ele foi muito claro naquilo que a Igreja deve fazer. “Fazei discípulos de todas nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”,
Mt 28.19-20.

O sucesso de uma igreja é evidente quando seu pastor reconhece que o melhor lugar para ensinar a parte básica da vida cristã, tanto para o crente como para o não crente, é a Escola Dominical.

Investimento
Se sua igreja deseja crescer, use as leis de crescimento da ED. Invista na criança. Comece com o Departamento Infantil. Essa é a idade propícia para a aprendizagem.

“Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te desalentes, pois o Senhor Deus, meu Deus, é contigo… para toda boa obra para o serviço da casa do Senhor… também os chefes e todo o povo estarão inteiramente às tuas ordens”, 1Cr 28.19-21.

A Escola Dominical e seus objetivos
Toda escola tem necessidade de estabelecer a organização que lhe convém, a fim de alcançar o objetivo desejado.

Alcançar o povo – Este é o primeiro passo. Procure matricular todos os membros da igreja e seus filhos. Organize e desenvolva um trabalho de visitação, não somente aos crentes, mas a todos os vizinhos de sua igreja. Incentive o trabalho de testemunho pessoal. Explique aos novos decididos a importância do ensino da Palavra na ED.

Ensinar ao povo a Palavra de Deus – A Bíblia é o livro-texto da ED e, por isso, deve ocupar o centro do ensino. Devem ser observados a natureza, o conteúdo e o propósito da revelação bíblica. Através da ED, a Igreja planta a Palavra de Deus na mente do aluno (Mt 13.1-9,18-23).

Ganhar os perdidos – Onde quer que uma ED tenha sido implantada adequadamente, pessoas não salvas têm sido alcançadas. Havendo alunos não crentes na classe, torna-se necessário o professor criar, através do ensino da lição, uma oportunidade de convidar as pessoas para aceitarem a salvação em Cristo Jesus.

A Escola Dominical foi criada e funciona com o propósito de ganhar almas. Ela é, também, uma agência de evangelismo da igreja. Por isso, seu programa é preparado para contribuir direta e continuamente para evangelizar.

Desenvolver talentos – A igreja precisa prover a maturidade do novo e inexperiente crente e aperfeiçoar os membros através de estudos, atividades e responsabilidades na igreja ou nas organizações da mesma.

Estrutura da Escola Dominical
Devido ao amplo propósito da ED (evangelizar, doutrinar e treinar), torna-se necessário uma estrutura que funcione como “coluna vertebral” para que alcance sua clientela em toda sua abrangência (faixa etária, diversificação cultural e sexo). Deve ainda ser adequada aos recursos, disponibilidades físicas, humanas, econômicas etc.

Organograma

Diretoria

Pastor – Sendo o líder responsável e o real dirigente, precisa conhecer a organização e administração da Escola Dominical. A ele cabe o direito de escolher ou indicar pessoas para os vários cargos da Escola e preparar professores para o ensino bíblico. Ele é o principal professor da igreja, cabendo-lhe ensinar e doutrinar os professores e oficiais da Escola.

  • Seu ministério de ensinar é obrigatório e não optativo (1Tm 3.2 e Cl 1.28).
  • O professor deve participar das reuniões da Escola Dominical em sua igreja. Se for possível, de acordo com as circunstâncias, também ensinar uma classe como a dos oficiais.

Superintendente – É responsável diante da igreja pela programação, execução e avaliação do trabalho previsto no plano de ensino bíblico. Nas escolas filiais é chamado dirigente. Vejamos algumas características e tarefas do superintendente ou dirigente:

  • Conhecedor da Bíblia. “Que maneja bem a Palavra da Verdade”, 2Tm 2.15. Para manejar bem a Palavra é preciso conhecê-la.
  • Entusiasta. O entusiasmo, com seu raio de luz, dá nova vida aos negócios, a um grupo, a uma instituição, a uma pessoa.
  • Assumir a liderança, determinando a organização, o horário e os meios para a Escola realizar suas tarefas.
  • Conhecer o currículo da Escola Dominical. Traçar planos de trabalho para cada trimestre vindouro, reunindo toda a equipe a fim de discutir o que foi positivo e negativo no trimestre anterior.

Vice-superintendente ou vice-dirigente – responsável perante o superintendente pelo cumprimento de tarefas a ele determinadas e substitui o superintendente no seu impedimento. Ele ajuda o superintendente a realizar qualquer tarefa de sua responsabilidade.

Secretário – O secretário é responsável perante o superintendente da Escola Dominical pela execução dos trabalhos pertencentes à Secretaria da ED. A igreja pode eleger um segundo secretário a fim de ajudar o primeiro a cumprir as responsabilidades que seguem:

  • Orientar os demais secretários da Escola, o programa de matrícula de novos alunos, como também a organização dos relatórios durante o ano;
  • Manter em dia o fichário geral de arrolamento da Escola Dominical como de outros programas de ensino promovidos pela Escola através da Diretoria de Expansão;
  • Recolher os pedidos de literatura e materiais necessários de cada Departamento, providenciando a compra junto à pessoa designada pela igreja;
  • Providenciar anúncios de divulgação da Escola, visando o crescimento da mesma;
  • Chegar cedo, verificar a arrumação da Escola junto a seus auxiliares e distribuir o material aos secretários de classe;
  • Recolher, no horário determinado, as cadernetas de classes e os relatórios de cada departamento;
  • Preparar o resumo do relatório dos departamentos, entregando-o ao superintendente ou diretor da Escola Dominical.

Diretor de expansão – Nas grandes Escolas, é indispensável a Diretoria de Expansão, onde o diretor é responsável, diante do superintendente da Escola, pela coordenação das atividades que proporcionam o desenvolvimento de uma Escola Dominical: escolas filiais, Escolas Bíblicas de Férias, concursos bíblicos, visitação, campanhas, congressos, encontros etc. Deveres e tarefas:

  • Cooperar com o superintendente;
  • Cooperar com os diretores dos departamentos;
  • Visitar as escolas filiais, verificando as necessidades para um desenvolvimento melhor;
  • Manter um programa sistemático e vigoroso de visitação às pessoas que não podem assistir à Escola Dominical;
  • Manter um fichário de alunos, em perspectiva, a fim de facilitar o programa de visitação e matrícula;
  • Programar, em época de férias escolares, a EBF, com o objetivo de oferecer uma atividade de extensão do estudo bíblico, e, também, como meio para alcançar novos alunos para a ED.

Tesouraria – Toda Escola Dominical precisa ter uma tesouraria para onde as ofertas serão encaminhadas e contabilizadas. O tesoureiro deve ser uma pessoa competente e que tenha boa recomendação de todos.

Ele recebe da Secretaria todas as cadernetas acompanhadas com as ofertas do dia e depois de verificar as anotações devolverá as cadernetas à Secretaria e prestará conta do dinheiro à Tesouraria-geral da igreja.

Biblioteca – Para uma Escola eficiente, é necessário o funcionamento de uma biblioteca para professores e alunos. Todos os livros devem ser escolhidos com cuidado a fim de atender às necessidades e desejos dos professores em ganhar almas e desenvolver vidas para a glória de Deus.

Diretoria musical – A Escola Dominical é também um culto a Deus. Não se pode cultuar sem que exista louvor. A música é o veículo que nos leva a Deus e que também é usada para anunciar o Evangelho. É por meio de cânticos que os cristãos dão grandes testemunhos de sua fé, e anunciam o que Cristo fez por eles e por todo pecador.

A igreja deve ter muito cuidado na escolha de pessoas que possam desempenhar bem esta função. Se há carência de pessoas capazes para dirigir os grupos infantis, é dever da igreja procurar pessoas com capacidade e treiná-las para este trabalho. O diretor musical deve ajudar a todos os líderes de departamentos nos seus programas musicais e ajudar todas as pessoas a participarem nos cânticos congregacionais.

Recepção – Pode ser feita pelos porteiros e introdutores da igreja, orientando os visitantes sobre o departamento correspondente à idade e onde fica.

O recepcionista deve providenciar acomodações, dando informações gerais da Escola aos alunos e visitantes. Ele deve ser gentil com todos pois toda pessoa gosta de ser bem tratada e bem recebida. “O que quereis que os outros vos façam, fazei também vós a eles”, Mt 7.12.

Atribuições de uma diretoria departamental
Qualquer departamento deve ter sempre duas diretorias: uma titular e outra auxiliar. Na ausência de uma, a outra a substituirá. Para isso, as duas devem conhecer bem o funcionamento do departamento em geral. Poderão dividir entre si as atribuições e responsabilidades que são:

  • Deve ser a primeira a chegar e a última a sair;
  • Ser responsável pela conservação de todo o material didático do departamento.
  • Fazer o planejamento das atividades do ano;
  • Estimular e incentivar os professores e ajudantes em tudo;
  • Programar atividades extra Escola Dominical, como passeios, leituras, programas especiais, cultos, dramatizações, visitas, reuniões com os pais, palestras etc;
  • Providenciar todo o material necessário para os professores e alunos, como revistas da Escola Dominical, gravuras ilustradas, material auxiliar, quadro-de-giz, flanelógrafo, quadro-de-pregas, mapas etc;
  • Orientar os professores da Escola Dominical ajudando-os a preparar lições e demais atividades, visitando-os, compartilhando seus problemas se for solicitado, orando por eles, dando sugestões que possam ser realizadas;
  • Manter a disciplina usando de energia dosada com muito amor;
  • Ser responsável pela programação de abertura e encerramento: cânticos, histórias, campanhas, oração, leitura bíblica, avisos, cumprimentos a visitantes e aniversariantes etc, sempre obedecendo ao horário estipulado pela Superintendência;
  • Organizar uma reunião mensal com os professores, abordando o planejamento do mês, o aproveitamento dos alunos, o melhoramento do ensino, problemas com os professores e alunos.

Atribuições dos professores
Tanto os professores titulares como os ajudantes são escolhidos pelos diretores com muita oração e direção divina, antes do início de cada ano. Os professores titulares são responsáveis pelo ensino da lição em classe, pela confecção dos trabalhos manuais da lição e da disciplina da classe. Os professores-ajudantes são responsáveis pelo estudo da lição de cada domingo e para substituir o professor titular no seu impedimento. Ajudam também a manter a disciplina da classe, fazem a chamada, ouvem os versículos decorados dos alunos e anotam nomes de visitantes ou novos alunos no cartão de matrícula. São responsáveis pela distribuição da revista em suas classes. Devem acatar com amor as ordens das diretorias departamentais.

Atribuições dos secretários de departamento
Os secretários são escolhidos pelos diretores departamentais.
São responsáveis pelo relatório geral do departamento, pela estatística mensal e anual, pela distribuição e retirada dos cadernos de chamada das classes de seu departamento.